quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A festa de carnaval e o cristão

De um modo em geral, carnaval é a festa que dá vazão aos apetites carnais, promovendo excessos de todo tipo, como gula, embriaguez e orgias sexuais, que afetam a dignidade humana, além de resultar em um significativo aumento nos casos de doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez indesejada, sem falar nos casos de infidelidade conjugal que terminarão em divórcio. Há também um espantoso aumento do uso e abuso de álcool e drogas nos dias de carnaval, gerando inúmeros casos de intriga, violência e mortes nos salões, nas ruas e no trânsito. Mulheres nuas, homens fantasiados de mulher ou de bebê com frauda e chupeta, pessoas com fantasias diabólicas e medonhas, um descalabro total que promove tudo o que é ridículo, estúpido, leviano, vergonhoso e extravagante. Uma festa que costumeiramente termina em amargas cinzas. No passado, as máscaras de carnaval serviam para ocultar a identidade daqueles que queriam cair na folia sem comprometerem sua imagem pública, enquanto que, para agravar a situação, nos dias de hoje, a hipocrisia parece ter dado lugar ao descaramento total, sinal da degradação moral da sociedade.

Participar do Carnaval é compactuar com estes males e expor-se à inúmeras tentações perigosas.  Não adianta orar “não nos deixes cair em tentação” quando nós mesmos damos lugar ao diabo. “Pode alguém andar sobre brasas sem queimar os pés?” (Pv 6:28).  O Apóstolo Paulo adverte os cristãos dizendo que se eles andarem segunda a carne, certamente morrerão (Rm 8.13). Ele ainda os exorta, dizendo: “vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” (1 Co 10:21). Portanto, “não dêem lugar ao Diabo (Ef 4:27)  e “fujam das paixões da mocidade (2 Tm 2.22). Pedro igualmente adverte: “sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.” (1 Pe 5.8).

Bispo José Ildo Swartele de Mello

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Saiba porque celebramos o Natal



Este vídeo é sobre o porque devemos comemorar o Natal e como. Trata da questão da data, das origens do Papai Noel, da árvore de Natal e da comercialização e secularização do Natal.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Celebrando a encarnação do Verbo

É justo celebrarmos a ocasião do nascimento de Jesus Cristo ainda que não seja possível precisarmos a data. De fato, a encarnação do Filho de Deus merece ser celebrada todos os dias, por que não também no dia 25 de dezembro? Devemos aproveitar a ocasião festiva para falar sobre o verdadeiro sentido do Natal. O Criador do sol veio ao mundo como a verdadeira luz que ilumina a todo homem!

O nascimento de Jesus foi comemorado por Maria e José, pelos pastores, pelos reis magos e pelos anjos. O arcanjo Gabriel disse que tal acontecimento seria motivo de alegria para todo o povo! "O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor." (Lc 2.10-11).

Celebremos o Natal, pois sem a encarnação não teríamos o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; Não teríamos a cruz de Cristo e nem a ressurreição de Seu corpo. Deus não teria provado o seu amor pela humanidade e todos nós estaríamos ainda mortos em nossos delitos e pecados e perdidos, sem salvação.

Feliz Natal!
Bispo Ildo Mello

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

EVANGELIZAÇÃO INCONTESTÁVEL: UM ESTILO DE VIDA

Atos 2:37-45

37  Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?
38  Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.
39  Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.
40  Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.
41  Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.
42  E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
43  Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.
44  Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.
45  Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.
46  Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,
47  louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.

“Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”


            Enquanto isso o que? O que acontecia “enquanto isso” e o Senhor lhes acrescentava os que iam sendo salvos? Qual é o método que o Espírito Santo estava usando naquela época? Vamos aprender com o Espírito Santo, sem limitar o poder dele. O Espírito Santo é bem mais criativo, e está acima das questões de métodos e técnicas. Quando nós permitimos, ele age de maneira poderosa através de nós. Isto não nos isenta de conhecermos os princípios pelos quais o Espírito Santo age. Assim como nosso corpo precisa de um esqueleto para se manter em pé, muito embora nós não vemos o esqueleto, mas o corpo, assim também precisamos do esqueleto dos princípios, onde a vida vai se manifestar (os nervos, a carne).

            Temos portanto os princípios, leis, mas devemos saber que o Espírito Santo é criativo na aplicação destes princípios de maneira individual com cada igreja.

Em atos, o princípio básico que a igreja estava desenvolvendo era a COMUNHÃO e a UNIDADE.


            A comunhão fala de relacionamentos. As pessoas se convertem na igreja, mas encontram na igreja pessoas guerreando umas contra as outras. O que vai acontecer é que os novos vão se perder, se ferir, morrer. Temos que entender que depois da unção do Espírito Santo, a igreja primitiva recebeu também a graça de entender que não poderiam viver um sem o outro. Eles entenderam que a unção não bastava, mas que ela veio para capacitar cada um a viver uma vida de relacionamento em família. Esta vida em família, de comunhão, trouxe um grande impacto missionário e evangelístico para Jerusalém.

Eles também ganharam a capacidade de colocar os pés sobre a base sólida da Palavra de Deus – a doutrina dos apóstolos. Eles priorizaram os relacionamentos, e a palavra de Deus ganhou em seus corações força e visão de uma estrutura sólida. Nada sólido e firme pode ser construído fora da rocha da palavra.

            Também havia temor. Eles levavam Deus a sério. Eles não brincavam com o evangelho, e levavam a sério a grande comissão de ganhar almas. Quem leva Deus a sério abre-se para as operações de seu poder. Quando há temor há operação sobrenatural de Deus. Esperamos o sobrenatural em nosso meio, mas não temos temor de Deus, e portanto ele não tem liberdade para manifestar o seu poder entre nós.

            Eles estavam também juntos e tinham tudo em comum. Priorizavam os relacionamentos. Todos os dias estavam atentando para as necessidades e carências uns dos outros, e não apenas para tomar café uns com os outros. Eles tinham a preocupação de abençoar uns aos outros, edificar uns aos outros. A visão que Deus quer colocar em nosso coração é que somos instrumentos úteis para produzir edificação no coração das pessoas. Toda vez que vamos à casa de alguém, devemos saber que estamos lá para edificá-lo. Isto não significa que devemos abrir a Bíblia e ter um sermão para o dia. A edificação vem através das atitudes, ações e reações, que vão produzir na vida do seu irmão crescimento. Imagine o que acontece quando visitamos alguém e nesta visita somos grosseiros, comemos desbragadamente, abrimos a geladeira do irmão.

            Para edificarmos a vida de nosso irmão não precisamos a cada dia de um belo sermão, mas de um estilo de vida coerente. Edificamos uns aos outros quando também conversamos sobre outros assuntos, por exemplo, a educação dos filhos, os acontecimentos da nação. Claro que podemos ser bíblicos e usar textos e princípios bíblicos, mas nossas conversas devem ser práticas e levar para a edificação, para o crescimento.

            Dentro desta visão de edificar uns aos outros é que o povo da igreja em Jerusalém vivia continuamente. Eles compartilhavam sua vida, não se sentiam donos de nada, eram realmente servos uns dos outros. O grande segredo de evangelizarmos as pessoas é mostrarmos para elas que viemos para servi-las e cuidar delas, cuidar de suas feridas, necessidades, mostrar para elas que são importantes e manifestar o amor prático de Deus.

O segredo do método de evangelização da igreja primitiva era esse: um estilo de vida de amor, edificação e serviço uns aos outros.


            Muitas vezes temos bons métodos de evangelização, mas somos egoístas e não temos o estilo de vida coerente com nossa mensagem.

            Atos 2:47 nos fala que os cristãos tinham a simpatia de todo o povo. Jerusalém tinha naqueles dias cerca de 17.000 habitantes (talvez somente os homens). Se considerarmos que tínhamos por volta de 500 irmãos que haviam se convertido, estes começaram a influenciar os outros com seu estilo de vida. Em Atos 2:41, no primeiro sermão de Pedro, 3.000 almas se converteram. Numa cidade com 17.000, isto significa aproximadamente 20%. Imagine se pudéssemos ganhar 20% de nossa cidade!

            Será que a igreja primitiva tinha um método estruturado? Uma cartilha com todos os detalhes impressos? Não, mas eles tinham uma cartilha ainda mais poderosa: um estilo de vida de amor, de serviço, de abundante graça. Não era possível contestar o estilo de vida deles. Por isto todo o povo gostava deles, não apenas alguns do povo. Deus acrescentava, devido ao estilo de vida deles, dia a dia, os que iam sendo salvos.


            Deus acrescentava dia a dia, porque aos poucos eles iam sendo integrados neste estilo de vida contagiante da igreja de Jerusalém. Estes que iam sendo salvos se tornavam em testemunhas para os outros que estavam na igreja, e viviam de maneira prática os princípios da Palavra de Deus que encantava as pessoas.

            Eles não ficavam preocupados se eles iam ser rejeitados, se iam ouvi-los, se iam ser contestados ou não. Mas ninguém contesta a honra e o temor a Deus, o respeito às pessoas, como eles acertávamos problemas que tinham entre eles. As pessoas que chegam até nós, estão interessadas em como vivemos, e menos interessadas nos argumentos que temos para convencê-las a seguir a Cristo.

            A maneira mais atuante e impactante de evangelizar não se concentra na metodologia que desenvolvemos, mas o nível de unidade e comunhão, de vida prática de amor e serviço. Isto é que faz realmente a diferença. O que impressiona é o estilo de vida de relacionamento que evangeliza, e não o método que evangeliza.

            De que nos adianta sermos exímios evangelistas, cheio de técnicas e estratégias, mas o testemunho da vida, o estilo de vida nega a prática evangelística: grosseria em casa, problemas com a mulher e os filhos, falta de acerto, tristeza, etc.

            Sabe como fechamos as portas de saída da igreja? Não é o sistema perfeito de retenção de frutos, de novos convertidos! Mas é o cuidado pessoal com cada nova ovelha. Jamais o impacto do amor pode ser substituído por qualquer sistema ou método de evangelização.

Jamais o impacto do amor pode ser substituído por qualquer sistema ou método de evangelização.


            O que as pessoas precisam saber e conhecer é o nosso estilo de vida de amor. Não significa que desprezamos os métodos de evangelismo. Mas prefiro andar no meu passo, talvez mais lento, mas prefiro andar lento e chegar, a correr e quebrar a perna pelo caminho.

            Abra as portas da sua casa. Em vez de somente procurar ir à casa das pessoas, em São Paulo, onde o medo da violência é constante, convide as pessoas para ir à sua casa. Leve-as à sua casa, para tomar um café com você. Todos nós temos contato com pessoas não cristãs. Mesmo sendo cristãos há muito tempo, todos nós temos um ponto de contato com pessoas diariamente que não conhecem a Deus.

            Não podemos nos ater somente ao legalismo da letra. O Espírito é quem vivifica esta letra, aplicando-a de maneira prática para produzir o resultado desejado. (Exemplo pessoal do pastor de como ele está organizando seu grupo em Atibaia, fazendo contatos com as pessoas, estabelecendo relacionamentos, mesmo durante a caminhada que faz).

            O que nos falta mesmo é AMOR PELO PERDIDO, e não mais técnicas de evangelismo e relacionamento. De que adiantam as técnicas para abordar pessoas sem o AMOR POR ELAS. As pessoas querem ver Cristo em nós, e não somente ouvir de nós sobre Cristo.

            O problema é que queremos antes as técnicas do que a vida. Queremos que tudo esteja formado e estruturado, e depois a vida. Mas na verdade primeiro o óvulo e espermatozóide se juntam, sem forma, mas ali já existe vida.

            Os contatos vão surgindo. Quem não tem vizinhos? Faça um bolinho, e leve para eles. Se não sabe fazer bolo, compre na padaria. Ou então um vidro de compota, ou doce de abóbora. O problema todo é que não estamos dispostos a desenvolver relacionamentos, a sermos amigos das pessoas, a gastar o nosso tempo com elas.

            A metodologia mais eficaz ainda é o amor. Temos que ter em mente, contudo, alguns segredos e dicas:

·       Se ele rejeita você, ame-o, mas não o rejeite também.
·       Se ele contesta os seus argumentos, não conteste você a ele, ame-o.
·       Não condene as pessoas por suas práticas não cristãs que você não aceita ou não pratica mais.
·       Fale sempre do amor de Deus. Demonstre o amor de Deus de forma prática. Não entre em discussões religiosas, de coisas que podem e não podem.
·       Nunca se coloque acima da pessoa. Fale “nós somos pecadores não é mesmo”? E você gostaria de ficar livre do poder do pecado. Eu experimentei isso em Jesus, sabe como? E então podemos contar resumidamente nosso testemunho.
·       O argumento do amor jamais será contestado!

(Exemplo da senhora que estava usando uma fitinha do Senhor do Bonfim. Ela usa porque alguém a amou, se lembrou dela e trouxe a fitinha. Quando alguém cristão a amar também, e se interessar por ela, ela vai tirar a fita do bomfim e receber deste cristão a Jesus e todas as demais coisas.)

Desfruto do companheirismo da pessoa mais importante de minha vida, que me diz: “se ninguém estiver com você, saiba que eu estarei sempre com você”. Esta pessoa é minha esposa. Não poderia estar a frente de uma igreja deste tamanho, sem o apoio, a oração, a intercessão e o companheirismo de minha esposa. E você, esposa, tem apoiado o seu marido? Ou você pensa que o ministério é somente dele?


            Conselho prático: nunca comecem nada fora do horário. Se dermos um mau testemunho de algo pequeno, como começar no horário, não poderemos ser fiéis nas coisas grandes. Quando chegamos atrasado num compromisso, estamos dizendo que as outras pessoas não são importantes para nós.


Método de evangelismo: 
um estilo de vida de amor, edificação e serviço.
           






Pr. Carlos Alberto Q. Bezerra

Comunidade da Graça