sexta-feira, 21 de junho de 2019

O que isto tem a ver com Jesus?


O que isto tem a ver com Jesus?

Particularmente, fiquei triste em ver o presidente Bolsonaro fazendo apologia ao uso de armas em uma marcha para Jesus. Os evangélicos não são unânimes a respeito deste tema que é tão controverso. Boa parte deles não concorda com este projeto do Governo, pois entendem que armar a população é algo que vai contra a ética proposta por Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, que implica em não reagir com violência, em amar o inimigo, dar a outra face a quem nos fere, em dar de comer e beber ao inimigo, em abençoar os que nos amaldiçoam, e em pagar o mal com o bem, pois esta é a maneira cristã de vencer o mal. (Mt 5.38-39; 26.52 e Rm 12.14-21). Como indivíduo cristão, prefiro seguir a sabedoria dos mandamentos de Cristo. Martin Luther King e Gandhi mostraram historicamente o poder de tais princípios cristãos.

Agora, criticar uma atitude do presidente não é o mesmo que gritar “Lula livre”. Nestes dias de tamanha polarização, as pessoas se aproveitam de uma coisa para defender a outra. Devemos estar livres das paixões e amarras ideológicas e partidárias para poder avaliar e discernir melhor todas as coisas.

Anos atrás, meu filho, Samuel, sua esposa, Núbia, e sua filhinha, Helena, que tinha apenas poucos meses de vida, esqueceram de trancar a porta do seu apartamento e foram dormir. Aconteceu, então, que, de madrugada, um homem invadiu o apartamento. Assustado, meu filho acordou e atracou-se com o invasor. A Núbia acendeu a luz e foi então que puderam ver que se tratava de um vizinho que tinha problemas mentais. Creio que, se ele tivesse uma arma, teria atirado para matar o invasor. Este é apenas um exemplo de situações que seriam agravadas pela posse de armas. A polícia recomenda não reagir a assaltos. A reação violenta costuma produzir ainda mais violência, como disse Jesus: “Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada pela espada morrerão!” (Mt 26.52). Temo que o aumento de vítimas de balas perdidas, de assaltos que terminarão em morte, de crimes de trânsito e de conflitos entre vizinhos que acabarão em tiroteio e morte.

A armadura do cristão é de outra espécie (Ef 6.13)! Portanto, como cristãos, o melhor a fazer é não reagirmos com violência e deixarmos a questão da segurança pública para o Estado que deve agir dentro da Lei de maneira firme contra o crime.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Ame, sirva e não julgue!



Jesus, amigo de pecadores

“A que, pois, compararei os homens da presente geração, e a que são eles semelhantes? São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não chorastes. Pois veio João Batista, não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!" (Lucas 7:31-34; cf. Mateus 11:16-19).

Os fanáticos religiosos criticavam a Jesus por comer e beber com os pecadores e por ser amigo deles. Eles julgavam a Jesus e também as prostitutas e os publicanos por se verem numa condição de superioridade espiritual, como uma classe especial de pessoas eleitas e santas. Eles achavam que também eram justos aos olhos do próprio Deus por conta de sua conduta e obras, negando assim os textos bíblicos que expressamente afirmam que não existe nenhum justo na terra, ninguém que não tenha pecado (Sl 14:3; Is 53:3; Ec 7:20 e Rm 3:10), pois, na verdade, “todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3:23). De fato, o único justo e impecável foi o próprio Jesus (Hb 4.15; 9.28). 

Embora santo, Ele amou os pecadores. Seu convívio e amizade com pecadores não era sinal de conivência com o pecado, mas de comunhão cheia de graça e misericórdia que produz fé, arrependimento e regeneração. “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento] (Mt 9.13). Paulo, ciente desta verdade, declarou: ”a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento" (Rm 2:4). "Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles. Então, lhes propôs Jesus esta parábola: Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?" (Lc 15:1-4).

Jesus não veio para condenar, mas para salvar. “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3.17). Ele sequer condenou a mulher pega em adultério, concedendo a ela oportunidade de mudança de vida. (Jo 8.3–11). Os seguidores de Cristo são exortados a não incorrerem no pecado da soberba espiritual, que levava os escribas e fariseus a julgarem e a condenarem outras pessoas. “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados” (Lc 6.37). Que a compaixão, a graça e a misericórdia de Cristo se manifeste aos pecadores também através de seu Corpo que é a Igreja, que tem sempre o dever de amar, servir e não julgar, promovendo, assim, a salvação!

Muitos pecadores foram transformados por Jesus: Simão Pedro, a Mulher Samaritana, Maria Madalena, Levi, Zaqueu e Saulo, entre tantos outros. Jesus é o melhor amigo que um pecador pode ter, "um amigo mais chegado do que um irmão" (Pv 18:24). Sigamos o exemplo de Cristo. 

Ame, sirva e não julgue!


Bispo Ildo Mello

domingo, 2 de junho de 2019

Obtendo vitórias nas batalhas da vida



Não devemos lutar sozinhos (Êxodo 17.8–13)

3 fatores que nos levam a vitória

1. As batalhas da nossa existência possuem uma dimensão Espiritual. Não podemos confiar na nossa própria força, habilidade, inteligência, experiência e sabedoria, dependemos do auxilio de Deus. Josué era um guerreiro valente, mas não ousou ir para o campo de batalha sem a intercessão de Moisés.

2. A vitória depende muito mais das mãos erguidas no alto do monte do que na luta no campo de batalha. Vemos aí o valor de uma boa liderança espiritual e da oração de intercessão. Precisamos de um mentor espiritual. Quem é o nosso Moisés? Precisamos interceder uns pelos outros. Os pais cristão precisam exercer a liderança espiritual de seus lares, intercedendo sempre em favor do cônjuge e filhos.

3. Somos fracos, precisamos uns dos outros. Nem Moisés era super-herói. Ele dependia do inestimável auxílio de Arão e Hur. O líder precisa muito de apoio para sustentar suas mãos. Quem são os nossos Arãos e Hurs? Temos sido Arãos e Hurs na vida de nossos líderes cristãos?

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