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Missão da Igreja e a conversão

O Evangelho exige conversão e arrependimento, que implicam numa mudança de atitude, daquele que não se conforma mais com este mundo, mas quer ser transformado e renovado mental e espiritualmente com o intuito de experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus em sua vida. Arrependimento e conversão que levam a uma reestruturação de todos os valores e uma reorientação radical da vida como um todo a fim de se adequar à ética do Reino de Deus.

O Evangelho oferece a reconciliação, mas exige que se abandone a atitude de rebelião contra Deus, com o intuito que haja conversão para ele. É preciso negar a si mesmo, morrer para o mundo a fim de viver para Deus, o que implica numa radical mudança de estilo de vida, para que se possa experimentar uma nova vida. O ser humano precisa se libertar da escravidão dos poderes deste mundo para que possa se submeter ao senhorio de Cristo.

Não basta estarmos convictos de nossa realidade em Cristo, precisamos nos converter a ela. Conversão significa devoção, doação, dedicação total “para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15). Pois a salvação não significa apenas perdão de pecados, mas também transformação de vida e libertação do império das trevas para ser transportado para o Reino de Deus (Cl 1.13).

A salvação é o retorno do homem a Deus, mas é também o retorno e conversão do homem a seu próximo. Na reconciliação de Zaqueu com Deus vemos também sua reconciliação com o próximo (Lc 19).

A conversão é vital para que a Igreja possa cumprir sua missão profética não apenas através de palavras, mas através de exemplo, como comunidade do Reino de Deus, que deve viver e ser hoje o que Deus quer que a sociedade como um todo viva e seja um dia. Como a Igreja poderá chamar os outros ao arrependimento se ela mesma não estiver produzindo frutos dignos de arrependimento (Lc 3.8)?

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