Natal! Boa nova de grande alegria!


Natal! Boa-nova de grande alegria!

Evangelho de Lucas 2.10-12 


Um anjo anunciou o nascimento de Jesus aos pobres pastores que tomavam conta das ovelhas durante o turno da noite. Primeiramente o anjo disse: “Não temas!”. Como é bom ouvir uma voz celestial dizendo “não temas” num mundo tão conturbado e ameaçador. 

E o anjo continua dizendo: “eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.” Que boa-nova! A boa-nova do Evangelho. 

Aliás, Evangelho significa: Boa nova. O Natal do Senhor Jesus, Filho de Deus, é a melhor de todas as notícias, pois é mensagem de vida, de paz, de amor e de tremenda alegria para todos que clamam por justiça e que anseiam ver o bem triunfando sobre o mal, a luz dissipando todas as trevas, o amor destruindo o ódio e a vida sobrepujando de uma vez por todas a morte.

É boa-nova para todos os povos, sejam eles judeus ou árabes, negros ou brancos, pobres ou ricos. Deus não faz acepção de pessoas. 


E o grande anúncio angelical termina apontando para um curioso sinal: “encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura”. Intrigante, pois era de se esperar que o futuro Rei nascesse em berço de ouro. Lembro, que os Reis Magos, primeiramente, procuraram em vão pelo bebê no Palácio do Rei Herodes. Uma manjedoura parece um berço muito inadequado para alguém tão especial. Lucas nos informa que Maria deu a luz numa estrebaria ou estábulo, porque todas as portas das hospedarias se fecharam para o casal. Numa hora tão importante como a do parto, o pobre casal parece abandonado e em apuros. Mas esta é uma falsa impressão. José e Maria são agraciados com o nascimento de Jesus.

Aquele estábulo foi palco do momento mais extraordinário da história humana. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14). Jesus se identificou com os mais humildes, injustiçados e desfavorecidos. Natal é ocasião em que os últimos se tornam os primeiros! Lembramos também que são os pobres pastores que trabalhavam no turno da noite os primeiros a receberem a maior e mais alegre notícia de todos os tempos!

As hospedarias estavam cheias, Jesus encontrou lugar para nascer em um estábulo e seu berço foi uma manjedoura. Jesus continua buscando corações humildes como uma manjedoura para repousar e manifestar a Sua glória!

Bispo José Ildo Swartele de Mello

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