terça-feira, 31 de maio de 2011

12 Maravilhosas Mudanças Provocadas pela Cruz!


  1. O Antigo Testamento dá lugar ao Novo Testamento (Jr 31.31 e Hb 8.6; 12.24);
  2. A lei dá lugar ao Evangelho (Rm 6.14; 10.4);

  3. O sacrifício de animais dá lugar ao Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29) ;

  4. O Povo de Deus passa a ser a Igreja que congrega em si judeus e gentios fiéis ao Messias (Gl 6.16; Ef 2.12-16; Hb 8.8-10; 1 Co 12.13);

  5. A circuncisão dá lugar ao batismo (Cl 2.11; Rm 2.28-29; Fl 3.3; Rm 2.29);

  6. O sacerdócio levítico dá lugar ao sacerdócio de Cristo (Hb 4.14; 6.20; 8.5; 9.9, 24; 10.9,16,19-21; 11.9-16,39,40; 12.18-24; 13.10-14) e ao sacerdócio universal de todos os crentes (1 Pe 2.9);

  7. Doze patriarcas dão lugar aos doze Apóstolos de Cristo (Lc 6.13; 9.1; 22.14; Ef 2.20; At 2.43; Ap 21.14);

  8. A Jerusalém terrestre dará lugar a Nova Jerusalém celestial (Ap 21.2; 3.12; 2 Co 5.1; Fp 3.19-21);

  9. O templo de Jerusalém dá lugar ao novo templo que é a Igreja, o Corpo de Cristo (Hb 8.2; 1 Co 3.16-17; 2 Co 6.16-19; Ef 2.22; At 7.48; 17.24; Mt 18.20).

  10. Moisés dá lugar ao Novo Legislador, Jesus Cristo, que do alto de um Novo Monte Sinai nos traz um Novo Mandamento (Mt 5.17-48; cf. 19.7; Jo 13.34);

  11. A Páscoa judaica dá lugar a Cristo, nossa Páscoa (1Co 5.7), a Ceia do Senhor (Mt 26.28; 1 Co 11.25, cumprindo Jr 31.31-34; 1 Co 5.7,8; Lc 22.15; Mt 26.2-19; Mc 14.1, 12-16; Lc 22.7-15; Jo 2.13; 13.1);

  12. E o Sábado dá lugar ao Dia do Senhor (Mc 16.9; Jo 20.1,19-23,26-29; At 2.1-4 cf. Lv 23.15,16; At 20.6,7; 1 Co 16.1,2; 1 Co 1.2).


Leia o artigo completo Sobre a Questão do Mandamento do Sábado em: 

Bispo José Ildo Swartele de Mello

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sobre o Mandamento do Sábado

É certo que o Senhor ordenou aos judeus que guardassem o Sábado (Ex 20.8). O problema foi que eles deturparam o propósito do Sábado e de outros mandamentos transformando-os em uma lista de regras para oprimir, controlar, julgar e condenar as pessoas. Até Jesus foi acusado pelos religiosos de seu tempo de violar a lei do Sábado (Mt 12.1-8). 

Embora Jesus tenha cumprido toda a Lei de Deus, ele não a cumpriu segundo o entendimento legalista da tradição judaica, mas, sim, segundo o espírito da própria lei divina. No Sermão da Montanha, Jesus reinterpreta a lei mosaica de modo a deixar os fariseus numa situação embaraçosa, pois, segundo Jesus, os bem-aventurados são os pobres de espírito e não os orgulhosos observadores da lei; são os limpos de coração e não os crentes de fachada; são os que oram e dão esmolas discretamente e não os exibicionistas, e por aí vai! Jesus disse que Ele é o Senhor do Sábado e afirmou que era lícito colher espigas, curar e trabalhar para fazer o bem no dia de Sábado (Mt 12-1-8)! 

O Apóstolo Paulo também foi enfático ao dizer que não estamos obrigados obedecer aos mandamentos relacionados a comida, guarda do sábado e dia de festas como se pode ler em Colossenses 2.12-23: "Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo. Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal, e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus. Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem. Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade". 

O legalismo se instala no meio cristão sob o pretexto de santidade e piedade (Cl 2.23). Rudimentos humanos, usos e costumes, tradições denominacionais têm sido pregadas de tal forma que os que não se enquadram e não assumem tais contornos são taxados de “mundanos”, “carnais” e “não crentes”. A mensagem destes é cheia de regras e proibições, está carregada da palavra “não”. João Huss e Lutero promoveram a grande Reforma, buscando restaurar a mensagem pura do Evangelho. O legalismo farisaico e hipócrita foi duramente combatido por Jesus (Mt 23), pois tal mensagem constrói apenas sepulcros caiados, conduzindo os ouvintes à uma religiosidade aparente. Leva-os à hipocrisia, pois que constantemente “coam um mosquito e engolem um camelo”(Mt 23.24). Conduz à fofoca, à maledicência, onde os irmãos passam à julgarem-se mutuamente. Está muito mais preocupada com a forma do que com o conteúdo. O legalismo é a religião do “eu”, é o “culto de si mesmo” (Cl 2.23); sendo completamente oposta a graça, que gera o amor. Tais ensinos afugentam muitas pessoas, principalmente os jovens. O legalismo serve de um forte impedimento, pois que também acaba produzindo “alienígenas”, pessoas completamente desvinculadas da realidade, do mundo presente, verdadeiros “E.T.s”. Como ensinou Jesus: “Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens, entretanto eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.” (Mt. 23.4). E ainda: “ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais o reino dos céus para os homens; vós não entrais e nem deixais entrar os que estão entrando.” (Mt. 23.13). Tais preceitos e doutrinas “têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e falsa humildade, e rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade” (Cl 2.23). 

Portanto, não devemos nos sujeitar a tais ordenanças (Cl 2.20) e nem ficarmos intimidados por aqueles que nos julgam (Cl 2.16), nem mesmo devemos permitir que alguém se faça árbitro contra nós (2.18). Pois Cristo, “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (2.14). Devemos tomar muito “cuidado que ninguém nos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2.8). 

Sobre a questão do sábado, lemos no Antigo Testamento, Oséias 2.11: “Farei cessar… os seus sábados…”, tal profecia cumpriu-se em Cristo, como visto claramente em Colossenses 2.14-17. Em Romanos 10.4, Paulo afirma: “o fim da lei é Cristo”. Cristo é o fim da lei no sentido que, com Ele, a velha ordem, da qual a lei fazia parte, foi eliminada, para ser substituída pela nova ordem do Espírito, onde a vida e a justiça são acessíveis mediante a fé em Cristo; portanto, ninguém precisa tentar obter essas bênçãos por meio da lei (Rm 3.19-20,27-28; 4.14-16; 6.4; 8.2-4; Fp 3.9; Cl 2.14). 

 Mas não estamos sem lei, pois estamos, agora, debaixo da lei do Espírito da vida em Cristo (Rm 8.2; 13.8-10; 2 Co 3.17; 1 Jo 3.22-24; Gl 5.6, 13-18; 6.2). Somos exortados a fazer discípulos ensinando-os a observarem tudo o que Cristo ordenou (Mt 28.20). O Sábado, por exemplo, consta da lei de Moisés, mas não é uma ordenança de Cristo para a Igreja (At 15.28-29; Cl 2.13-14). 

Em Atos 15, lemos o relato do Concílio de Jerusalém que tratou do tema: “Os cristãos gentios estão obrigados a guardarem a lei judaica?”. A resposta deste concílio está nos versículos 28 e 29, e, lá, nada lemos sobre a necessidade do cristão de guardar o sábado. Nenhuma passagem do Novo Testamento ordena a observância do quarto mandamento, mas, pelo contrário, somos exortados a não nos submetermos a isto (Cl 2.14-17; Gl 4.9-11). 

Então, observa-se que Jesus nunca mandou guardar o sábado, e, pelo que consta nos Evangelhos, ele foi perseguido pelos judeus por causa do apego legalistas deles ao sábado (Mt 12.1-5; Jo 5.16-18; 9.16). Em Romanos 7.1-6, Paulo também ensina que os cristãos não estão debaixo da obrigação de cumprir a lei mosaica, neste caso, ele usa a analogia do casamento: “Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive: mas se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei, e não será adultera se contrair novas núpcias. Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, e deste modo frutifiquemos para Deus... Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.” E “visto que ninguém será justificado diante dEle por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado... sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.20, 24). E ainda, Romanos 6.14: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e, sim, da graça”. 

Baseados em Êxodo 31.16,17, os Adventistas dizem que somos obrigados a guardar o sábado pois trata-se de um estatuto perpétuo. Mas, se somos obrigados a guardar o sábado por ser denominado um estatuto perpétuo, então também somos obrigados, pelo mesmo motivo, a guardar: a) a páscoa judaica (Ex. 12.14); b) o lavar as mãos e os pés (Ex. 30.21); c) celebrar as festas judaicas (Lv 23.31), coisas que os próprios adventistas admitem que foram abolidas para os cristãos. 

O Novo Testamento ensina que a lei, a circuncisão e outros ensinos do Antigo Testamento foram sombras da realidade que se encontram em Cristo e Sua Igreja (Cl 2.16-17; Hb 8.5; 10.1; Ef 1.22,23). 

A cruz de Cristo provocou maravilhosas mudanças: 

  1. O Antigo Testamento foi superado pelo Novo Testamento, que é infinitamente superior (Jr 31.31 e Hb 8.6; 12.24); 
  2. A lei foi superada pelo Evangelho da Graça (Rm 6.14; 10.4); 
  3. O sacrifício de animais foi superado pelo sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29) ; 
  4. O Povo de Israel foi superado pela Igreja como povo de Deus que congrega em si judeus e gentios fiéis ao Messias (Gl 6.16; Ef 2.12-16; Hb 8.8-10; 1 Co 12.13); 
  5. A circuncisão foi superada pelo batismo cristão (Cl 2.11; Rm 2.28-29; Fl 3.3; Rm 2.29); 
  6. O sacerdócio levítico foi superado pelo sumo-sacerdócio de Cristo (Hb 4.14; 6.20; 8.5; 9.9, 24; 10.9,16,19-21; 11.9-16,39,40; 12.18-24; 13.10-14) e pelo sacerdócio universal de todos os crentes (1 Pe 2.9); 
  7. Doze patriarcas são suplantados pelos doze Apóstolos de Cristo (Lc 6.13; 9.1; 22.14; Ef 2.20; At 2.43; Ap 21.14); 
  8. A Jerusalém terrestre foi superada pela Nova Jerusalém celestial, ou seja, a terra prometida de Canaã foi suplantada pelo céu (Ap 21.2; 3.12; 2 Co 5.1; Fp 3.19-21); 
  9. O templo de Jerusalém foi superado pelo Corpo de Cristo que é a Igreja (Hb 8.2; 1 Co 3.16-17; 2 Co 6.16-19; Ef 2.22; At 7.48; 17.24; Mt 18.20). 
  10. Moisés foi superado pelo Novo Legislador, Jesus, que do alto de um Novo Sinai traz um Novo Mandamento (Mt 5.17-48; cf. 19.7; Jo 13.34); 
  11. A Páscoa judaica foi superada pela Ceia do Senhor (Mt 26.28; 1 Co 11.25, cumprindo Jr 31.31-34; 1 Co 5.7; 1 Co 5.7,8; Lc 22.15; Mt 26.2-19; Mc 14.1, 12-16; Lc 22.7-15; Jo 2.13; 13.1), e 12. 
  12. E o Sábado foi superado pelo Dia do Senhor (Mc 16.9; Jo 20.1,19-23,26-29; At 2.1-4 cf. Lv 23.15,16; At 20.6,7; 1 Co 16.1,2; 1 Coríntios 1.2) O domingo, ou seja, o primeiro dia da semana, por ter sido o dia em que Cristo ressuscitou, começou a ser o dia principal das reuniões de adoração dos cristãos (Mc 16.9; Jo 20.1,19-23,26-29). O Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja no dia de Pentecostes, o que sucedeu também no dia de Domingo. (At 2.1-4 cf. Lv 23.15,16). Os apóstolos também reuniam-se neste dia de uma forma especial para adoração (At 20.6,7; 1 Co 16.1,2; ver também 1 Coríntios 1.2). 

Mas não devemos fazer do domingo um sábado judaico. O apóstolo Paulo estava entre aqueles que não faziam diferença entre dia e dia: “Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias...” (Rm 14.5); “Mas agora que conheceis a Deus, ou antes sendo conhecidos por Deus, como estais voltando outra vez aos rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis ainda escravizar-vos? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco” (Gl 4.9-11). 

Como cristãos, adoramos e servimos a Deus todos os dias, mas aproveitamos o domingo para adorar todos juntos, pois a grande maioria dos cristãos não trabalha neste dia. Observamos também no Domingo o princípio da lei do descanso de um dia por semana. 

O Sábado foi instituído para o bem do homem. Conservamos o espírito bondoso por trás deste mandamento, que não visa escravizar o homem, mas, sim, libertá-lo! O sábado deveria servir para descanso e meditação, mas acabou sendo transformado em um pesadelo de regulamentos e listas "pode e não-pode". Jesus corrigiu este problema ensinando: "O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Marcos 2.27). 

Portanto, não estamos debaixo da lei, mas, sim, da graça. No entanto, o espírito da lei ainda permanece válido assim como corretamente interpretado e ensinado por Jesus e seus Apóstolos. Jesus e seus discípulos trabalharam no sábado colhendo espigas e curando os enfermos. Jesus foi perseguido por causa Sábado e nem ele e nem seus discípulos ordenaram os cristãos a guardarem o Sábado. Após a Ressurreição de Cristo no primeiro dia da Semana, o Domingo passou a ser o principal dia de culto, o que permanece válido até o dia de hoje. O princípio de descansar um dia em cada sete permanece válido também, sem o rigor legalista da antiga tradição judaica, mas para o bem do próprio ser humano e também para que o homem possa voltar-se para o seu Criador, reconhecendo que é dele que dependemos para sobrevivência e não de nossas próprias mãos. 

 No amor do Senhor, Bispo José Ildo Swartele de Mello

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Maldição Hereditária

Maldição Hereditária


Maldição Hereditária


Maldição Hereditária



MALDIÇÃO HEREDITÁRIA

Por Bispo José Ildo Swartele de Mello

"Que tendes vós, vós que dizeis esta parábola acerca da terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, a os dentes dos filhos se embotaram? Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que nunca mais direis este provérbio em Israel”. (Ez. 18:2 a 3).

INTRODUÇÃO

Alguns acreditam e ensinam que até os cristãos podem estar sujeitos à maldição de seus ancestrais. Existem livros e seminários que se prestam ao ensino de como quebrar as cadeias da maldição hereditária. Eles se baseiam principalmente em Êxodo 20:5 e Deuteronômio 5:9. Aliás, por causa de uma má interpretação destes textos, surgiu um ditado que se tornou muito popular em Israel "Os pais comeram uvas verdes, a os dentes dos filhos é que se embotaram”.Vemos esta idéia em Lamentações 5:7: 'Nossos pais pecaram, e já não existem; nós é que levamos o castigo das suas iniqüidades.” Bem, Jeremias já havia previsto um dia em que este provérbio não mais seria proferido: “Naqueles dias já não dirão: Os pais comeram uvas verdes, a os dentes dos filhos é que se embotaram”. (Jr. 31:29). Mas Ezequiel afirma que este dia já chegou: "Que tendes vós, vós que, acerca de Israel, proferis este provérbio, dizendo: os pais comeram uvas verdes, a os dentes dos filhos é que embotaram? Tão certo como Eu vivo, diz o Senhor Deus, jamais direis este provérbio em Israel” (Ez. 18:2 e 3). Para uma compreensão melhor desta passagem é aconselhável a leitura e o estudo de todo capítulo 18 de Ezequiel. Ambos os profetas eram contra esta perniciosa doutrina, que descambava em irresponsabilidade a fatalismo, pois é muito conveniente para alguns desviar a culpa de si mesmos e transferi-la para gerações anteriores, ou então, culpar o destino a as forças ocultas por nossos fracassos, pecados, vícios e misérias; chegando a acusar a Deus de injustiça, como em Ez. 18:25: “No entanto dizeis: o caminho do Senhor não é direito...”“.Em outras palavras, Ezequiel nos ensina que, em vez de voltarmos nossos olhos para trás em busca de resposta para os infortúnios do presente, em vez de culparmos nossos antepassados, ou os demônios, ou o destino, deveríamos olhar para nós mesmos a pedir a Deus que venha sondar os nossos corações, vendo se há em nós caminho mal, a fim de nos guiar pelos Seus caminhos. (Sl. 139). O pecado, sim, é que traz maldição: "... pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”.(Gl 6:7). "A maldição sem causa não se cumpre” (Pv. 26:2); "Amou a maldição: ela o apanhe; não quis a benção: aparte se dele”.(Sl. 109:17); "Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição” (Deut. 11:26), repare que bênção e maldição estão diante e não atrás das pessoas; tudo dependendo da nossa atitude para com Deus.

INFLUÊNCIA PAGÃ

Diversas religiões, como feitiçaria e macumba, sempre atribuíram poderes extraordinários aos pronunciamentos de benção e maldição, pois crêem que uma vez proferida uma maldição, ela passa a ter vida própria, não sossegando até o cumprimento de seu desígnio. E, para se ver livre de tal encanto, um homem precisaria recorrer a um feitiço ainda maior. Perceba que, assim, tudo fica no campo da magia. Tal idéia é dualista, gnóstica e antropocêntrica e implica numa negação da soberania de Deus, por colocar o destino das pessoas nas mãos ou palavras de outros seres humanos.

A infiltração do misticismo e da superstição nas igrejas evangélicas do Brasil é algo assustador. Muitos evangélicos substituíram as "três batidinhas na madeira" por uma nova forma de esconjuro, usando em todo o tempo a expressão "TÁ AMARRADO!", procurando, assim, quebrar o poder de uma palavra negativa, exorcizando um mal. E, por causa de tal influência pagã, muitos crentes sinceros estão ficando obcecados por "Batalha Espiritual", chegando a desenvolver uma grande sensibilidade e uma percepção muito forte da presença do maligno. Por mais que tentem, não conseguem disfarçar seu nervosismo e inquietude que são frutos de desconfiança e temor. Ficam arrepiados e atribuem isto a um pretenso discernimento espiritual.

Biblicamente falando, o pecado é que traz maldição, pois o pecado separa o homem de Deus. Deus é a única fonte de bênçãos. Bênção é o oposto de maldição. Maldição seria, então, estar distante de Deus.


CONTRA JACÓ NÃO VALEM ENCANTAMENTOS

A Bíblia ensina exaustivamente que os servos do Senhor não estão sujeitos à maldição, a não ser que se desviem do caminho do Senhor.

Balaão não pôde amaldiçoar o povo de Israel. Deus não o permitiu! Disse Balaão a Balaque: "Como posso amaldiçoar a quem o Senhor não amaldiçoou?" (Nm 23:8) e "Ele abençoou, não o posso revogar... O Senhor seu Deus está com ele... pois contra Jacó não vale encantamento”.(Nm 23:20, 21 a 23). Sabendo, pois, Balaão, que não se amaldiçoa o povo de Deus com feitiços ou rogando pragas, ensinou Balaão a Balaque como se poderia atingir o povo de Israel, ou seja, seduzindo o povo ao pecado, afastando os de Deus, que é a única fonte de bênção, levando o povo ao juízo e condenação: (Apocalipse 2:14; Nm 25:1 18 a Nm 31:8 a 16).

As palavras não possuem tanto poder como querem alguns, conforme concluímos das seguintes passagens: Tg. 2:15 16 e I Jo 3:18.

Salmo 109:17 "Amaldiçoem eles, mas Tu, abençoa; sejam confundidos os que contra mim se levantam; alegre se, porém, o teu servo”. E em Neemias 13:2 lemos: "Deus converte a maldição em bênção"; e, além disso, o ímpio não sai impune do seu intento de nos prejudicar: "amaldiçoarei os que to amaldiçoarem" (Gn 12:3). Ver também: Cl 2:14 15 a Pv. 3:26, 33.

O Salmo 91 nos deixa a seguinte promessa: "O Senhor te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Sob suas asas estarás seguro... praga nenhuma chegará a tua tenda...” E o Salmo 31:4 diz: "Tirar me ás do laço que, às ocultas, me armaram, pois Tu és a minha fortaleza" (Ver também: Sl 118:13; Sl 84; Sl 146:5, 7; Sl 147:13; Sl 139:1 16; Sl 133:3; Sl 121:3 8; Sl 46:1, 5, 7; Sl 33:18 22; Sl 32:7; Sl 28; 7 9; Sl 29:11; Sl 27:1 6; Sl 23:6; Sl 21:11; Sl 18:1 3, 27 50; Sl 16:5 8, 11).

CRISTO NOS RESGATOU DA MALDIÇÃO

“Cristo se fez maldição em nosso lugar”. Foi crucificado como se fosse um maldito para nos resgatar da maldição da lei, para que a benção chegasse até nós. (Gl. 3:13, 14). "Os da fé” não estão debaixo de nenhuma maldição, mas "são abençoados com o crente Abraão". (Gl. 3:9).

"Quem está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, tudo novo se tornou”.(2 Cor. 5:17). Não precisamos nos preocupar em desenhar nossa árvore genealógica, regredindo até a terceira a quarta geração quebrando as cadeias. Em primeiro lugar, porque pactos e alianças feitos pelos ancestrais não se transmitem automaticamente aos filhos. Favor não confundir conseqüências dos pecados dos pais com maldição. Pois é óbvio que os pais exercem forte influência sobre os filhos, ou para o bem ou para o mal. Mas isto não é o mesmo que dizer que eles estejam debaixo de uma maldição, de um feitiço, ou sob algum encantamento, que necessariamente precisa ser quebrado para livrá los de tal destino. Não devemos nos esquivar de nossas responsabilidades pessoais. E também, quando nos convertemos, o sangue precioso de Jesus nos purificou de todo o pecado (1Jo 1:7).

Não é necessário regredir pare nascer de novo, (Jo. 3). Um crente que volta atrás para quebrar cadeias de maldições hereditárias está pondo em dúvida a sua fé e a sua salvação. Está diminuindo o que Cristo fez por ele. Não está crendo que é nova criatura e que as coisas velhas já passaram. Não está descansando no poder de Deus a nem confiando no poder purificador e libertador do sangue de Jesus. (Cl. 2:14-15; Ap 1:5; Rm. 5:9; Ef. 1:7, Hb 9:12, 14; 1Pe 1:18-19).

Em vez de retrocedermos devemos fazer como o apóstolo Paulo: “... mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. (Fp 3:13b)”. O Senhor ainda diz ao seu povo: “Não vos lembreis das coisas passadas e nem considereis as antigas” (Is 43.18). Deus tem um caminho no meio da tormenta (Naum 1.3). Não duvide do amor de Deus. "Deus não nos deixou à deriva no mar da hereditariedade" (Max Lucado) e não estamos largados à própria sorte e nem somos joguetes nas mãos dos homens ou de espíritos malignos. Procure focalizar os aspectos positivos, “quero trazer a memória o que me pode dar esperança...” (Lm 3.21) e busque discernir a boa mão de Deus em sua vida, histórico familiar e hereditariedade, pois foi o próprio Deus quem nos formou com carinho e com bons propósitos que vão além da nossa compreensão: “Pois tu formaste o meu interior tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem”; (Sl 139.13, 14) e "Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança". (Jr 29:11).

Não há mais maldição e nem condenação para os que estão em Cristo (Rm 8:1). “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8:31). Tendo em mente a definição bíblica de maldição: separado de Deus, ouçamos o que o apóstolo Paulo ainda tem a dizer em Romanos 8:33 39: "quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?... quem os condenará?... quem nos separará do amor de Cristo?... Pois eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor".

"Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou pare o Reino do Filho do Seu amor, no qual temos a remissão dos pecados, a redenção" (Co 1:13, 14, ver também Co 2:12 15; 3:1 3 10; Ef 1:3 14, 18 20).

Firme-se na Palavra de Deus e não se deixe levar por todo vento de doutrina e não se deixe enganar por aqueles que distorcem as Escrituras com intuito de atrairem discípulos para sí. A ignorância e a superstição escravizam, mas a verdade liberta. (Jo. 8:32). Só como curiosidade: a última palavra do Antigo Testamento é "maldição"; já o primeiro e mais importante sermão do Senhor Jesus Cristo registrado no Novo Testamento inicia-se com o termo: "BEM AVENTURADO"!


Ainda sobre este assunto leia o estudo sobre Batalha Espiritual:
BIBLIOGRAFIA

Gondin, Ricardo O Evangelho da Nova Era Abba Press São Paulo SP 1993
Romeiro, Paulo Super Crentes Mundo Cristão São Paulo SP 1993.
Artigo especial da revista "Vos Scripturae 3:2 (setembro de 1993) pág.131 a 150. Artigo de Alan B. Pierrat, intitulado:” O Segredo da Espiritualidade da Prosperidade."
Lucado, Max. "Superando sua hereditariedade" http://www.irmaos.com/maxlucado/?id=1306

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Santidade no Século XXI

Palestras da Fraternidade Wesleyana de Santidade na 60a. Semana Wesleyana da Faculdade de Teologia Metodista de São Bernardo do Campo.



"Santidade no Século 21" parte 1 from FaTeo on Vimeo.



"Santidade no Século 21" por Bispo Ildo Melo






"Santidade no Século 21" Parte 2 from FaTeo on Vimeo.



"Santidade no Século 21" por Capitão Nelson Wakai


Reportagem Completa da Celebração do Coração Aquecido


Grande Celebração do Coração Aquecido

Igrejas de tradição Wesleyana reunidas no Ginásio do Ibirapuera com o propósito de dar testemunho de sua unidade em Cristo e de seu compromisso em reformar a nação, a começar pela Igreja, espalhando a semente do Evangelho Regenerador e Santificador de Cristo por toda a Terra.
21/05/11
Coracao_Aquecido_Geral



Abertura




Clip emocionante com Fotos



Muito mais Fotos:

 


Hino Nacional - CJC Metodista Livre e Banda do Exército de Salvação


cjc_hino_nacional

Coral Mil Vozes e Orquestra da Metodista Wesleyana



Louvores



Mensagem




PRONUNCIAMENTO DAS IGREJAS DE TRADIÇÃO WESLEYANA NO DIA 21 DE MAIO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Assembleia



“UNIDOS PELA VIDA”

João Wesley, com seu irmão Carlos Wesley e um grupo de pessoas cristãs , revolucionou o pensamento e a prática cristã na Inglaterra no século XVIII

No contexto de um caos religioso, moral, social, econômico, no princípio da industrialização, a partir de uma vital experiência religiosa ocorrida em 24 de maio de1738, surge um “movimento denominado wesleyano” do qual de sua vertente fluem vários grupos denominacionais cristãos, totalizando hoje no mundo o montante de 100.000.000 de fiéis mais seus familiares e seguidores.

Hoje, aqui, estamos com um contingente da Família Wesleyana em momento celebrativo representando as Igrejas Exército de Salvação, Holiness, Metodista, Metodista Livre, Metodista Wesleyana, Igreja do Nazareno , bem como outros segmentos da tradição wesleyana expressando a nossa gratidão a Deus pela visão e estilo de vida surgidas a partir do movimento no século XVIII e as dimensões espirituais, éticas, morais, sociais que ele nos delegou.

A Vocação divina concedida ao Movimento Wesleyano se fundamenta na Graça de Deus, revelada em Jesus Cristo, sob a dinâmica do Espírito Santo contempla a vitalidade de uma espiritualidade profunda de comunhão com Cristo, através de “uma experiência espiritual pessoal” progressiva, contínua guiando-nos ao caminho da “perfeição cristã”, também chamado de “santificação”.

Não é uma visão aparentemente “intimista”, mas tem os seus reflexos pessoal, familiar, social em todos os seus aspectos. Wesley pregou aos “mineiros”, nas prisões, lutou contra a escravidão, à marginalização da mulher, abriu espaços educacionais a uma multidão de crianças abandonas, dando uma dimensão de “piedade” e de “atos de misericórdia” junto da Comunidade.

São muitos os testemunhos históricos que afirmam que “esse movimento” livrou a Inglaterra de uma revolução sangrenta, proporcionando uma profunda reforma na vida da nação.

Cremos em nossa Vocação Cristã numa ação missionária que atinge a vida humana em seus vários segmentos, em particular numa responsabilidade cívica e social.

Nessa perspectiva, reafirmamos nesta Casa Legislativa o nosso compromisso com a vida manifesta em Cristo Jesus em termos de justiça, paz, reconciliação e integridade da criação.

Igualmente, assumimos o compromisso enquanto família wesleyana, em terras brasileiras, de continuar a exercer o ministério profético, de anúncio e edificação dos sinais do Reino de Deus e de denúncia e erradicação de tudo quanto gera injustiça e morte.

Fiéis à direção do Espírito Santo, sentimos que Ele nos leva ao compromisso de anunciar o Evangelho em sua plenitude, a lutar contra a injustiça sendo solidários com os pobres, oprimidos, marginalizados e discriminados pela presente ordem política, econômica, social, moral, ética e espiritual.

Dessa forma, comprometemo-nos a deixar que Deus nos use, como família cristã e wesleyana visando cumprir a nossa vocação histórica que é: “reformar a nação, particularmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica sobre toda a terra” (João Wesley).

a. Respeito à liberdade de expressão e ser e à separação entre o Estado e a Igreja, não significando com isso ausência de diálogo e de uma ação profética a favor dos valores maiores do Reino de Deus fincados no amor, na reconciliação, na presença da Justiça, da ética, da paz, do respeito humano, da solidariedade e do respeito. 
b. Nossa preocupação com a tramitação no Senado Federal da PL 122/2006 (Projeto de Lei número 5003/2001), que criminaliza toda e qualquer manifestação contrária a orientação sexual da homossexualidade.Compreendemos que a PL fere à Constituição Brasileira que sublinha no caput do Art. 5o: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” , bem como, desrespeita a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 que no Art. 18 afirma “que todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”, e no Art. 19o complementa: “que toda a pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão, o que inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios independente de fronteiras. O PL favorece uma minoria em detrimento da grande maioria do povo brasileiro. 
c. A falta de uma ação mais efetiva que venha preservar o “meio ambiente”, expressando cuidado para com ele através da formação educativa de nossas crianças e jovens e de ações e leis que defendam os “mananciais”, as matas e florestas, os rios, as montanhas e tudo o mais que venha a desequilibrar o harmonia da Criação.
d. Uma ação efetiva contra todas as formas de violência presentes no tecido social afetando pessoas, famílias grupos sociais os mais diversos. Nesse sentido, nos postamos a favor do desarmamento, tão necessário em nosso país. 
e. A cultura de uma ação cidadã responsável, através de uma educação cívica fundada em valores universais básicos para o respeito, o direito e a justiça sociais. 
f. Preocupação e busca de ação concreta contra a presença do “álcool, da droga, da liberação do sexo irresponsável”, que traz como consequência a deteriorização da Pátria e de seus cidadãos. 
g. A contraposição aos valores da Pós-modernidade, tais como o “individualismo”, o ”egocentrismo”, a “busca do prazer”, o “domínio da força”, o apogeu do nome, da autoridade, da posição, da busca do poder, do domínio a todo o custo, com os valores do Evangelho do Reino e da Ética Universal, respeitada por todos os que militam no caminho da Justiça e da Paz. 
h. Preocupa-nos uma “política” que estimula o “consumismo” sob todas as formas como um meio de desenvolvimento econômico, levando uma multidão de concidadãos à dívidas impagáveis, em especial pela cobrança indevida de altos juros nas transações efetuadas. 
i. Não concordamos com os “meios” que tendo em vista os “fins” a serem atingidos são usados de forma indevida e de forma contraditória em qualquer nível e área do viver, da vida nacional ou Internacional.

Fazemos este pronunciamento com respeito e consideração, orando ao Senhor a favordas nossas autoridades constituídas aqui, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, bem como pela presidência da República, Congresso Nacional e demais autoridades nacionais.

Expressamos o nosso respeito e colocando-nos à disposição através de nossas Igrejas aqui representadas para colaborar em favor de uma sociedade melhor para todos.


São Paulo, 21 de maio de 2011.


Adriel de Souza Maia, Bispo-Presidente 3a.Região –Igreja Metodista.
Andreson Caleb – Bispo-Presidente 3a. Região – Igreja Metodista Wesleyana,
Eduardo Goya - Pastor – Igreja Evangélica Holiness do Brasil
José Ildo Swartele de Mello – Bispo-Presidente da Igreja Metodista Livre
Oscar Saches – Comissário Exército da Salvação
L. Aguiar Valvassoura - Pastor-Presidente da Igrea do Nazareno



Passeata Ecológica que culminou com o plantio da Árvore Wesleyana no Parque do Ibirapuera

700 pessoas participaram de uma passeata ecológica no Parque do Ibirapuera como sinal do nosso compromisso com a Salvação de Cristo que promove reconciliação do homem com seu criador, com seu próximo e com toda a Natureza! No final da caminhada, plantamos uma árvore que denominamos Árvore Wesleyana, sinal de nossa unidade e missão em favor da vida.

caminhada_ecologica

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Fraternidade Wesleyana de Santidade: Sitesantidadeeunidade.org e Blog:santidadeeunidade.blogspot.com

terça-feira, 24 de maio de 2011

Seguindo a Deus de perto!

por

A. W. Tozer




“A minha alma apega-se a ti: a tua destra me ampara” (Sl 63:8.).

O evangelho nos ensina a doutrina da graça preveniente, que significa simplesmente que, antes de um homem poder buscar a Deus, Deus tem que buscá-lo primeiro.

Para que o pecador tenha uma idéia correta a respeito de Deus, deve receber antes um toque esclarecedor em seu íntimo; que, mesmo que seja imperfeito, não deixa de ser verdadeiro, e é o que desperta nele essa fome espiritual que o leva à oração e à busca.

Procuramos a Deus porque, e somente porque, Ele primeiramente colocou em nós o anseio que nos lança nessa busca. “Ninguém pode vir a mim”, disse o Senhor Jesus, “se o Pai que me enviou não o trouxer” (Jo 6:44), e é justamente através desse trazer preveniente, que Deus tira de nós todo vestígio de mérito pelo ato de nos achegarmos a Ele. O impulso de buscar a Deus origina-se em Deus, mas a realização do impulso depende de O seguirmos de todo o coração. E durante todo o tempo em que O buscamos, já estamos em Sua mão: “... o Senhor o segura pela mão” (Sl 37:24.).

Nesse “amparo” divino e no ato humano de “apegar-se” não há contradição. Tudo provém de Deus, pois, segundo afirma Von Hügel, Deus é sempre a causa primeira. Na prática, entretanto (isto é, quando a operação prévia de Deus se combina com uma reação positiva do homem), cabe ao homem a iniciativa de buscar a Deus. De nossa parte deve haver uma participação positiva, para que essa atração divina possa produzir resultados em termos de uma experiência pessoal com Deus. Isso transparece na calorosa linguagem que expressa o sentimento pessoal do salmista no Salmo 42: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando irei e me verei perante a face de Deus?” E um apelo que parte do mais profundo da alma, e qualquer coração anelante pode muito bem entendê-lo.

A doutrina da justificação pela fé — uma verdade bíblica, e uma bênção que nos liberta do legalismo estéril e de um inútil esforço próprio — em nosso tempo tem-se degenerado bastante, e muitos lhe dão uma interpretação que acaba se constituindo um obstáculo para que o homem chegue a um conhecimento verdadeiro de Deus. O milagre do novo nascimento está sendo entendido como um processo mecânico e sem vida. Parece que o exercício da fé já não abala a estrutura moral do homem, nem modifica a sua velha natureza. É como se ele pudesse aceitar a Cristo sem que, em seu coração, surgisse um genuíno amor pelo Salvador. Contudo, o homem que não tem fome nem sede de Deus pode estar salvo? No entanto, é exatamente nesse sentido que ele é orientado: conformar-se com uma transformação apenas superficial.

Os cientistas modernos perderam Deus de vista, em meio às maravilhas da criação; nós, os crentes, corremos o perigo de perdermos Deus de vista em meio às maravilhas da Sua Palavra. Andamos quase inteiramente esquecidos de que Deus é uma pessoa, e que, por isso, devemos cultivar nossa comunhão com Ele como cultivamos nosso companheirismo com qualquer outra pessoa. É parte inerente de nossa personalidade conhecer outras personalidades, mas ninguém pode chegar a um conhecimento pleno de outrem através de um encontro apenas. Somente após uma prolongada e afetuosa convivência é que dois seres podem avaliar mutuamente sua capacidade total.

Todo contato social entre os seres humanos consiste de um reconhecimento de uma personalidade para com outra, e varia desde um esbarrão casual entre dois homens, até a comunhão mais íntima de que é capaz a alma humana. O sentimento religioso consiste, em sua essência, numa reação favorável das personalidades criadas, para com a Personalidade Criadora, Deus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste".

Deus é uma pessoa, e nas profundezas de Sua poderosa natureza Ele pensa, deseja, tem gozo, sente, ama, quer e sofre, como qualquer outra pessoa. Em seu relacionamento conosco, Ele se mantém fiel a esse padrão de comportamento da personalidade. Ele se comunica conosco por meio de nossa mente, vontade e emoções.

O cerne da mensagem do Novo Testamento é a comunhão entre Deus e a alma remida, manifestada em um livre e constante intercâmbio de amor e pensamento.

Esse intercâmbio, entre Deus e a alma, pode ser constatado pela percepção consciente do crente. É uma experiência pessoal, isto é, não vem através da igreja, como Corpo, mas precisa ser vivida, por cada membro. Depois, em conseqüência dele, todo o Corpo será abençoado. E é uma experiência consciente: isto é, não se situa no campo do subconsciente, nem ocorre sem a participação da alma (como, por exemplo, segundo alguns imaginam, se dá com o batismo infantil), mas é perfeitamente perceptível, de modo que o homem pode “conhecer” essa experiência, assim como pode conhecer qualquer outro fato experimental.

Nós somos em miniatura, (excetuando os nossos pecados) saquilo que Deus é em forma infinita. Tendo sido feitos a Sua imagem, temos dentro de nós a capacidade de conhecê-lO. Enquanto em pecado, falta-nos tão-somente o poder. Mas, a partir do momento em que o Espírito nos revivifica, dando-nos uma vida regenerada, todo o nosso ser passa a gozar de afinidade com Deus, mostrando-se exultante e grato. Isso é este nascer do Espírito sem o qual não podemos ver o reino de Deus. Entretanto, isso não é o fim, mas apenas o começo, pois é a partir daí que o nosso coração inicia o glorioso caminho da busca, que consiste em penetrar nas infinitas riquezas de Deus. Posso dizer que começamos neste ponto, mas digo também que homem nenhum já chegou ao final dessa exploração, pois os mistérios da Trindade são tão grandes e insondáveis que não têm limite nem fim.

Encontrar-se com o Senhor, e mesmo assim continuar a buscá-lO, é o paradoxo da alma que ama a Deus. É um sentimento desconhecido daqueles que se satisfazem com pouco, mas comprovado na experiência de alguns filhos de Deus que têm o coração abrasado. Se examinarmos a vida de grandes homens e mulheres de Deus, do passado, logo sentiremos o calor com que buscavam ao Senhor. Choravam por Ele, oravam, lutavam e buscavam-nO dia e noite, a tempo e fora do tempo, e, ao encontrá-lO, a comunhão parecia mais doce, após a longa busca. Moisés usou o fato de que conhecia a Deus como argumento para conhecê-lO ainda melhor. “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o Teu caminho, para que eu Te conheça, e ache graça aos Teus olhos” (Ex 33:13). E, partindo daí, fez um pedido ainda mais ousado: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Ex 33:18). Deus ficou verdadeiramente alegre com essa demonstração de ardor e, no dia seguinte, chamou Moisés ao monte, e ali, em solene cortejo, fez toda a Sua glória passar diante dele.

A vida de Davi foi uma contínua ânsia espiritual. Em todos os seus salmos ecoa o clamor de uma alma anelante, seguido pelo brado de regozijo daquele que é atendido. Paulo confessou que a mola-mestra de sua vida era o seu intenso desejo de conhecer a Cristo mais e mais. “Para O conhecer” (Fp 3:10), era o objetivo de seu viver, e para alcançar isso, sacrificou todas as outras coisas. “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor: por amor do qual perdi todas as cousas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3:8).

Muitos hinos evangélicos revelam este anelo da alma por Deus, embora a pessoa que canta, já saiba que o encontrou. Há apenas uma geração, nossos antepassados cantavam o hino que dizia: “Verei e seguirei o Seu caminho”; hoje não o ouvimos mais entre os cristãos. É uma tragédia que, nesta época de trevas, deixemos só para os pastores e líderes a busca de uma comunhão mais íntima com Deus. Agora, tudo se resume num ato inicial de “aceitar” a Cristo (a propósito, esta palavra não é encontrada na Bíblia), e daí por diante não se espera que o convertido almeje qualquer outra revelação de Deus para a sua alma. Estamos sendo confundidos por uma lógica espúria que argumenta que, se já encontramos o Senhor, não temos mais necessidade de buscá-lO. Esse conceito nos é apresentado como sendo o mais ortodoxo, e muitos não aceitariam a hipótese de que um crente instruído na Palavra pudesse crer de outra forma. Assim sendo, todas as palavras de testemunho da Igreja que significam adoração, busca e louvor, são friamente postas de lado. A doutrina que fala de uma experiência do coração, aceita pelo grande contingente dos santos que possuíam o bom perfume de Cristo, hoje é substituída por uma interpretação superficial das Escrituras, que sem dúvida soaria como muito estranha para Agostinho, Rutherford ou Brainerd.

Em meio a toda essa frieza existem ainda alguns — alegro-me em reconhecer — que jamais se contentarão com essa lógica superficial. Talvez até reconheçam a força do argumento, mas depois saem em lágrimas à procura de algum lugar isolado, a fim de orarem: “Ó Deus, mostra-me a tua glória”. Querem provar, ver com os olhos do íntimo, quão maravilhoso Deus é.

Ë meu propósito instilar nos leitores um anseio mais profundo pela presença de Deus. É justamente a ausência desse anseio que nos tem conduzido a esse baixo nível espiritual que presenciamos em nossos dias. Uma vida cristã estagnada e infrutífera é resultado da ausência de uma sede maior de comunhão com Deus. A complacência é inimigo mortal do crescimento cristão. Se não existir um desejo profundo de comunhão, não haverá manifestação de Cristo para o Seu povo. Ele espera que o procuremos. Infelizmente, no caso de muitos crentes, é em vão que essa espera se prolonga.

Cada época tem suas próprias características. Neste exato instante encontramo-nos em um período de grande complexidade religiosa. A simplicidade existente em Cristo raramente se acha entre nós. Em lugar disso, vêem-se apenas programas, métodos, organizações e um mundo de atividades animadas, que ocupam tempo e atenção, mas que jamais podem satisfazer à fome da alma. A superficialidade de nossas experiências íntimas, a forma vazia de nossa adoração, e aquela servil imitação do mundo, que caracterizam nossos métodos promocionais, tudo testifica que nós, em nossos dias, conhecemos a Deus apenas imperfeitamente, e que raramente experimentamos a Sua paz.

Se desejamos encontrar a Deus em meio a todas as exteriorizações religiosas, primeiramente temos que resolver buscá-Lo, e daí por diante prosseguir no caminho da simplicidade. Agora, como sempre o fez, Deus revela-Se aos pequeninos e se oculta daqueles que são sábios e prudentes aos seus próprios olhos. É mister que simplifiquemos nossa maneira de nos aproximar dEle. Urge que fiquemos tão-somente com o que é essencial (e felizmente, bem poucas coisas são essenciais). Devemos deixar de lado todo esforço para impressioná-lO e ir a Deus com a singeleza de coração da criança. Se agirmos dessa forma, Deus nos responderá sem demora.

Não importa o que a Igreja e as outras religiões digam. Na realidade, o que precisamos é de Deus mesmo. O hábito condenável de buscar “a Deus e” é que nos impede de encontrar ao Senhor na plenitude de Sua revelação. É no conectivo “e” que reside toda a nossa dificuldade. Se omitíssemos esse “e”, em breve acharíamos o Senhor e nEle encontraríamos aquilo por que intimamente sempre anelamos.

Não precisamos temer que, se visarmos tão-somente a comunhão com Deus, estejamos limitando nossa vida ou inibindo os impulsos naturais do coração. O oposto é que é verdade. Convém-nos perfeitamente fazer de Deus o nosso tudo, concentrando-nos nEle, e sacrificando tudo por causa dEle.

O autor do estranho e antigo clássico inglês, The Cloud of Unknowing (A nuvem do desconhecimento), dá-nos instruções de como conseguir isso. Diz ele: “Eleve seu coração a Deus num impulso de amor; busque a Ele, e não Suas bênçãos. Daí por diante, rejeite qualquer pensamento que não esteja relacionado com Deus. E assim não faça nada com sua própria capacidade, nem segundo a sua vontade, mas somente de acordo com Deus. Para Deus, esse é o mais agradável exercício espiritual”.

Em outro trecho, o mesmo autor recomenda que, em nossas orações, nos despojemos de todo o empecilho, até mesmo de nosso conhecimento teológico. “Pois lhe basta a intenção de dirigir-se a Deus, sem qualquer outro motivo além da pessoa dEle.” Não obstante, sob todos os seus pensamentos, aparece o alicerce firme da verdade neotestamentária, porquanto explica o autor que, ao referir-se a “ele”, tem em vista “Deus que o criou, resgatou, e que, em Sua graça, o chamou para aquilo que você agora é”. Este autor defende vigorosamente a simplicidade total: “Se desejamos ver a religião cristã resumida em uma única palavra, para assim compreendermos melhor o seu alcance, então tomemos uma palavra de uma sílaba ou duas. Quanto mais curta a palavra, melhor será, pois uma palavra menor está mais de acordo com a simplicidade que caracteriza toda a operação do Espírito. Tal palavra deve ser ou Deus ou Amor”.

Quando o Senhor dividiu a terra de Canaã entre as tribos de Israel, a de Levi não recebeu partilha alguma. Deus disse-lhe simplesmente: “Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel” (Nm 18:20), e com essas palavras tornou-a mais rica que todas as suas tribos irmãs, mais rica que todos os reis e rajás que já viveram neste mundo. E em tudo isto transparece um princípio espiritual, um princípio que continua em vigor para todo sacerdote do Deus Altíssimo.

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa — Deus — de maneira pura, legítima e eterna.

Ó Deus, tenho provado da Tua bondade, e se ela me satisfaz, também aumenta minha sede de experimentar ainda mais. Estou perfeitamente consciente de que necessito de mais graça. Envergonho-me de não possuir uma fome maior. Ó Deus, ó Deus trino, quero buscar-Te mais; quero buscar apenas a Ti; tenho sede de tornar-me mais sedento ainda. Mostra-me a Tua glória, rogo-Te, para que assim possa conhecer-Te verdadeiramente. Por Tua misericórdia, começa em meu íntimo uma nova operação de amor. Diz à minha alma: “Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem” (Ct 2:10). E dá-me graça para que me levante e te siga, saindo deste vale escuro onde estou vagueando há tanto tempo. Em nome de Jesus. Amém.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Abertura da Grande Celebração do Coração Aquecido


Abertura da Grande Celebração do Coração Aquecido em 21 de Maio de 2011 que reuniu as igrejas de origem wesleyana com o propósito de espalhar a santidade bíblica por toda a terra. Salvação é cura e restauração. Salvação é reconciliação do homem com seu criador, com o seu semelhante e com toda a criação de Deus.

A Função Transformadora do Evangelho e da Igreja - Parte 01/02

Série de vídeos da Celebração do Coração Aquecido!


Foi lindo ver as igrejas de origem wesleyana unidas no propósito de reformar a nação, particularmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica sobre toda a terra.

domingo, 22 de maio de 2011

Hino Nacional - CJC e Banda Nacional do Exército de Salvação


Banda Nacional do Exército de Salvação executando o Hino Nacional acompanhados dos Cruzados Juvenis Cristãos Metodistas Livres. Momentos inesquecíveis!

Pronunciamento das Igrejas de origem Wesleyana na Assembléia Legislativa de São Paulo



PRONUNCIAMENTO DAS IGREJAS DE TRADIÇÃO WESLEYANA NO DIA 21 DE MAIO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
“UNIDOS PELA VIDA”
João Wesley, com seu irmão Carlos Wesley e um grupo de pessoas cristãs , revolucionou o pensamento e a prática cristã na Inglaterra no século XVIII
No contexto de um caos religioso, moral, social, econômico, no princípio da industrialização, a partir de uma vital experiência religiosa ocorrida em 24 de maio de1738, surge um “movimento denominado wesleyano” do qual de sua vertente fluem vários grupos denominacionais cristãos, totalizando hoje no mundo o montante de 100.000.000 de fiéis mais seus familiares e seguidores.
Hoje, aqui, estamos com um contingente da Família Wesleyana em momento celebrativo representando as Igrejas Exército de Salvação, Holiness, Metodista, Metodista Livre, Metodista Wesleyana, Igreja do Nazareno , bem como outros segmentos da tradição wesleyana expressando a nossa gratidão a Deus pela visão e estilo de vida surgidas a partir do movimento no século XVIII e as dimensões espirituais, éticas, morais, sociais que ele nos delegou.
A Vocação divina concedida ao Movimento Wesleyano se fundamenta na Graça de Deus, revelada em Jesus Cristo, sob a dinâmica do Espírito Santo contempla a vitalidade de uma espiritualidade profunda de comunhão com Cristo, através de “uma experiência espiritual pessoal” progressiva, contínua guiando-nos ao caminho da “perfeição cristã”, também chamado de “santificação”.
Não é uma visão aparentemente “intimista”, mas tem os seus reflexos pessoal, familiar, social em todos os seus aspectos. Wesley pregou aos “mineiros”, nas prisões, lutou contra a escravidão, à marginalização da mulher, abriu espaços educacionais a uma multidão de crianças abandonas, dando uma dimensão de “piedade” e de “atos de misericórdia” junto da Comunidade.
São muitos os testemunhos históricos que afirmam que “esse movimento” livrou a Inglaterra de uma revolução sangrenta, proporcionando uma profunda reforma na vida da nação.
Cremos em nossa Vocação Cristã numa ação missionária que atinge a vida humana em seus vários segmentos, em particular numa responsabilidade cívica e social.
Nessa perspectiva, reafirmamos nesta Casa Legislativa o nosso compromisso com a vida manifesta em Cristo Jesus em termos de justiça, paz, reconciliação e integridade da criação.
Igualmente, assumimos o compromisso enquanto família wesleyana, em terras brasileiras, de continuar a exercer o ministério profético, de anúncio e edificação dos sinais do Reino de Deus e de denúncia e erradicação de tudo quanto gera injustiça e morte.
Fiéis à direção do Espírito Santo, sentimos que Ele nos leva ao compromisso de anunciar o Evangelho em sua plenitude, a lutar contra a injustiça sendo solidários com os pobres, oprimidos, marginalizados e discriminados pela presente ordem política, econômica, social, moral, ética e espiritual.
Dessa forma, comprometemo-nos a deixar que Deus nos use, como família cristã e wesleyana visando cumprir a nossa vocação histórica que é: “reformar a nação, particularmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica sobre toda a terra” (João Wesley).
a. Respeito à liberdade de expressão e ser e à separação entre o Estado e a Igreja, não significando com isso ausência de diálogo e de uma ação profética a favor dos valores maiores do Reino de Deus fincados no amor, na reconciliação, na presença da Justiça, da ética, da paz, do respeito humano, da solidariedade e do respeito.
b. Nossa preocupação com a tramitação no Senado Federal da PL 122/2006 (Projeto de Lei número 5003/2001), que criminaliza toda e qualquer manifestação contrária a orientação sexual da homossexualidade.Compreendemos que a PL fere à Constituição Brasileira que sublinha no caput do Art. 5o: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” , bem como, desrespeita a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 que no Art. 18 afirma “que todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”, e no Art. 19o complementa: “que toda a pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão, o que inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios independente de fronteiras. O PL favorece uma minoria em detrimento da grande maioria do povo brasileiro.
c. A falta de uma ação mais efetiva que venha preservar o “meio ambiente”, expressando cuidado para com ele através da formação educativa de nossas crianças e jovens e de ações e leis que defendam os “mananciais”, as matas e florestas, os rios, as montanhas e tudo o mais que venha a desequilibrar o harmonia da Criação.
d. Uma ação efetiva contra todas as formas de violência presentes no tecido social afetando pessoas, famílias grupos sociais os mais diversos. Nesse sentido, nos postamos a favor do desarmamento, tão necessário em nosso país.
e. A cultura de uma ação cidadã responsável, através de uma educação cívica fundada em valores universais básicos para o respeito, o direito e a justiça sociais.
f. Preocupação e busca de ação concreta contra a presença do “álcool, da droga, da liberação do sexo irresponsável”, que traz como consequência a deteriorização da Pátria e de seus cidadãos.
g. A contraposição aos valores da Pós-modernidade, tais como o “individualismo”, o ”egocentrismo”, a “busca do prazer”, o “domínio da força”, o apogeu do nome, da autoridade, da posição, da busca do poder, do domínio a todo o custo, com os valores do Evangelho do Reino e da Ética Universal, respeitada por todos os que militam no caminho da Justiça e da Paz.
h. Preocupa-nos uma “política” que estimula o “consumismo” sob todas as formas como um meio de desenvolvimento econômico, levando uma multidão de concidadãos à dívidas impagáveis, em especial pela cobrança indevida de altos juros nas transações efetuadas.
i. Não concordamos com os “meios” que tendo em vista os “fins” a serem atingidos são usados de forma indevida e de forma contraditória em qualquer nível e área do viver, da vida nacional ou Internacional.
Fazemos este pronunciamento com respeito e consideração, orando ao Senhor a favordas nossas autoridades constituídas aqui, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, bem como pela presidência da República, Congresso Nacional e demais autoridades nacionais.
Expressamos o nosso respeito e colocando-nos à disposição através de nossas Igrejas aqui representadas para colaborar em favor de uma sociedade melhor para todos.
São Paulo, 21 de maio de 2011.
Adriel de Souza Maia, Bispo-Presidente 3a.Região –Igreja Metodista.
Andreson Caleb – Bispo-Presidente 3a. Região – Igreja Metodista Wesleyana,
Eduardo Godoy- Pastor – Igreja Evangélica Holiness do Brasil
José Ildo Melo – Bispo-Presidente da Igreja Metodista Livre.
Oscar Saches – Comissário Exército da Salvação.
L. Aguiar Valvassoura - Pastor-Presidente da Igreja do Nazareno.

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