quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Enfrentando as tribulações com alegria



"Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes." (Tg 1.2–4).


1) O cristão não está imune as tribulações


Jesus advertiu aos seus discípulos, dizendo: “... No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16:33). Paulo e Barnabé demonstraram por palavras e obras que "através de muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (At 14:22).

Observe o seguinte padrão:


1. Após receber a promessa, Abraão passou por muitas provações;
2. Após receber sonhos divinos, José enfrentou várias tribulações;
3. Após a libertação milagrosa da escravidão do Egito, o povo de Israel teve que atravessar um deserto;
4. Após ter sido ungido rei, Davi teve que fugir para o deserto;
5. Após o início de seu ministério profético, Elias também precisou fugir para o deserto;
6. Após corajosa demonstração de fidelidade a Deus, Mesaque, Sadraque e Abdenego foram lançados em uma fornalha de fogo;
7. Após ser batizado, Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto onde foi tentado por Satanás.

Os cristãos são peregrinos nesta terra, de modo que o justo tem que viver pela fé. Em meio a todas as tribulações, os servos de Deus são mais que vencedores:

1. Abraão foi aprovado,
2. José saiu do poço e da prisão para se tornar governador do Egito,
3. Israel não pereceu no deserto,
4. Davi foi coroado rei no lugar de seu perseguidor,
5. Elias venceu os profetas de Baal,
6. Mesaque, Sadraque e Abdenego saíram da fornalha
7. e Jesus venceu Satanás, ressuscitou dos mortos e foi recebido na glória!

Tenham bom ânimo, Jesus venceu o mundo!

2) As provações fazem parte do plano maior de Deus


Os apóstolos estavam convictos de que as provações cumprem um papel muito especial no plano de Deus para o crescimento espiritual dos filhos de Deus. Tiago disse: “sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tg 1.2–4). Pedro afirmou: “Para que a prova de vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro… seja para louvor, e honra, e glória…” [1Pe 1.7]. E Paulo afirmou com toda a categoria:“Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8:28). A tribulação produz virtudes que nos levam a maturidade cristã: "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança." (Rm 5.3–4). Tais experiências nos tornam instrumentos de esperança e consolação: "É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus." (2Co 1.4).

3) Alegria nas provações


Seguro de que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28), o crente pode verdadeiramente alegrar-se nas provações da vida (Tg 1.2). Os discípulos "se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome" (At 5.41). Paulo e Silas, após terem sido açoitados e colocados na prisão, "oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam." (At 16.25). Ele possuía autoridade para dizer: Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1Ts 5.18). Pois, ele realmente aprendeu "a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.11-13).

Conclusão

Portanto, podemos nos alegrar nas tribulações, confiantes que não fomos abandonados por Deus, que é poderoso para fazer com que cada uma delas coopere para o nosso próprio benefício e aperfeiçoamento. Em todas elas, somos mais do que vencedores, pois nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor! (Rm 8.35-37). Então, ”alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos." (Fp 4.4).

Bispo José Ildo Swartele de Mello

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Atos 2.39

Com a frase “para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2.39), Pedro não está restringindo, mas ampliando o conceito de eleição, que, até então, era restrito a comunidade judaica. O Espírito está agora sendo derramado sobre toda a carne (At 2.17). Deus não está chamando apenas judeus, mas também gentios ao arrependimento.  “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (At 2.21). “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o Senhor prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar.” (Jl 2.32, cp. Rm 10:13). A teologia de Pedro não é ambígua, mas, muito clara a este respeito: “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” (2Pe 3.9–10).

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