sexta-feira, 13 de maio de 2016

Minha Declaração de Fé

1. Creio que a Bíblia é a Palavra de Deus inspirada, infalível, totalmente confiável, e a autoridade suprema em todos os assuntos de fé e conduta.


2. Creio em um só Deus, Criador e Conservador de todas as coisas, bom e infinitamente perfeito, que eternamente coexiste em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, que possui conhecimento perfeito do passado, presente e futuro, sendo quem preserva, regula, governa e dirige todas as coisas de modo que nada no mundo acontece sem o seu comando ou permissão. Deus é o autor do bem, mas não do mal. No entanto, mesmo o mal é governado por Deus que o limita e o direciona para um fim adequado conforme o seu plano maior.


3. Creio que Jesus Cristo é totalmente Deus e totalmente humano, tendo sido concebido pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. Ele viveu uma vida sem pecado e morreu na cruz como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele ressurgiu corporalmente no terceiro dia e subiu aos céus e está assentado à mão direita do Pai. Ele voltará pessoal e visivelmente no final desta era para julgar os vivos e os mortos e para conduzir os salvos para a morada eterna.


4. Creio que parte do ministério do Espírito Santo é glorificar o Senhor Jesus Cristo. Ele age para convencer os pecadores, capacitando-os a acreditarem em Cristo, regenerando o pecador, e habitando, guiando, instruindo e capacitando o crente a viver de modo digno do Evangelho e concedendo dons para cumprimento de sua missão como cristãos.


5. Creio que a humanidade foi criada à imagem de Deus, mas caiu de seu estado original através da desobediência deliberada, resultando na condenação da morte e separação de Deus. A partir daí, os seres humanos se tornaram escravos do pecado, incapazes de satisfazer a vontade de Deus. Mas a graça preveniente de Deus prepara e capacita os pecadores a receberem com fé o dom gratuito da salvação oferecida em Cristo. Somente através da graça de Deus é que os pecadores podem crer em Cristo e assim serem regenerados pelo Espírito Santo para uma nova vida. É também a graça de Deus que capacita os crentes a permanecerem firmes na fé e na prática de boas obras que Deus preparou de antemão para que andássemos nelas.


6. Creio que o sangue derramado de Jesus Cristo e sua ressurreição foram oferecidos para a salvação de todas as pessoas, mas só são eficazes para aqueles que creem no Evangelho. A morte e a ressurreição de Cristo constituem o único fundamento de justificação e salvação, e somente aqueles que crêem em Jesus Cristo se tornam filhos de Deus pela regeneração do Espírito Santo.


7. Creio que a graça salvadora de Deus é resistível, que a eleição para a salvação está condicionada à fé em Cristo, e que perseverar na fé é necessário para a salvação final.


8. Creio que a Igreja foi criada por Deus. É o povo de Deus, o Corpo do qual Cristo Jesus é o seu Senhor e Cabeça. O Espírito Santo é a sua vida e poder. Ela é tanto divina como humana, tanto celeste como terrestre, tanto ideal como imperfeita. Ela é um organismo, não uma instituição imutável. Ela existe para cumprir os propósitos de Deus em Cristo. Ela ministra a redenção que há em Cristo às pessoas. Cristo amou a Igreja e deu-Se a Si mesmo por ela para que pudesse ser santa e sem mácula. A Igreja é a comunidade dos remidos que tem a incumbência de viver e pregar o Evangelho e de ministrar os sacramentos conforme a instrução de Cristo.


9. Creio que é meu dever buscar a plenitude do Espírito Santo para dar um bom testemunho de Cristo e para pregar com eficácia o Evangelho, fazendo discípulos de todas as nações.


10. Creio que Jesus retornará sobre as nuvens dos céus com grande poder e glória e que haverá a ressurreição corporal de todos os mortos; dos crentes para a bem-aventurança e alegria eterna com o Senhor; e dos incrédulos para julgamento e castigo eterno.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Seria Deus o autor do mal?

O calvinista afirma que Deus decretou tudo o que acontece no universo, de modo que cada ato de estupro, incesto, pedofilia, roubo, violência, assassinato, adultério e injustiça teria sido meticulosamente planejado e ordenado por Deus desde a eternidade para serem estritamente executados por seres humanos que não passariam de marionetes em suas mãos.

No entanto, enquanto um calvinista tem a coragem de ensinar que Deus teria planejado e ordenado os atos bárbaros dos hebreus que foram capazes de sacrificar seus filhos no altar de Baal, o próprio Deus, por sua vez, defendendo-se desta insana acusação, diz que estes tais “construíram nos montes os altares dedicados a Baal, para queimarem os seus filhos como holocaustos oferecidos a Baal, coisa que não ordenei, da qual nunca falei nem jamais me veio à mente”. (Jeremias 19:5 NVI).

"Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma." (1 Jo 1.5).

A questão do mal no mundo é difícil de ser compreendida. Muitos perguntam: “Se Deus é Onipotente, santo e bom, por que existe o mal no mundo?” Bem, sabemos que Deus não é o criador do mal. Tudo o que Deus fez era bom como nos ensina Gênesis 1:31 “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia”. E Eclesiastes 7:29 diz: “Eis o que tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.”


Deus poderia ter criado todas as coisas programadas para darem certo. Poderia ter criado os anjos e os homens como robôs, programados para obedecerem, incapazes de se rebelarem. Mas as expressões de amor, louvor, devoção e serviço destes seres seriam artificiais e “sem graça”, ou seja, sem significado real. Deus, em sua soberania, resolve criar seres angelicais e humanos com o atributo do livre-arbítrio, mesmo ciente das conseqüências: surgimento do pecado, crimes, doenças, guerras, fome, tristeza, etc… É um preço alto a se pagar, mas vale a pena a fim de que muitos dentre todos os homens livres possam, no decorrer da História humana, ser resgatados por terem acolhido a promessa e amado a Deus sobre todas as coisas. Ninguém pode ser livre só para obedecer. Liberdade implica em opção e escolha.


Que Deus respeita o livre-arbítrio humano é claramente visto em Jeremias 13.11: "Assim como um cinto se apega à cintura de um homem, da mesma forma fiz com que toda a comunidade de Israel e toda a comunidade de Judá se apegasse a mim, para que fosse o meu povo para o meu renome, louvor e honra. Mas eles não me ouviram”; E também em Mateus 23.37: "... Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram".


Neste mundo, assim como Jó, todos nós estamos sendo provados e experimentados na questão do grande mandamento: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mateus 22:37). Observe que a grande questão do livro de Jó está relacionada a pureza e a lealdade do amor de Jó por Deus, como vemos na dúvida lançada por Satanás: “Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde teme a Deus? Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra. Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face” (Jó 1.9-11). Temos muitas opções, somos livres para escolher, portanto, quando amamos a Deus e respondemos positivamente ao seu chamado, isto é cheio de significado. Este relacionamento entre Deus e o homem é cheio de afeto. É algo tremendo!

Portanto, Deus criou tudo perfeito, o mal no universo existe como uma perversão dos seres angelicais e humanos, e que só pode ser entendido dentro do propósito último de Deus.

Bispo José Ildo Mello