sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sete cuidados que os(as) pastores(as) devem tomar em relação ao trato com pessoas do sexo oposto

1. Não fique a sós com alguém do sexo oposto na igreja, escritório, carro, casa, restaurante, cinema, etc. No caso de aconselhamento pastoral, se não puder estar acompanhado do cônjuge, que seja feito em horario de boa circulação de pessoas, em uma sala com porta ou janelas de vidro, com cortina aberta.
2. Não elogie a aparência.
3. Não alise os ombros, braços, etc.
4. Na medida do possível, evite abraçar.
5. Não alimente fantasias sexuais ou românticas.
6. Tenha um mentor espiritual com quem possa confessar suas tentações e pecados.
7. Não se esqueça jamais do temor que se deve ao Senhor (2Co 5.11).

“As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!” (Sl 19.14).

Bispo Ildo Mello

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Simão, o cirineu!


“Ao saírem, encontraram um cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a carregar-lhe a cruz.” (Mt 27.32). Aquele que jamais caiu em pecado, carregou o peso da culpa dos pecados do mundo inteiro. “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro... ” (Is 53.6–7). Neste caminho para o matadouro, após ser cruelmente açoitado, mal conseguia suportar o peso da imensa cruz que carregava, chegando a tombar algumas vezes. O Filho de Deus se humilhou a ponto de cair com a cara no chão e de rastejar a caminho da morte. Tudo por amor a todos nós. Tal atitude denuncia toda espécie de orgulho humano! Os soldados romanos forçaram um cirineu chamado Simão a ajudar a carregar a cruz de Cristo. Enquanto Jesus sofria por todos, os seus discípulos mais chegados, que no passado foram chamados a carregarem a cruz (Mt 16.24), o abandonaram, de modo que Jesus acabou sendo socorrido por um estrangeiro que por ali passava. O que nos faz lembrar da Parábola do Bom Samaritano (Lc 10:30-37). Os soldados não estavam sendo necessariamente bondosos com Cristo, o mais provável é que eles agiram assim para que Cristo não morresse no caminho a fim de que pudesse sofrer ainda mais na cruz. Simão, o cirineu, havia saído do Norte da África para celebrar a Páscoa em Jerusalém, e, no caminho, acabou se deparando com o verdadeiro Cordeiro Pascal que tira o pecado do mundo. Ele recebeu a graça de não apenas crer, mas também de padecer por Cristo. Jesus morrerá pelos pecados de todos, incluindo os de cirineu, mas todos somos chamados a carregar a cruz. O Apóstolo Pedro disse que participar dos sofrimentos de Cristo é um grande privilégio e motivo de alegria: “alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (1Pe 4.13). Simão, que a princípio foi forçado a carregar a cruz, tornou-se espontaneamente um seguidor de Cristo disposto a seguir carregando a sua própria cruz. E sabemos que seu filho Rufo foi um destacado cooperador de Paulo (Rm 16.13; Mc 15.21). “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” Mt 16.24). Bispo Ildo Mello

quarta-feira, 12 de abril de 2017

O Caminho da Cruz

Condenado à morte injustamente


"Disse-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado! O governador, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado! Então, Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; considerai isso. E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos. Então, soltou-lhes Barrabás e, tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado." (Mt 27:22-26).

Aquele que regressará um dia para julgar o mundo se vê ali humilhado e indefeso diante de um juiz terreno. Pilatos sabe que Jesus é inocente e até procura um meio de absolvê-lo, mas diante da pressão, ele opta por ver o seu lado, para não comprometer sua imagem pública. Assim, a justiça foi espezinhada pela covardia e pelos interesses pessoais, que acabaram sufocando a voz da consciência. A mais severa pena foi aplicada ao homem mais justo da história. Deste modo foi que se deu a maior de todas as injustiças.


Sofrimento e humilhação à caminho da cruz


“Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório, reuniram em torno dele toda a corte. Despojando-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate; tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! E, cuspindo nele, tomaram o caniço e davam-lhe com ele na cabeça. Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado.” (Mt 27.27–31).

Ao Rei dos reis deram uma coroa de espinhos, a ele, cujo cetro é de justiça (Sl 44.7), deram um caniço por cetro. O Filho de Deus foi tremendamente ridicularizado pelo mundo. “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.” (Is 53.7). O Rei Jesus entrou em Jerusalém, manso e humilde, montado em um jumentinho, pois o verdadeiro Rei não reina por meio da violência, mas do amor que o move ao sacrifício da cruz, caminho este repleto de sofrimento e humilhação. Quão diferente são os reis e poderosos deste mundo que agem apenas em função dos seus próprios interesses.

Seguir o verdadeiro Rei é morrer para si mesmo e carregar a humilhante e dolorosa cruz em um mundo de tanta corrupção, injustiça e violência.

Ildo Mello

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