quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Natal! Boa nova de grande alegria!


Natal! Boa-nova de grande alegria!

Evangelho de Lucas 2.10-12 


Um anjo anunciou o nascimento de Jesus aos pobres pastores que tomavam conta das ovelhas durante o turno da noite. Primeiramente o anjo disse: “Não temas!”. Como é bom ouvir uma voz celestial dizendo “não temas” num mundo tão conturbado e ameaçador. 

E o anjo continua dizendo: “eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.” Que boa-nova! A boa-nova do Evangelho. 

Aliás, Evangelho significa: Boa nova. O Natal do Senhor Jesus, Filho de Deus, é a melhor de todas as notícias, pois é mensagem de vida, de paz, de amor e de tremenda alegria para todos que clamam por justiça e que anseiam ver o bem triunfando sobre o mal, a luz dissipando todas as trevas, o amor destruindo o ódio e a vida sobrepujando de uma vez por todas a morte.

É boa-nova para todos os povos, sejam eles judeus ou árabes, negros ou brancos, pobres ou ricos. Deus não faz acepção de pessoas. 


E o grande anúncio angelical termina apontando para um curioso sinal: “encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura”. Intrigante, pois era de se esperar que o futuro Rei nascesse em berço de ouro. Lembro, que os Reis Magos, primeiramente, procuraram em vão pelo bebê no Palácio do Rei Herodes. Uma manjedoura parece um berço muito inadequado para alguém tão especial. Lucas nos informa que Maria deu a luz numa estrebaria ou estábulo, porque todas as portas das hospedarias se fecharam para o casal. Numa hora tão importante como a do parto, o pobre casal parece abandonado e em apuros. Mas esta é uma falsa impressão. José e Maria são agraciados com o nascimento de Jesus.

Aquele estábulo foi palco do momento mais extraordinário da história humana. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14). Jesus se identificou com os mais humildes, injustiçados e desfavorecidos. Natal é ocasião em que os últimos se tornam os primeiros! Lembramos também que são os pobres pastores que trabalhavam no turno da noite os primeiros a receberem a maior e mais alegre notícia de todos os tempos!

As hospedarias estavam cheias, Jesus encontrou lugar para nascer em um estábulo e seu berço foi uma manjedoura. Jesus continua buscando corações humildes como uma manjedoura para repousar e manifestar a Sua glória!

Bispo José Ildo Swartele de Mello

Experimente o Verdadeiro Natal!


Experimente o Verdadeiro Natal!
O Natal tem assumido contornos cada vez mais materialistas e consumistas. A simplicidade da estrebaria e da manjedoura, cenário original do Natal de Jesus, tem sido substituída por luxo, ostentação e extravagância, onde Papai Noel e seus presentes têm usurpado o lugar de Jesus e sua salvação.

Por este motivo, o Natal tem se tornado um momento triste para muitos, pois um Natal materialista acentua ainda mais a dor e aflição dos pobres, dos desempregados, dos sem-teto, dos desamparados, dos doentes e dos desfavorecidos. Mas o verdadeiro Natal é boa notícia para todos, tanto para os ricos Reis Magos quanto para os pobres pastores que estavam fazendo hora extra no turno daquela bendita noite!

Quando o anjo se aproximou daqueles pastores para anunciar o nascimento de Jesus, a primeira coisa que ele disse a eles foi:  “Não temas!”. Como é bom ouvir uma voz celestial dizendo “não temas” num mundo tão conturbado e ameaçador, principalmente quando nos encontramos numa condição desfavorável de fragilidade e opressão.

E o anjo continuou o anuncio, dizendo: “eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.10-11)!

Que maravilha! O Natal do Filho de Deus é a melhor de todas as notícias, pois é mensagem de vida para os que estão à beira da morte, de luz para os que estão em trevas, de paz para os que estão em guerra, de esperança para os que estão desesperados, de justiça para os que estão oprimidos, de cura para os que estão enfermos, de fartura para os que estão famintos, de água viva para os que estão sedentos, de abrigo para os que estão sem teto, de família para os que estão desamparados e de amor para os que são desprezados. Sim, o Natal é a melhor de todas as manchetes!

E o anjo conclui o anúncio apontando para um espantoso sinal: “encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura”. Era de se esperar que o futuro Rei nascesse em berço de ouro. Por isto mesmo foi que os Reis Magos começaram sua busca do Menino Rei no Palácio de Herodes. Uma manjedoura parece um berço muito inadequado para alguém tão especial. O que será que isto significa?

Uma primeira razão que podemos inferir é que se Jesus tivesse nascido num palácio, o acesso ficaria restrito aos nobres. Já a estrebaria era acessível tanto aos reis como também aos pastores. Outra razão é que o Natal se deu em um lugar tão humilde para demonstrar o apreço especial de Jesus pelos pobres (Mt 11.5). Assim, a noite mais feliz da história humana aconteceu num lugar bem pobre, num sinal também de que a felicidade não depende da abundância de bens materiais.

Os pobres encontram grande identificação com o verdadeiro Natal. José e Maria estavam literalmente sem teto. Numa hora tão delicada como a do parto, o pobre casal se vê abandonado e em apuros.  Pois, uma a uma, todas as portas haviam se fechado diante deles. Mas, finalmente, uma porta se abriu! Bem, não foi a porta de um hotel cinco estrelas. No entanto, o que pode ser visto na ocasião foi o brilho de uma estrela verdadeira que apontava exatamente na direção daquele humilde estábulo, que se tornaria o palco do momento mais sublime e feliz da Terra! “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is 9.1). “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14).

Os hotéis estavam cheios e não tinham lugar para o Natal de Jesus, mas ele encontrou lugar para nascer em um estábulo e seu berço foi uma manjedoura. Jesus continua buscando corações humildes como uma manjedoura para repousar e manifestar a Sua glória!

Hoje, também corremos o risco de estarmos ocupados com tantas coisas a ponto de não darmos lugar a Cristo em nossas vidas. A alegria do Natal não está em receber presentes ou em se sentar ao redor de uma mesa farta, mas em acolhermos o Rei Jesus em nossos próprios corações.

Ah! Se as pessoas buscassem a Jesus como buscam as lojas e os supermercados nestes dias de Natal! Ah! Se as pessoas, ao invés de se empanturrarem de comida e bebida, dessem ouvidos àquele que disse: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Ah! Se todos tivessem um coração tão humilde como uma manjedoura, onde Jesus Cristo pudesse nascer! Aí, sim, experimentariam o verdadeiro sentido do Natal!

Que os seus corações se encham de alegria durante a celebração do nascimento do glorioso Rei!

Bispo José Ildo Swartele de Mello

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O que Deus mais quer de nós?



O que Deus requer de nós?
Será que estamos agradando a Deus?
Quem nunca se frustrou com um presente recebido?
O que Jesus pede de nós?

Quando Marta repreendeu a Maria, Jesus tomou partido de Maria, dizendo que esta escolhera a melhor parte. As duas eram crentes, as duas queriam agradar a Jesus, mas a atitude de uma agradou mais que a atitude da outra (Lc 10.38-42).

As últimas palavras de Jesus aos seus discípulos são reveladoras a respeito desta importante questão, pois ressaltam o que Jesus mais espera de nós. (Mt 28.19)

Fazer discípulos é a grande missão dada aos cristãos. Fazemos discípulos batizando e ensinando o que Jesus nos ordenou. O Espírito Santo nos foi concedido a fim de nos tornarmos testemunhas de Cristo (At 1.8).

Levar alguém a Cristo é a maior de todas as missões humanas, pois uma alma vale mais do que os tesouros do mundo inteiro (Mc 8.36).

O Apóstolo André sempre que é mencionado na Bíblia, está fazendo a mesma coisa. Nenhum milagre dele é mencionado, nenhum ato extraordinário, mas, o que se diz dele é que sempre estava levando alguém a Cristo! A começar pelo seu próprio irmão Pedro. Sabemos também que foi ele quem levou o moço a Jesus com cinco pães e dois peixinhos. Por fim, é mencionado levando alguns gregos a presença de Jesus! (Capítulos 1, 6 e 12 do Evangelho de João).

Evangelizar é a maior façanha cristã! Jesus veio buscar e salvar os perdidos (Lc 19.10). Ele tem mais alegria por uma ovelha perdida que é encontrada do que por noventa e nove que estão seguras no aprisco (Lc 15.3-7). Há uma grande festa no céu quando alguém é salvo da condenação eterna.

Jesus nos delegou a sua missão de pregar o Evangelho que liberta os cativos (Jo 20.21). Bem-aventurados os pés daqueles que proclamam o Evangelho (Rm 10.15)! Jesus nos designou para darmos frutos (Jo 15), pois ele quer ver o grande banquete repleto de convidados (Lc 14.23), ele quer sua casa cheia de filhos! "Multiplicai-vos"... "enchei a terra" (Gn 1.28 e 9.7)! "Fazei discípulos" (Mt 28.19)! A visão apocalíptica mostra uma multidão incontável de salvos procedentes de todas as nações (Ap 7.9).

Deus criou o homem a sua imagem e semelhança. O pecado separou o homem de Deus. A Imago Dei foi corrompida. Mas Deus jamais desistiu de seu propósito inicial. Deus continuou buscando o homem: "Filho meu dá-me o teu coração" (Pv 23.26). Deus amou a humanidade de tal maneira que deu o seu filho unigênito para redenção de todo o que nele crer (Jo 3.16). Jesus veio desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8). "Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo" (Rm 5.17). Pois Jesus veio restaurar o propósito original de Deus que é o de ter muitos filhos à sua imagem e semelhança para que Cristo venha a ser o primogênito dentre muitos irmãos (Rm 8.29).

Portanto, fomos convocados por Deus para testemunhar de Jesus e encher os céus de muitos filhos de Deus, restaurados a imagem e semelhança do criador.

Eis aí a nossa maior razão de ser e existir!

Qual foi a última vez que você levou alguém a Cristo?

Qual é a prioridade da sua vida?

Estamos buscando o Reino de Deus em primeiro lugar?

Nossas ações estão realmente agradando a Deus?

Medite nestas coisas.

Em oração,

Bispo Ildo Mello

sábado, 20 de novembro de 2010

Identidade Metodista Livre



Mensagem do Bispo Ildo ao Concílio Noroeste em 19 de Novembro de 2010

Estas são as características distintas do movimento metodista:

Todos precisam ser salvos;
Todos podem ser salvos;
Todos podem saber que são salvos;
Todos podem ser salvos completamente.

Como Wesleyanos cremos que...

1. Todos precisam ser salvos

Porque “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23)

Porque “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23)

Porque não somos capazes de salvar-nos a nós mesmos (Ef 2.1-9)

Porque “ninguém será justificado diante de Deus pelas obras da lei” (Rm 3:20)

Porque não podemos subsistir diante de Deus baseados em nossa própria justiça (Rm 3.10-12)

Porque o próprio profeta Isaías diante da majestade de Deus, clamou por misericórdia, dizendo: “Ai de mim que vou perecendo” (Is 6.5).

Porque “pela graça sois salvos, mediante a fé” (Ef 2.8).

Porque Jesus é o único caminho de salvação para Deus (Jo 14.6)

"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho ao seu tempo" (1Tm 2:5-6)

Porque “não há salvação em nenhum outro, pois não há outro nome debaixo do céu, que tenha sido dado entre os homens, pelo qual tenhamos de ser salvos." (At 4:12).


2. Todos podem ser salvos

Porque "Deus não faz acepção de pessoas” (Rm 2:11).

Porque Jesus “é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2:2).

Porque "Cristo morreu pelos nossos pecados" (1 Co 15:3) e a eficácia do Seu sangue é poderosa para salvar todos os homens”(1Jo 2.2), mas só eficiente para lavar os que n'Ele crêem. "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo" (At 16:31).

“Porque: “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12).

Porque: “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10:13).

Porque Jesus disse as multidões: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz e siga-me" (Mc 8:34).

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.11-12).

Porque Deus não tem prazer na morte do ímpio, pois seu desejo é que se converta e viva (Ez 18.23).

Porque Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.4),

Porque Deus “não quer que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pe 3.9)


3. Todos podem saber que são salvos

Porque “o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8:16)

Porque “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele, em nós: em que nos deu o seu Espírito” (1Jo 4.13)

Porque “foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus” (Ef 1.13-14).

Porque o “Espírito nos convence do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16.8).

Porque pelo Espírito, o coração do crente é compungido por aquela convicção de pecado e por “aquela tristeza que é segundo Deus e que nos leva ao arrependimento” (2Co 7.10), a semelhança do que aconteceu àquela multidão de convertidos diante do Sermão de Pedro em Pentecostes, conforme registrado em At 2.37: “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?”

Porque recebemos o Espírito de adoção pelo qual clamamos de coração: Aba Pai (Rm 8.15), bem como, pelo mesmo Espírito somos capazes de confessar que Jesus é o Senhor (1Co 12.3). Tais convicções são produtos da revelação do Espírito Santo, porque o Espírito testifica de Cristo (Jo 15.26), conforme observa-se também na famosa declaração de Jesus a Pedro: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus” (Mt 16.17).

Porque “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14)

Porque "sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos" (1Jo 3,14).

Porque Jesus disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama” (Jo 14:21).

“Porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” (Rm 5.5).

Porque “pelos seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis" (Mt 7.16-20). De modo que crentes sem frutos não encontram base para segurança da sua salvação (Jo 15.2; Gl 5.19-23; Hb 6.4-8; 10.23-31; Ap 3.5 e 16; Ex 32.33).

Porque desfrutamos da “paz de Deus que excede a todo entendimento e que guarda as nossas mentes e os nossos corações em Jesus” (Fp 4.7).

Porque sabemos o que significa ser consolados pelo Espírito de Deus (Jo 14.16; At 9.31; 2Co 1.2-7).

Porque experimentamos uma alegria que o mundo não pode nos tirar (Jo 16.22). Porque a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8.10). “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.17-18).

Porque “o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5.22).

“Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 1.8-11).


4. Todos podem ser salvos completamente

"Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo" (Rm 5.17).

"Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos" (Rm 5.19).

Porque Jesus não apenas perdoa pecados, mas também transforma vidas (Rm 5.8).

Porque Jesus não apenas justifica, mas também regenera (2Co 5.17; Tt 3.5-6).

Porque Jesus não apenas disse a mulher pega em adultério: “eu não te condeno”, mas também lhe disse: “vai e não peques mais” (Jo 8.10.11)!

Porque Jesus não apenas nos declara santos, mas também nos torna santos (Jo 15.3, Tt 3.5).

Porque Jesus não apenas nos livra da condenação do pecado, mas também nos livra do domínio do pecado (Rm 6.14).

Porque Jesus não apenas é Salvador, mas também é Senhor (Rm 10.9; Fl 2.10-11; 1Tm 6.15; Tg 4.7).

Porque não apenas nos convida a crer, mas também nos conclama ao arrependimento (Mt 3.8; 4.17; Mc 1.15; Lc 13.3).

Porque não basta apenas crer, é necessário obedecer (Ef 5.6; 6.6; 1Jo 3.6, 24).

Porque não basta ser crente, é necessário ser discípulo (Mc 8.34; Lc 9.23; Mt 28.19).

Porque não basta receber o amor, é necessário amar (1Jo 3.16, 23; Ef 3.14-21).

Porque não basta apenas receber o perdão, é necessário perdoar (Mt 6.14-15; 18.23-34).

Porque “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (I Jo 3.9).

Porque “Já estou crucificado com Cristo; eu não vivo mais, mas Cristo é que vive em mim” (Gl 2.20).

Porque "quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo." (1Jo 3.8).

Porque fomos ensinados a orar para que a vontade de Deus se faça na Terra assim como ela é feita no céu (Mt 6.11).

Porque devemos buscar primeiramente o Reino Deus e a sua Justiça (Mt 6.33).

Porque Deus "nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor" (Cl 1:13).

Porque “somos transformados em sua imagem com maior glória de sempre, que vem do Senhor, que é o Espírito” (2Co 3.18).

Porque não devemos nos conformar com este mundo, mas devemos renovar a nossa mente para experimentarmos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1-2).

"Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação" (1Ts 4.3).

“Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação” (1Ts 4.7).

Porque "sem santificação ninguém verá o Senhor" (Hb 12.13).

Porque bem-aventurado são os limpos de coração, pois estes é que verão a Deus (Mt 5.8).

Porque devemos desenvolver a nossa salvação com temor e tremor (Fp 2.13; 2Co 7.1; Ef 4.1).

Porque devemos ser aperfeiçoados “até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.12-16).

Porque devemos nos “despir do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano” e nos “revestir do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.22-24).

Porque “Deus nos concedeu todas as condições necessárias para a vida e a piedade” (2Pe 1.3); para vivermos como filhos de Deus, e para “escaparmos da corrupção deste mundo” (2 Pe 1.4).

Porque Jesus não apenas nos exorta a sermos santos (Mt 5.48), mas também nos capacita, concedendo-nos:

o dom do Espírito (At 1.8)
um novo coração (Ez 36.26),
a mente de Cristo (1Co 2.16)
o amor de Deus (Rm 5.5)
participar da natureza divina (2Pe 1.4)
e toda a armadura de Deus (Ef 6.10-13; 2 Co 10.4)



Além destas características distintas, ressaltamos também:

A importância de valorizar o conhecimento intelectual e a piedade; possuir uma mente sagaz e um coração de anjo;
A importância da liderança compartilhada (leiga e clériga) na vida e missão da igreja;
A importância do comprometimento pessoal e da responsabilidade social; pois entendemos que o propósito da conversão cristã não é somente para tornar a alma de alguém pronta para o céu, mas também provar o primeiro fruto do céu através de uma vida de justiça, amor e misericórdia neste mundo;
A importância de cantar hinos de louvor e ensinar a verdade cristã;
A importância da pregação, do testemunho e da celebração dos sacramentos: A Ceia do Senhor e o Batismo;
A importância de expressar gratidão pela graça de Deus, prestando serviço amoroso;
A importância do desenvolvimento de congregações em grupos menores para instrução, cuidado pastoral e adoração;
A importância do ardor e da ordem no que diz respeito à fé e prática;
A importância de um sistema de interligação entre as congregações locais com os concílios regionais, Igreja Nacional e toda a comunidade mundial.


Bispo José Ildo Swartele de Mello
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Leia também texto sobre o que significa ser wesleyano:
metodistalivre.org.br/​Artigos/​artigos.info.asp?tp=174&sg=0&form_search=&pg=1&id=613

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Coletânea Vídeos dos cultos e palestras dos Concílios Sul e Centro Oeste


domingo, 7 de novembro de 2010

Mensagem do Bispo aos pastores




Que culto abençoado!

OS FILHOS DE ELI, OS PROFANOS E O SANTO (1 SM 2 A 7)
MENSAGEM SOBRE A IMPORTÂNCIA VITAL DE SANTIDADE NO MINISTÉRIO PASTORAL.

Eli havia sido especialmente escolhido por Deus para ser Sacerdote e juiz em Israel (2.28). Mas, infelizmente, Eli não foi fiel em sua missão. Principalmente por conta de seus filhos, Ofni e Finéias que se tornaram sacerdotes sem as qualificações morais. Eles eram profanos, desprezavam as coisas de Deus, fazendo pouco caso do sagrado. Não se contentavam com o seu salário, tomaram para si aquilo que pertencia a Deus, explorando o povo, fazendo comércio das coisas de Deus, desonrando assim seu ofício sacerdotal (2.12-17). Além disto, Ofni e Finéias tomavam partido de sua liderança para assediarem e praticarem sexo com diversas mulheres (2.22). Eli chamou a atenção deles, mas eles não deram ouvidos ao seu pai, pois eram rebeldes (2.23-25). O pecado de Eli foi não ter sido enérgico o suficiente. Ele acabou sendo tolerante e conivente com os pecados dos filhos, permitindo que seus filhos seguissem no ministério sacerdotal. Deus se queixou de Eli, dizendo que ele honrou mais aos filhos do que a Deus. (2.29).

Os pecados de Eli e seus filhos levaram o povo a afastar-se também de Deus (2.24). Deus retirou sua bênção e o povo foi derrotado em uma batalha contra os filisteus (4.2). O povo achava que a Arca da Aliança os salvaria, chegaram até a trazê-la para o campo de batalha. Fizeram um culto fervoroso. Ofni e Finéias estavam segurando a Arca, mas tal fervor não alcançou os céus e não passou de puro entusiasmo humano (4.5). Fizeram muito barulho, mas Deus não os atendeu (4.10). De nada adianta a Arca da Aliança quando não estamos sendo fiéis a Aliança. Deus diz: "Obediência quero e não sacrifícios” (1 Sm 15.22-23). Trinta mil homens morreram naquela batalha, entre eles, Ofni e Finéias. A Arca foi parar nas mãos dos filisteus (4.11). Eli, abalado com a notícia, também acabou morrendo (4.18). A mulher de Finéias, que estava grávida, deu a luz prematuramente e arrasada, colocou em seu filho o nome de Icabô (4.21), que significa, foi-se embora a glória de Israel. Com Icabô encerra-se dramática e emblematicamente a era sacerdotal de Eli e seus filhos.
Enquanto, Eli, Ofni e Finéias trouxeram derrota e vergonha para o povo de Deus, o Senhor estava agindo para vindicar a glória de seu nome que estava sendo blasfemado entre os filisteus, que chegaram à ousadia de tripudiar colocando a Arca da Aliança diante da estátua do deus Dagom (5.2). Um fenômeno aconteceu repetidas vezes, a estátua de Dagom amanheceu caída diante da Arca (5.3)! Associado a isto, uma praga acometeu a saúde do povo daquela cidade (5.6), de modo que um temor se abateu sobre os filisteus, a ponto de eles decidirem devolver a Arca ao povo hebreu (6.1.21)! O temor de Deus que faltou a Ofni e Finéias agora é visto entre os pagãos! Este episódio me faz lembrar-nos de Jesus quando disse: "se estes se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc 19.40)!

Mesmo antes da morte de Eli, Deus já havia escolhido seu sucessor: o menino Samuel, cujo nascimento já havia se dado através de uma intervenção milagrosa de Deus (1.1-2.11). Devido aos pecados de Eli e seus filhos, a Palavra de Deus era muito rara naqueles dias (3.1). Mas "antes que a lâmpada de Deus se apagasse" (3.3), a Palavra de Deus se manifestou a Samuel (3.4), que ao contrário das atitudes rebeldes de Ofni e Finéias, acolheu a voz de Deus, dizendo: "Fala Senhor porque teu servo ouve" (3.10). Ofni e Finéias não obedeciam ao pai (2.23-25), já Samuel dava ouvidos as instruções de Eli, que para ele era um pai adotivo (3.9-10).

Devido a sua prontidão em obedecer ao Senhor, Deus fez de Samuel um verdadeiro profeta (3.19), que, após a morte de Eli, Ofni e Finéias, tornou-se naturalmente o líder de Israel.

Samuel é usado por Deus para promover uma verdadeira reforma! Um reavivamento espiritual transformou a nação! Ele conclamou o povo ao arrependimento (7.3). O povo confessou os seus pecados (7.6), abandonou os seus ídolos (7.4) e voltou-se para Deus com humildade, jejum e oração (7.6). Diante de uma nova ameaça de guerra contra os filisteus, o povo solicitou a Samuel que intercedesse por eles diante de Deus (7.8). O Senhor respondeu dos altos céus (7.9), trovejando sobre os filisteus (7.10), que acabou sendo derrotado nesta guerra (7.10). Que contraste vemos aqui em relação à atitude triunfalista e arrogante do povo liderado por Ofni e Finéias que festejava com brados de vitória o fato de possuírem a Arca (4.5). Suas palavras de confissão positiva não lhes garantiram a vitória (4.10), no entanto, as palavras de confissão de pecado e culpa, e suas orações humildes reconhecendo sua total dependência de Deus, foi o que produziu uma resposta retumbante dos altos céus! Não é o barulho na terra que produz barulho no céu, mas, sim, corações humildes e contritos diante do Criador! Não adiante ter carisma da Arca e do Sacerdócio, é preciso ter o caráter de servo, pois nada substitui a obediência.

Gostaria de terminar ressaltando o impressionante contraste observado no uso de palavras emblemáticas no final destas duas guerras. A primeira guerra liderada por Ofni e Finéias termina em desgraça retratada pelo termo Icabô (4.21), já a segunda guerra termina em triunfo expresso pelo termo Ebenézer (7.12), que significa: "Até aqui nos ajudou o Senhor!". Os pecados de Ofni e Finéias e a corrupção do povo produziram um Icabô, já a santidade de Samuel e o arrependimento do povo geraram um Ebenézer. Quanto a nós, com quem é que nos identificamos nesta história? Como é que terminará a nossa própria história de vida se continuarmos no curso em que estamos? Qual será a nossa exclamação final: Icabô ou Ebenézer?


Bispo Ildo Mello

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Senhorio de Cristo

O Senhorio de Cristo significa em primeiro lugar que Ele tem a legitima autoridade sobre nós. Ele dirige e dispõe de nós. Os servos não possuem nenhum direito próprio, não são pessoas independentes perante seu Senhor; não agem sob suas próprias responsabilidades, mas estritamente sob as dele. Os servos são propriedades de seu Senhor.

O Senhorio de Cristo é o Senhorio do Criador de nossa vida. Sendo Deus, o Seu Senhorio não se estabelece apenas sobre nossas palavras e ações, mas sobre nossos corações e consciências. O Senhorio de Cristo é eterno (Lc 1.33)!

Como Criador dos Céus e da terra Cristo é o Senhor de todo homem e do homem todo! Não podemos separar nossa existência corpórea da psíquica de maneira a tornar o Senhorio de Cristo meramente psíquico, interno, espiritual, abstrato e invisível. O Senhorio de Cristo não é apenas um assim chamado Senhorio religioso; pois é ético, sendo assim, muito mais abrangente, abarcando todas as esferas da vida humana, cujo campo é o mundo (Mt 13.38).

O Senhorio de Cristo demanda obediência, de modo que mero entusiasmo não basta. Com corações quebrantados, contritos e humildes, devemos nos render ao Senhor Jesus Cristo. O Bom Pastor de nossas almas!

O Senhorio de Cristo não é uma relação privada entre Cristo e crentes isolados, mas a prescrição de Cristo na Igreja. Na Igreja há ensino apropriado e o Batismo e a Comunhão Santa são corretamente administrados; na igreja um serve ao outro "segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um"(Rm 12.3).

Na congregação daqueles chamados para a fé cristã, Cristo é reconhecido e honrado como Senhor. O fato de Cristo tornar-se o Senhor da minha vida não é algo que eu possa ter sozinho. Somente no meio dos meus irmãos que dão ouvidos a Palavra de Deus junto comigo e que dela testemunham para mim é que sou feito cristão! É somente junto com, e em responsabilidade para com o meu próximo, que eu realmente consigo ficar diante de deus e vindicar a minha pessoa em Sua visão.

Baseado no Capítulo 6 de "Credo: Comentários ao Credo Apostólico de Karl Barth". Fonte Editorial.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dez virtudes que fizeram de José um vencedor









Dez virtudes que fizeram de José um vencedor

Bispo Ildo Mello

1. Tinha sonhos, uma visão do plano de Deus para sua vida (Gênesis 37:5).

2.Confiava no amor e no cuidado de Deus – Sabia que Deus o amava. Sentir-se amado por Deus faz muita diferença na vida!

3. Andava por fé e não se deixava abater pelas circunstâncias. Muitos desanimam em sua fé e outros tantos chegam a blasfemar de Deus diante de provações menores do que as que José enfrentou.

4. Era otimista – conseqüência natural de sua fé no amor de Deus e na sua Palavra, na visão que tinha do plano de Deus para a sua vida.

5. Era paciente e aprendeu a esperar em Deus – foram treze anos de grande provação: Odiado pelos irmãos que o invejavam; foi colocado no fundo do poço, pensaram em matá-lo, mas acabaram vendendo-o como escravo. Foi acusado injustamente e condenado à prisão. Experimentou a solidão e o desamparo familiar.

6. Via cada crise e dificuldade como uma oportunidade de crescimento – não se deixava abater – se sentia desafiado pelas tribulações. Adaptava-se facilmente a cada uma das situações adversas e logo conquistava a simpatia e a confiança de seus superiores (Gênesis 39:1-23 e 41:39-41).

7. Não murmurava, em tudo dava graças ao Senhor – sabia que Deus tem o seu caminho na tormenta (Naum 1.3)

8. Não culpava os outros por seus infortúnios – confiava na soberania de Deus (Gênesis 45.5).

9. Era perdoador e misericordioso – não era vingativo – não guardava rancor – enxergava tudo do ponto de vista elevado de Deus (Gênesis 45:15).

10. Possuía a sabedoria de Deus, que tem como princípio o temor do Senhor. Por esta razão não caiu em tentação com a mulher de Potifar. Era um homem honesto de caráter e princípios. Reto diante dos olhos de Deus. Não agia corretamente só porque outros estavam observando, mas porque temia a Deus que tudo vê  (Gênesis 39:10).
Revelou sabedoria também para administrar a casa de Potífar e para governar o Egito.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Conexão Wesleyana de Santidade reunida em 21 de Outubro de 2010


Encontro de 21 de Outubro de 10

Foi muito bom o encontro da Fraternidade Wesleyana de Santidade que tivemos esta manhã no Exército de Salvação, que nos recebeu de maneira muito carinhosa, oferecendo-nos deliciosos café e almoço! Na última hora, devido há alguns imprevistos, os pastores Geraldo Nunes, Fernando Cesar, e Alexandre Zanatta não puderam estar conosco como tanto gostariam. A exposição que trariam sobre a teologia e prática da santidade no contexto Nazareno ficou, então, adiada para uma próxima ocasião. Contudo, fomos abrilhantados pela exposição de Nelson Wakai sobre a história da teologia de santidade no contexto do Exército de Salvação e pela inspirada mensagem do Bispo Caleb da Metodista Wesleyana.
A seguir, o Bispo Stanley coordenou um edificante debate sobre os temas levantados pelos dois palestrantes. Concluímos definindo detalhes do próximo encontro e também tratamos animadamente do grande encontro que pretendemos fazer no dia 21 de Maio de 2011 para celebrar o Dia do Coração Aquecido. Queremos reunir mais de 10 mil pessoas! (Clique aqui para saber mais a respeito)

Segue abaixo, vídeos das palestras deste encontro + texto da palestra de Nelson Wakai.

Um grande abraço a todos!

Bispo Ildo Mello


Obs: A Fraternidade Wesleyana de Santidade reúne os principais líderes de todas as denominações de tradição wesleyana para aprender uns com os outros e para orar por um avivamento que promova um mover do Espírito para santificação de vidas, famílias e comunidades inteiras, de modo a transformar o Brasil. Estamos nos unindo em torno de nossa mensagem!  Conheça o Site da Fraternidade Wesleyana de Santidade: http://holinessandunity.org/ 

Vídeos:
Palestra de Nelson Wakai sobre a história da teologia de santidade no contexto do Exército de Salvação São Paulo, 21 de outubro de 2010 Notas para o encontro da Fraternidade Wesleyana de Santidade no Quartel Nacional do Exército de Salvação. 1) Nosso lugar no Movimento Dentre as onze doutrinas fundamentais []

Mensagem do Bispo Anderson Caleb da Metodista Wesleyana baseada em Atos 4.13, ressaltando que a santidade é derivada da nossa comunhão com Cristo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

As Duas Testemunhas do Apocalipse (Ap 11)

As Duas Testemunhas do Apocalipse
Quem são ou o que representam as Duas Testemunhas de Apocalipse 11? Muitos dizem que são Enoque e Elias, visto que são os dois únicos personagens do Antigo Testamento que não experimentaram a morte. Mas você deve observar que não há nada no texto que sugira Enoque. Enoque não era profeta. E os sinais ali mencionados apontam muito mais para Moisés e Elias que foram instrumentos de Deus para transformar água do rio em sangue e fazer o céu parar de chover. Mas, a respeito de Elias, devemos lembrar que Jesus afirmou que ele já veio na pessoa de João Batista, que foi brutalmente assassinado por Herodes: "Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele. E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele. Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir" (Mt 11:11-14). Se Jesus afirmou que o Elias que havia de vir já veio e morreu na pessoa de João Batista, então, não temos razão para esperar que volte outra vez.

Para que possamos ser capazes de entender o significado das Duas Testemunhas mencionadas no capítulo onze de Apocalipse, é indispensável que, primeiramente, levemos em consideração as peculiaridades de uma literatura apocalíptica como esta, o propósito do livro e o contexto dos destinatários a quem o livro foi direta e primariamente endereçado.

O Livro de Apocalipse está repleto de simbolismo e figuras de linguagem, de modo que a pergunta certa a se fazer diante do texto não é “O que é isto?”, mas, sim, “O que significa isto?” Conhecemos muito bem o poder de uma figura de linguagem. É comum que uma pessoa se esqueça de um sermão, mas a ilustração e a imagem permanecem! Jesus, visando ser pedagógico, de uma maneira nova, criativa, dinâmica, dramática e viva, nos apresenta um livro repleto de figuras, fazendo revelações a respeito de si mesmo, da realidade espiritual, do Reino de Deus e dos propósitos soberanos de Deus em relação à história humana. Tais revelações não são novidades para aqueles que conhecem o restante do Novo Testamento, pois são muito mais uma confirmação de tudo aquilo que Jesus ensinou em seu ministério terreno. Portanto, o Apocalipse deve ser entendido à luz dos demais livros da Bíblia. Textos mais obscuros devem ser interpretados à luz de textos mais claros.

Não podemos interpretar os números que aparecem no Apocalipse de modo literal. Todos os que fazem isto incorrem em graves equívocos. Exemplo do Russell, fundador das Testemunhas de Jeová que ensinou que somente 144.000 pessoas iriam para o céu. Apocalipse 11 fala de duas testemunhas. É muito interessante observar o significado do número dois através de suas ocorrências na Bíblia.
Vejamos algumas das mais significativas:

  1. Deus criou dois seres humanos, macho e fêmea os criou.
  2. O par perfeito: marido e mulher
  3. Duas árvores no Jardim do Éden
  4. Um casal de cada espécie na Arca, promovendo a preservação de toda espécie de animais.
  5. Duas eras: a presente e a que a de vir
  6. Dois é um número ligado ao Testemunho da Palavra de Deus
  7. Duas são as Tábuas da Lei
  8. Dois são os Testamentos, duas Alianças e dois Pactos
  9. A Lei e os Profetas como referência as Escrituras Sagradas que testemunham de Cristo (João 1:45).
  10. Antigo e Novo Testamentos compondo a Palavra de Deus
  11. Duas ou três testemunhas (2 Coríntios 13:1),
  12. Duas vezes a palavra "verdade" para confirmar a veracidade do que Jesus dizia: "Em verdade, em verdade vos digo..."!
  13. Os dois gumes da Espada que é a Palavra de Deus (Hebreus 4:12). 
  14. Dois fundamentos sobre os quais foi edificada a Igreja: profetas e apóstolos (Ef 2)
  15. Dois grupos de 12 anciãos totalizando os 24 anciãos do Apocalipse que representam a totalidade do povo de Deus do Dois espias fiéis: Josué e Caleb
  16. Para que um testemunha fosse válido, era necessário pelo menos duas testemunhas!
  17. “Melhor e serem dois do que um" (Ec. 4.9-12). 
  18. Duas eras: a presente e a que a de vir
  19. Dois é o número de Jesus, pois:
  20. Jesus é a segunda pessoa da Trindade
  21. Jesus é o Segundo Adão ou Segundo Homem (1 Cor. 15.47)
  22. Jesus possui duas naturezas: a humana e a divina.
  23. Duas vindas de Cristo
  24. Dois estágios da missão de Jesus: morte e ressurreição; sofrimento e glória.
  25. Dois pombinhos para Deus como oferta pelo pecado: um é para ser oferecido como oferta pelo pecado e o outro como oferta queimada (Lev. 5.7). 
  26. Dois Bodes Expiatórios representando o sacrifício de Cristo
  27. Jesus enviou seus discípulos de dois em dois como Suas Testemunhas (Lc 10.1). Jesus disse que seus discípulos receberiam o poder do Espírito para serem Suas testemunhas (mártires no original grego).
  28. Dois templos construídos para Deus e que foram destruídos e servem de figura de linguagem para o Corpo de Cristo que é a Sua Igreja que hoje é o Templo de Deus. Veja que a menção do templo em Apocalipse 11 é uma alusão a Zacarias 2, cujo significado profético aponta para a proteção de Deus para a Sua Igreja que é o seu verdadeiro templo hoje em dia!
  29. Deus habita onde dois ou mais estão reunidos em seu nome!
  30. As Duas Oliveiras do livro de Zacarias, que eram Josué e Zorobabel (Zc 4)
  31. As Duas Oliveiras de Apocalipse 11, que são as Duas Testemunhas e também os Dois Castiçais, que sabemos serem referências simbólicas da Igreja, pois o Apocalipse mesmo diz que os castiçais representam a Igreja no capítulo 1.
  32. Dois Castiçais do Apocalipse 11 - A Igreja de Cristo que recebeu a missão de iluminar o mundo
  33. Duas testemunhas no Egito diante de Faraó: Moisés e Aarão. Reparar que as Duas Testemunhas de Apocalipse 11 são descritas num contexto em que o Egito e as pragas são também mencionados.
  34. Dois anjos como testemunhas de Deus em Sodoma e Gomorra. Notar que o capítulo 11 de Apocalipse também faz menção a Sodoma e ao juízo de Deus contra os impenitentes.
  35. Duas são as mortes: a física e a espiritual
  36. Duas são as ressurreições: a espiritual (Novo Nascimento) e a corpórea por ocasião da Segunda Vinda de Cristo.
  37. Duas são as Bestas que se levantam contra Cristo e Sua Igreja. As Bestas matam as Duas Testemunhas no capítulo onze e como as Duas Testemunhas representam a Igreja, vemos a Besta perseguindo e matando os cristãos no capítulo 13, um sinal de que Apocalipse 11 e 13 são textos paralelos que falam da morte de todas as testemunhas de Cristo, que são descritas em Apocalipse 7.14 como uma grande multidão de cristãos de todos os povos que procedem do cruel período da Grande Tribulação onde foram mortos pela Besta. Paulo diz aos cristãos no Livro de Romanos, capítulo 8, que nós somos entregues a morte todo o dia e fomos reputados como ovelhas para o matadouro, mas, em todas estas coisas somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou! As Duas Testemunhas também foram mortas, mas não foram derrotadas! Aleluia! 

Assim como o número dois, o fogo que sai da boca das Duas Testemunhas do Apocalipse para matar seus adversários deve também ser encarado como uma figura de linguagem, a mesma aliás que Deus usou certa vez para falar para a Sua Testemunha que foi o profeta Jeremias:"Portanto assim diz o SENHOR Deus dos Exércitos: Porquanto disseste tal palavra, eis que converterei as minhas palavras na tua boca em fogo, e a este povo em lenha, eles serão consumidos (Jr 5:14). Tal palavra de Deus a Jeremias jamais se cumpriu literalmente. Assim também não é literal o fogo que sairá da boca das Duas Testemunhas. O Apóstolo Paulo diz que nós, como Igreja, somos o bom perfume de Cristo, exalando um perfume que para uns significará vida e para outros a condenação da morte. A Igreja, como testemunha de Cristo, recebeu o tremendo poder para ligar e para desligar coisas aqui na terra que são ligadas e desligadas também no céu.

Se tudo o que foi dito até aqui não foi suficiente para você perceber que as Duas Testemunhas do Apocalipse são reais representações dos cristãos que receberam o poder do Espírito para testemunharem de Cristo, peço então que observe a seguinte exposição bíblica que espero possa ajudar você a compreender melhor esta importante passagem das Escrituras (Ap 11.1-14).

Bem, algumas características registradas no versículo 6, como cerrar os céus para que não chova e o ato de transformar a água em sangue nos remetem a Elias e a Moisés. Sabemos que Moisés representa a Lei e que Elias representa a linhagem dos Profetas. Jesus costumava referir-se ao Antigo Testamento chamado-o de “A Lei e os Profetas” ( Mt 7:12; 22:40 e Lc 16:16), teríamos aí uma possível alusão ao testemunho das Escrituras Sagradas.

Além disto, Jesus também referiu-se as Escrituras Sagradas, também denominada “a Lei e os Profetas”, como suas Testemunhas: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5:39).

É sugestivo também o fato da aparição de Moisés e Elias no episódio da transfiguração de Jesus (Mc 9.4). Sendo assim temos muitos indícios dentro da própria Bíblia e principalmente nas Palavras do próprio Jesus para concluir que as Duas Testemunhas de Apocalipse 11 sejam uma referência às Escrituras Sagradas do Antigo Testamento que testificam de Jesus e que se cumprem em Cristo. Não cometeríamos nenhuma heresia em incluir as Escrituras do Novo Testamento entre as Escrituras Sagradas, pois elas, de maneira ainda mais clara, testificam de Jesus. O Apóstolo Paulo disse que a Igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, dois grupos de testemunhas de Cristo, duas representações de lideranças espirituais do Novo e do Antigo Testamentos que são o alicerce da igreja (Ef 2:20; 3:5) e, que neste espírito, estariam em foco na visão apocalíptica das Duas Testemunhas bem como, um pouco mais adiante, na menção feita em Apocalipse 18:20.

Tendo compreendido que as Duas Testemunhas do Livro de Apocalipse são uma representação das Escrituras Sagradas, ou seja, a Lei e os Profetas, simbolizados ali por Moisés e Elias, devemos lembrar também que Jesus se dirigiu a toda a coletividade de seus discípulos incumbindo-os de serem suas testemunhas: "E recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e ser-me-eis testemunhas!" (At. 1.8). Os cristãos são os pregadores da Palavra e os porta-vozes das Escrituras. Não apenas as Escrituras, mas também os discípulos testificam de Jesus Cristo! A Igreja é o Corpo vivo de Cristo aqui na terra, devendo testemunhar dele como a expressão corpórea de Seu Espírito Ressurrecto! A igreja recebeu o legado de Moisés, dos profetas e dos apóstolos. O canto de vitória da Igreja contra a Besta é denominado de o Cântico de Moisés, servo de Deus e do Cordeiro! Pois uma coisa tem a ver com a outra. Há continuidade e pleno cumprimento! Ou seja, o Exôdo e a Páscoa do Antigo Testamento se alinham perfeitamente a Páscoa Cristã, encontrando seu pleno significado em Cristo e Sua Igreja, a vitória de Moisés contra Faraó é uma bela ilustração da vitória de Cristo contra morte e da Igreja contra a Besta, de modo que o cântico de vitória é o mesmo! Deus tem um só povo! De ambos os povos, fez um! (Ef 2.14)

A Igreja tem como missão encarnar as Escrituras Sagradas e dar continuidade ao testemunho de Jesus na plenitude do Espírito Santo. Os discípulos de Cristo receberam a promessa do Pai que os capacita a serem testemunhas de Jesus (At 1.8).

O fato de serem duas as testemunhas é algo que tem a ver com a tradição da necessidade de haver pelo menos duas pessoas para que um testemunho fosse aceito como válido (Dt 19.15; Nm 35.30; Jo 8.17; 2Co 13.1; 1Tm 5.19; Hb 10.28; Is 8.2). Por esta razão, foi que Cristo enviou seus discípulos para darem testemunho dele de dois em dois (Mc 6.7; Lc 10.1)! Também foram duas as testemunhas da ressurreição no Caminho de Emaús (Lc 24.13).

As Duas Testemunhas são descritas como "as duas oliveiras" e "os dois candeeiros" (v. 4). Clara alusão a visão de Zacarias 4, que fala do candelabro de ouro e das duas oliveiras cujo significado é: "Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" (4.6). As duas oliveiras eram "os dois ungidos" Zorobabel e Josué, líderes do povo de Deus que lançariam os fundamentos da casa de Deus e concluiriam a obra de construção pelo poder do Espírito de Deus contra toda a oposição do inimigo a semelhança das Duas Testemunhas do Apocalipse que pelo Espírito concluiriam seu ministério. O que nos faz lembrar das palavras proféticas de Jesus a Pedro como representante da Igreja: "sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18).

Sabedores que somos que o Livro de Apocalipse foi escrito para as Sete Igrejas que padeciam enorme tribulação sob a tirania de imperadores déspotas, nada mais natural do que ver a igreja em foco da primeira a última página do Apocalipse. A igreja é claramente descrita como candeeiro no início do livro de Apocalipse: "E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar- me, vi sete candeeiros de ouro" (1.12)... "Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas" (1.20). Jesus é descrito como a Videira Verdadeira e seus seguidores como os ramos desta árvore (Jo 15.). E, em Romanos 11, Paulo fala de duas oliveiras, a boa e a brava, dando a entender que os crentes gentios, como ramos, foram cortados da oliveira brava para serem enxertados na boa oliveira, compondo o povo de Deus, juntamente com os ramos naturais que representam o remanescente fiel do povo judeu (Rm 11.4-24). Temos aí, então, uma que a Oliveira é uma ilustração da Igreja de Cristo assim como também os são os candeeiros!

O ministério das Duas Testemunhas dura três anos e meio, o que coincide com tempo do ministério de Cristo aqui na Terra. Assim como Cristo, as Duas Testemunhas têm o seu tempo determinado para o cumprimento cabal de sua missão. Do modo como aconteceu com Cristo, as Duas Testemunhas serão perseguidas e mortas, mas também de modo semelhante, elas ressuscitarão e subirão aos céus (v.11; Rm 8.11; 1 Ts 4.16,17; 1Co 15)!

O texto de Ap 11.7 diz: “Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar”, ou seja, estas Duas Testemunhas cumprem cabalmente a sua missão, concluindo o seu testemunho. Isto nos faz lembrar de que “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5:18), e, no mesmo livro, lemos: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16:18). E Jesus também profetizou sobre o cumprimento bem sucedido do testemunho do Evangelho do Reino a todas as nações ao dizer: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” (Mt 24:14). O fim somente virá após o cumprimento da Missão da Igreja. Apocalipse revela que a Igreja será fiel em seu testemunho de Cristo ao mundo inteiro, pois fala de uma multidão inumerável de salvos procedentes de todas as etnias da Terra (7.9)!

Assim como as Duas testemunhas são milagrosamente protegidas até o cumprimento cabal de seu testemunho, assim também vemos, por exemplo, o Apóstolo Paulo, que, por diversas vezes, no decorrer de seu ministério, foi miraculosamente livre da morte, até que ele cumprisse o seu ministério aqui na Terra. Observe que Paulo só é entregue à morte após o cumprimento de sua carreira de testemunha de Cristo! De modo que ele pode dizer: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” (2 Tm 4:7).

Assim também é com a Igreja que, durante toda a sua história, sofreu muitas perseguições e não foram poucas as tentativas de destruir com as Escrituras e de se acabar com o Cristianismo, que tem sobrevivido a tudo e a todos e tem chegado aos nossos dias como a maior de todas as religiões da face da terra.

Perceba na descrição de Apocalipse 11, que as Duas Testemunhas estão em território hostil, mas mesmo assim elas conseguem sobreviver o tempo suficiente para cumprirem a sua missão. Pois elas possuem uma proteção especial. Elas não são um joguete nas mãos dos homens malignos. Somente após terem cumprido sua missão é que elas são entregues à morte. Isto nos remete não só ao testemunho da Igreja como um todo, como também ao testemunho individual de cada crente.

A semelhança das Duas Testemunhas, os santos da Igreja são descritos como sendo entregues à morte todo o dia, sendo reputados como ovelhas para o matadouro (Rm 8.36). Assim como é dito que a Besta surge do abismo para pelejar, vencer e matar as Duas Testemunhas (11.7), assim também vemos acontecer com os santos da Igreja: "Vi emergir do mar uma besta" (13.1)... "Foi lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse" (13.7). Impressionante a semelhança entre os capítulos 11 e 13 de Apocalipse. Isto se dá por tratarem-se de textos paralelos que retratam a mesma cena de ângulos diferentes e de modo criativo para fortalecer a visão. É sabido que o Livro de Apocalipse não está em ordem cronológica do começo ao fim, mas, sim, em blocos paralelos que retratam a história da Igreja do seu começo a consumação dos séculos. O triunfo da Besta é aparente e temporário. Dura pouco a sua festa! Breve Cristo vem para vencer! "então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória" (1Co 15.54).

Apesar de humildes, "vestidas de pano de saco" (v. 3), por serem desprezadas e perseguidas neste mundo, vemos que as Duas Testemunhas são mais do que vencedoras em Cristo Jesus (Ap 11.11-12 e Rm 8.37). Elas estão identificadas com Cristo não apenas no seu sofrimento e morte, mas também em sua ressurreição e glória (Rm 8.17)! A igreja primitiva que sofreu tamanha oposição e perseguição, contemplando a morte dos apóstolos e de boa parte dos seus irmãos em Cristo, podia, portanto, entender muito bem este texto, como também se identificar com estas Duas Testemunhas, encontrando neste texto um encorajamento muito grande da parte de Deus, que Reina Sobre Todos e que tem o Mundo inteiro e a história de toda a humanidade em Suas Mãos. Não é à toa que os testemunhos históricos afirmam que o Imperador Nero ficava perplexo com o fato dos cristãos morrerem na arena com um sorriso nos lábios. A última palavra não pertence a Besta. A morte não é o fim!

Assim como Moisés venceu a Faraó e como Elias venceu a Acabe e Jezabel, assim também as Duas Testemunhas vencerão a Besta, pois as portas do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja de Cristo (Mt 16.18)! "Pois, se Deus é por nós, quem será contra nós" (Rm 8.31)! As Duas Testemunha possuem o poder do Espírito (At 1.8). Eles tem o poder da oração (Tg 5.17)! As Duas Testemunhas, como a Igreja, possuem as chaves dos céus! O que ligam na terra é também ligado no céu (Mt 16.19)! Não sejamos infantis ao ponto de interpretar literalmente o texto que diz que "sai fogo da sua boca para devorar os inimigos". Isto não é desenho animado ou jogo de vídeo-game. Isto é uma clara ilustração do poder de fogo da mensagem do Evangelho! A Palavra de Deus é como uma espada afiada de dois gumes! Como o Apóstolo Paulo bem descreveu o poder do testemunho da Igreja, dizendo: "porque para Deus somos um aroma de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para uns, na verdade, cheiro de morte para morte; mas para outros cheiro de vida para vida" (2Co 2.14-15).

Quantas vezes lemos textos como este e ficamos esperançosos com a possibilidade da vinda literal de Moisés e Elias, ou de Enoque e Elias, enquanto deveríamos estar atentando para o fato de que nós, porta vozes das Escrituras Sagradas, devemos hoje cumprir a missão das testemunhas de Cristo? Moisés, Elias, Enoque e os apóstolos de Jesus já fizeram a sua parte e cumpriram a sua missão, já deram o seu testemunho e completaram as suas carreiras. Agora, cabe a cada um de nós, darmos seqüência a esta missão, assumindo o nosso papel de testemunhas de Jesus Cristo, de sal da terra e luz do mundo! Disse Jesus: "e ser-me-eis testemunhas" (At 1.8), então, "chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois" (Mc 6.7). Esta é a hora e a vez da Igreja!


Deixe seu comentário ou dúvidas.


Um grande abraço,

Bispo José Ildo Swartele de Mello

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vencendo a tentação da teologia da prosperidade






São muitas as distorções doutrinárias da Teologia da Prosperidade: Negam a soberania de Deus, dizendo que usar a expressão “se for a Tua vontade” destrói a oração; ensinam os crentes a exigirem e reivindicarem coisas de Deus, em vez de as pedirem a Ele; acabam exaltando mais ao homem do que a Cristo; exibem um espírito de orgulho do “que eu posso fazer ou conquistar em nome de Jesus”; dizem que sofrimento, pobreza e doença não devem fazer parte da vida de um cristão. Se, porventura, um cristão estiver em tais circunstâncias é porque não tem fé. Dizem que Jesus teve de morrer espiritualmente para pagar pelos pecados do homem no inferno, pois sua morte física e seu sangue derramado na cruz foram insuficientes para fazer a expiação. Chegam ao ponto de negar a eficácia do sangue de Jesus. Alguns afirmam a deidade humana, dizendo serem deuses. Hagin, em seu livro “Zoe: a própria vida de Deus”, página 79, diz que nem Jesus Cristo tem uma posição mais elevada do que nós diante de Deus. Blasfêmia!

A teologia da Prosperidade tem suas raízes na Ciência Cristã, que é derivada do gnosticismo. Daí vemos o dualismo da teologia da prosperidade, quando diz que a morte física de Cristo não tem relevância em relação a redenção do nosso espírito, tendo Jesus que morrer também espiritualmente no “inferno”, tal dualismo revela-se também em seu misticismo em relação ao poder das palavras e em sua ênfase na confissão positiva.

Hoje percebemos uma ênfase exagerada no elemento “fé”, em detrimento da verdade e do amor. Um exemplo disto se vê na trágica história do menino diabético Wesley Parker, falecido em 23 de agosto de 1973, cujos pais cristãos foram presos por negligência, devido a teologia da prosperidade, que os levou a acreditarem firmemente na declaração de um pastor que, após a oração, afirmou que o menino havia sido curado. A partir daí, seus pais não mais permitiram que ele tomasse insulina o que acabou levando-o à morte. Mais tarde, arrependidos, escreveram o livro: “We let our son die”, que traduzido, significa "Nós deixamos nosso filho morrer". Neste livro eles reconhecem, com muita dor no coração, o lamentável fato de terem colocado a fé, ou, mais propriamente falando: o orgulho da fé, acima do amor pelo filho. Infelizmente, este não é um caso isolado.

Os adeptos da Teologia da Prosperidade são mais preocupados com a questão do sofrimento do que com a questão do pecado. Mais preocupados com prosperidade e saúde do que com santidade. Demonstram mais medo do azar (forças invisíveis que não conseguimos controlar) do que do pecado e do juízo final. Eles são produto desta sociedade consumista que valoriza o que é material, cujo deus é Mamom. O secularismo e o mundanismo estão ameaçando a sã doutrina.

Lucas 4, conta como foi que Jesus venceu as tentações da teologia da prosperidade sugeridas por Satanás. Interessante notar que após seu batismo, Jesus é movido pelo Espírito Santo para o deserto. Isto nos faz lembrar da história do Êxodo, que mostra o povo hebreu tendo que enfrentar um longo período no deserto após sua passagem pelas águas do Mar Vermelho antes de poder ingressar na Terra Prometida. Enquanto a teologia da prosperidade promete um paraíso na Terra, vemos as Escrituras nos despertando para a realidade do deserto. O paraíso ainda está por vir.

No deserto, Jesus teve fome. Jesus disse aos seus discípulos que eles teriam de enfrentar aflições neste mundo. A boa notícia é que Jesus venceu o Mundo! Venceus as tentações! Venceu a Satanás! Venceu a morte! Ressuscitou e prometeu que sempre estaria conosco! Não estamos abandonados e sós no deserto! A vara e o cajado do Bom Pastor nos consolam! Os anjos consolaram e sustentaram a Jesus no deserto! A Palavra de Deus foi alimento para Jesus no deserto (Dt 8.2-3). O povo hebreu recebeu maná dos céus no deserto. Lá a presença de Deus se manifestava de muitas formas, entre elas, através da arca, da nuvem que os conduzia de dia e da coluna de fogo que os iluminava e aquecia durante a noite!

Satanás aproveitou-se da fragilidade física de Cristo e de sua fome para tentá-lo propondo alívio milagroso para as suas privações físicas, além de muito poder, riqueza e sucesso. Jesus não se deixou seduzir pelo conforto, prazeres, riquezas, poder e glória deste mundo. Ele não pactuou com o diabo. Ele venceu o Mundo! Jesus provou amar mais a Deus do que as coisas do mundo. Ele pode dizer de verdade que nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus.

Quando Satanás pediu para Jesus saltar do pináculo do templo apelando para o texto do Salmo 91 que trata da proteção dos anjos de Deus. Jesus rebateu a sugestão lembrando outro texto bíblico que diz que não devemos tentar ao Senhor nosso Deus. É certo que os anjos de Deus acampam-se ao redor daqueles que temem ao Senhor para os protegerem, mas não devemos abusar disto tomando atitudes estúpidas. Deus nos concedeu inteligência para que fizéssemos bom uso dela. Isto já faz parte da proteção de Deus. Agir de maneira imprudente e ainda esperar o socorro de Deus é o mesmo que tentar a Deus. Por exemplo, não devemos acelerar o máximo e pedir para Deus nos proteger nas curvas. "De Deus não se zomba, o que o homem plantar, isto também irá colher" (Gl 6.9). Por falar nisto, muitos adpetos da teologia da prosperidade, movidos pela ambição consumista, acabam contraindo dívidas muito acima das suas posses, baseados numa pretensa fé de que Deus os ajudará de alguma forma. Isto não não se chama fé, mas, sim, má fé!

Deus pode nos curar sem o auxílio de remédios, mas também pode fazer uso deles para nos sarar. Se alguém se sente curado, deve primeiramente receber um atestado médico de cura antes de suspender qualquer medicação, pois está escrito: "não tentarás ao Senhor teu Deus".

Satanás tentava a Cristo lançando dúvidas sobre sua filiação, provocando-o com a expressão: "Se és filho de Deus...". Jesus não entrou na provocação do Diabo, pois ele estava firmado na Palavra de Deus. Dias antes, por ocasião de seu batismo, ele ouvira a voz do Pai que dizia: "Este é o meu filho amado!" Jesus dava ouvidos a Deus e não a Satanás!

Jesus venceu o diabo, firmando-se na Palavra de Deus. Satanás mencionou as Escrituras, mas de modo seletivo e fora do contexto, assim como fazem os pregadores da teologia da prosperidade e todos os demais hereges. Jesus mostrou-se um profundo conhecedor das Escrituras e as usou apropriadamente como uma espada bem afiada para botar o diabo em fuga.
"Resisti ao diabo e ele fugirá de vós!"

Assim, Jesus venceu as tentações da teologia da prosperidade. Sigamos o seu exemplo! Sejamos seguidores de Cristo e não de pregadores hereges.

Esta palavra de alerta contra a teologia do prosperidade, não significa uma defesa da teologia da pobreza, pois não concordamos com tais extremos. De fato, há ricos e ricos e pobres e pobres. Ou seja, nem riqueza e nem pobreza por si mesmas são sinais incontestáveis de fé ou de falta de fé, de virtude ou de pecado. Não devemos concluir que alguém é abençoado espiritualmente por possuir muitos bens materiais e nem podemos dizer que alguém está pobre por falta de fé. Encontramos na Bíblia exemplos de justos que eram ricos como Abraão, José e Davi, e de justos que eram pobres como José e Maria, Jesus e seus discípulos. A história de Jó nos ensina que um justo pode cair enfermo e experimentar a pobreza como também pode receber cura e receber muitas riquezas. O Apóstolo Paulo disse que já havia experimentado carestia e fartura e havia aprendido a estar contente em toda e qualquer circunstância.

Somos contra a teologia da prosperidade porque ela ensina que Deus tem de nos fazer ricos e saudáveis. Uma coisa é ensinar que Deus tem o poder outra bem diferente é ensinar que Ele tem o dever. Deus não nos deve nada! Ele é livre para agir como bem quiser. Deus tem uma sabedoria muito além da nossa. Deus em sua soberania consegue traçar um bom caminho no meio do deserto e da tormenta (Naum 1.3). Partilhamos da teologia bíblica, sim, da teologia da possibilidade de Mesaque, Sadraque e Abednego que diante do Rei Nabucodunosor que os ameaça jogar na fornalha caso não adorassem um ídolo, responderam dizendo: "Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei.
E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste" (Dn 3.17-18). Vemos aí que eles criam que Deus era poderoso para operar um milagre, mas também estavam preparados para enfrentarem a morte caso fosse esta a vontade de Deus para eles.

Interessante observar que Deus livrou o Apóstolo Paulo da morte em distintas ocasiões, mas sabemos também que chegaria o dia em que o corpo de Paulo seria entregue como libação: "Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé" (2 Tm 4.6.10). E, o capítulo 12 de Atos, conta como Herodes matou a Tiago, irmão de João, mas não conseguiu fazer o mesmo com Pedro, que milagrosamente foi liberto da prisão. Por que teria Deus libertado somente a Pedro? Por que o mesmo anjo que libertou a Pedro não libertou também a Tiago? Sabemos que mais tarde, o próprio Pedro irá morrer como um mártir. Por que Paulo disse: "Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro" (Rm 8.36)? Vemos em tudo isto que a Bíblia não dá margem para uma teologia da prosperidade que quer tratar a Deus como se Ele fosse como o Gênio da Lâmpada de Aladim.

Deus tem vontade própria. Deus tem seus caminhos. Orar não é dar ordens a Deus. Orar não é reivindicar e exigir coisas de Deus. Orar não e preencher um cheque em branco assinado por Deus. Pois aprendemos na Bíblia que Deus somente atende as orações que estão de acordo com a sua vontade: “Esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade ele nos ouve” (1 João 5.14); “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões” (Tg 4,3).

Boa parte da multidão que buscava a Jesus estava interessada somente nos milagres de cura e multiplicação de pães, o que chateou a Jesus a ponto dele dizer: "Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará" (Jo 6.26). No final deste discurso de Jesus, muitos a maioria o abandonou pois realmente só estavam interessados em Cristo como um meio para obtenção de bens físicos e materiais (Jo 6.66).

O discurso de Jesus vai de encontro ao discurso dos pregadores da teologia da prosperidade, que, ao contrário de Jesus, estão pregando o que o povo quer ouvir e não o que o povo precisa ouvir. Tais pregadores são prisioneiros do espírito que opera sobre os filhos da desobediência, estão plenamente conformados ao espírito deste mundo e estão buscando popularidade, poder e dinheiro, tentações estas que Jesus resistiu heroicamente.

Ouçamos a mensagem de Jesus e busquemos primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça, acumulando tesouros nos céus e não aqui na Terra. "Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus" (Cl 3.1).

“Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).

Bispo Ildo Mello

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Bispo Ildo participará do Programa "Vejam Só", hoje, às 21h20, na RIT

Bispo Ildo participará do Programa Vejam Só, hoje, às 21h20
Debatendo o tema: Pastores e cristãos com o nome no SERASA e SPC. Por que ninguém se importa com esse mau testemunho? 


Programa Vejam Só
Como sintonizar a RIT = http://www.rittv.com.br/institucional/
Link para assistir via internet: http://www.rittv.com.br/webcast/index.php

sábado, 25 de setembro de 2010

Zaqueu, encontrando a razão de viver



Baseado em Lucas 19.1-10

Zaqueu buscou felicidade acumulando riquezas, mas insatisfeito, ansiava por algo que realmente pudesse preencher seu vazio existencial. Ouvindo falar de Jesus, foi procurá-lo, mas deparou-se com uma multidão entre ele e Jesus. Uma multidão de coisas e pessoas costumam se interpor no caminho daqueles que desejam encontrar e seguir a Jesus. Além disto, temos de superar obstáculos internos, íntimos e pessoais, como preconceitos, incredulidade e apego as coisas mundanas, representados ali pela pequena estatura de Zaqueu, que dificultava ainda mais que ele pudesse ao menos avistar a Jesus no meio daquela multidão. Diantes de tais obstáculos, Zaqueu não recuou, antes, correu adiante, buscou ajuda, encontrou uma árvore e nela subiu para avistar a Jesus. Ele encontrou uma boa árvore! Pois Jesus passaria exatamente por debaixo dela. Se é fato que existe uma multidão servindo de obstáculo, é certo também que Deus coloca uma árvore para nos socorrer! Uma igreja, um crente fiel que nos ajuda a encontrar a Jesus!

Jesus parou debaixo daquela árvore para dar atenção a Zaqueu. Ele pára para você também. Jesus se importa! Ele olhou para cima e viu a Zaqueu. Jesus também olha para você. Ele vê o seu estado. Ele quer ajudar!

O mais impressionante para Zaqueu, foi quando Jesus o chamou pelo próprio nome. Eles nunca haviam sido apresentados antes. Isto revela a onisciência de Cristo. Jesus sabe tudo a nosso respeito. Ele é o nosso Criador! Jesus fala com Zaqueu com autoridade e intimidade. Zaqueu reconhece a voz do Bom Pastor e obedece de bom grado. Zaqueu leva Jesus para sua casa.

Os legalistas quando viram Jesus entrando na casa de Zaqueu começaram a criticá-lo, pois Zaqueu era um pecador contumaz. Mas Jesus veio buscar e salvar os pecadores, pois são os enfermos que precisam de médico. Enquanto a crítica corria solta fora da casa, lá dentro, Zaqueu dava provas de ser uma pessoa mudada. Arrependido, decide partilhar metade de seus bens com os pobres e também se propõe a restituir a todas as pessoas que ele havia prejudicado quatro vezes mais do que havia sido "roubado". Reconciliado com Deus, Zaqueu está agora também reconciliando-se com seus próximos. Jesus lhe confere uma nova vida. Ele tem um futuro novo pela frente, mas também está preocupado em reconciliar-se com o seu passado. O encontro com Cristo produziu efeitos extraordinários na vida de Zaqueu.

Jesus continua vivo e poderoso para transformar vidas.

Jesus está passando... "Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto" (Is 55.6).



Bispo José Ildo Swartele de Mello

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Libertação do Endemoniado Gadareno (Marcos 5:1-20)



Vídeo da Mensagem relatando a libertação do Endemoniado Gadareno

A Libertação do Endemoniado Gadareno (Marcos 5:1-20)
Mensagem do Bispo José Ildo Swartele de Mello

Vemos neste episódio, um claro contraste entre a obra do demônio e a de Deus. O que nos faz lembrar das palavras de Jesus registradas em João 10.10 "o ladrão não vem senão para matar, roubar e destruir; mas eu vim para que vocês tenham vida e a tenham com abundância". O Diabo é esperto para cativar e ludibriar as pessoas, apresentando uma série de atrativos que têm, por objetivo último, o de matar, roubar e destruir. Tudo o que ele oferece termina em inferno. O Gadareno não nasceu endemoniado. Ele foi uma pessoa como outra qualquer. Ele até mesmo tinha mulheres e filhos (v.19). Mas a Bíblia adverte: "Não deis lugar ao Diabo" (Ef 4.27). As pessoas podem se afundar no pecado até ao ponto de se verem totalmente dominadas pelo mal. Eis aí o retrato mais grotesco do que os demônios pretendem fazer com os seres humanos. Dominado e derrotado pelo mal, aquele gadareno não habitava mais em casa, mas em um cemitério (v.3), e era impelido pelos demônios para a solidão do deserto (Lc 8.29). Tornou-se um ser anti-social e violento (v.4), vivendo inquieto e ansioso, andando de um lado para o outro numa angústia sem tréguas (v.5). Ele passou a não apreciar e nem a valorizar mais a própria vida. Perdeu o pudor e, sem nenhum respeito próprio, andava sem roupas (Lc 8.27). Com um espírito autodestrutivo, feria-se a com pedras (v.5).

Este é um quadro chocante, mas devemos saber que o adversário tem estratégias diferentes para atingir pessoas diferentes. Geralmente ele é mais sutil. Quantos não ficam surpresos consigo mesmos ao serem tomados pelo ódio, rancor, chegando mesmo a agirem com assustadora violência? Quantos não estão também estressados e angustiados sem conseguir descansar direito? Quantos não estão perdendo o pudor. Por exemplo, o que acontece em certos bailes funk. Onde foi parar a dignidade humana? E quantos não estão também experimentando uma grande solidão? Mesmo em meio a multidão, sentem-se como um Robson Crusoé. Não tem amigos em quem possam confiar. Feridos e traumatizados, desenvolveram verdadeiras couraças que servem de barreiras para o desenvolvimento de saudáveis relacionamentos interpessoais. Estão, de fato, sem perceber, sendo impelidos para o deserto.

Mas a boa notícia é de que há esperança, mesmo para alguém tão arruinado como era o caso do endemoniado gadareno. Jesus o libertou! De modo que, agora, ele podia ser visto assentado tranquilamente na comunhão de Jesus e de seus discípulos (v.15). Sinal de que estava apto a voltar ao convívio social. E não se encontrava mais nu, pois estava agora vestido (v.15)! Recobrou sua honra e dignidade! E já não mais gritava e agia como um louco, pois havia recuperado o bom senso (v.15). Além destas três coisas maravilhosas, outra é que ele agora encontrou razão e motivação para viver (Mc 5.18). Queria seguir o Mestre! Desejava tornar-se um missionário! Pretendia ir para terras distantes, mas Jesus orienta-o a primeiramente retornar para sua família. Pois missões começa em casa (v.19 e At 1.8)! Jesus promove a restauração do lar! Ao mesmo tempo, Jesus está deixando um missionário em Decápolis (v.20)! Uma testemunha do seu poder libertador! Sinal de sua compaixão até mesmo por aqueles que se mostram hostis a ele.

Como o processo de libertação daquele homem implicou no sacrifício de dois mil porcos (v.13), o povo dali acabou expulsando a Jesus da região (v. 17), pois possuíam um sistema de valores onde porcos valem mais que os humanos. Jesus representava uma ameaça aos porcos daquele povo. Vemos aí que não só aquele individuo, mas também o próprio povo também estava dominado por distintas legiões, como a daqueles porcos que representam seu egoísmo materialista, e eram também dominados literalmente por uma legião do Exército Romano que ocupava a cidade. Aquele povo há séculos vinha sendo dominado e oprimido por uma sucessão de nações estrangeiras. E por fim, entendemos que aquele povo também era dominado por demônios de toda espécie que buscavam afastar as pessoas da vida abundante e impedir o seu progresso em direção a Deus.

E quanto a nós? Existe algo que impede nossa caminhada cristã, que atrapalha nossos relacionamentos, que nos perturba e oprime ou que nos domina e escraviza? Existe algo que amamos mais do que a Deus? Onde está o nosso tesouro? “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6:19-21). “Não podeis servir a dois senhores” (Mt 6.24). É tão triste constatar que “a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas” (João 3.20). Mas Jesus veio para desfazer as obras do Diabo (1Jo 3.8) e quer conceder a você uma vida abundante e significativa (Jo 10.10). Entregue-se sem reservas ao Senhor da Vida!

Bispo José Ildo Swartele de Mello

A Libertação do Endemoniado Gadareno

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