sábado, 29 de dezembro de 2012

A culpa do inacabado

‎"Abram a Bíblia e vejam do começo até o fim esses homens que por chamado de Deus foram arrancados da banalidade da vida, lançados em uma grande aventura, revestidos de um poder criador que não vinha deles mesmos. Então sentimos claramente que esta culpa do inacabado é uma culpa de não-inspiração, de falta de contato com Deus; de não atender a seu chamado." 

Paul Tournier - Livro Culpa e Graça.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Como começar bem o ano


No primeiro domingo do ano de 1980 eu entreguei minha vida a Jesus. Não que eu não fosse um cristão até então, pois eu lia a Bíblia e orava cotidianamente, o problema é que eu seguia a Cristo à distância, semelhante a Pedro por ocasião da prisão de Jesus (Lc 22.52). Quem segue a Jesus de longe acaba caindo em muitas tentações, chegando a ponto de até mesmo negar que conhece a Jesus (Lc 22.56-61).

Eu cria em Cristo, mas não me entregava a ele de corpo e alma. Eu o seguia à minha maneira, mantendo uma distância segura para preservar minha pele, meus sonhos, meus planos, meus alvos, meus prazeres, enfim, meu ego, pois eu queria continuar sendo o regente inconteste da minha existência.

Naquela oportunidade eu também mantinha distância da Igreja. Embora eu soubesse que Jesus havia instituído a Igreja e delegado a ela a incumbência de dar sequencia a sua grande missão, tal consciencia foi diminuindo com o passar do tempo, de modo que eu fui largando mão da Igreja, me esquecendo de que ser batizado em Jesus é também ser batizado no Corpo de Cristo que é a Igreja (1 Co 12.13). Então, eu fui desenvolvendo um jeito peculiar de ser cristão, um estilo individualista, apartado da igreja, como um ilha está separada do continente. De maneira que a minha situação era bem pior que a de Pedro. Pois o erro de Pedro foi ter seguido a Jesus de longe naquele fatídico dia, o que não era o costume dele, pois Pedro estava sempre seguindo a Jesus de perto e também fazia parte do grupo mais seleto de seguidores de Cristo. Embora a igreja esteja cheia de imperfeições, a Bíblia ensina que Jesus "amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra" (Ef 5:25-26). Em vez de ficarmos do lado de fora, criticando a igreja por conta dos iscariotes que há nela, devemos nos unir a Cristo, aos pedrosjoãos e tiagos que sinceramente trabalham em favor do aperfeiçoamento da igreja, pois ela cumpre um papel vital no plano de Deus para este mundo.

Então, eu precisava despertar para o fato de que não podia continuar negando a Cristo e a sua Igreja. Eu precisava assumir o meu cristianismo. Eu precisava negar a mim mesmo para poder carregar a minha própria cruz. Eu precisava confiar em Cristo a ponto de entregar a minha alma, minha vida e meu futuro em suas mãos. Eu precisa abandonar o meu estilo de seguir a Jesus, para segui-lo à sua maneira e não à minha. Eu precisava confessar que estava amando mais a mim mesmo do que a Deus. Eu precisava também reconhecer que o estava negando quando não o confessava publicamente como Senhor da minha vida até mesmo por motivo de vergonha da opinião dos outros ou porque não queria me identificar com ele para seguir vivendo à vontade com meus pecados.

Foi aí que eu decidi seguir a Jesus de perto! Decidi ser discípulo de verdade e não apenas um mero crente ou cristão. Eu assumi um compromisso com Jesus e com a Sua Igreja. Comecei a frequentar a Igreja, mais que isto, eu me tornei parte da Igreja de Cristo! Fiz um pacto com Deus, passando a levar a sério o meu batismo. Ou seja, eu passei a viver o meu batismo cristão. Foi aí também que eu experimentei uma libertação! Jesus tomou o fardo do pecado que estava sobre as minhas costas! Que alívio! Eu experimentei o céu na terra! Uma alegria indizível! A certeza de que estava perdoado e de que minha vida e futuro estavam nas mãos do ser mais poderoso e bondoso de todo o Universo. Jesus se tornou o meu melhor amigo. Eu abri a porta do meu coração para ele habitar (Ap 3.20). Eu reconheci que ele é o legítimo Rei e me submeti alegre e confiadamente ao seu senhorio!

Lá se vão 33 anos de experiência tendo Jesus como comandante da minha vida e posso afirmar que aquela foi a decisão que mudou o curso da minha história para melhor em todos os sentidos. Desde então, eu tenho provado do cuidado bondoso de Deus e desfrutado da companhia real e transformadora de Cristo. Vale a pena entregar a vida a ele. Se ainda não o fez, comece o ano tomando a decisão que mudará o rumo de sua vida terrena e eterna.

Um abençoadíssimo 2013 na presença de Jesus!

Bispo Ildo Mello


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O que Ele é pra mim

Cuiabá, 25/12/2012

As mensagens de Natal chegam todo o tempo: por email, celular, correio, pessoalmente: amigos, amigos "mais chegados que irmão", colegas, parceiros de trabalho, todos desejando um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. É tão bom! É uma época tão especial em que nos vemos atentos ao "outro", desejando o melhor para todos! Uma época em que a fraternidade "está no ar..." Aí fiquei pensando: e eu, o que posso enviar para todos eles. Qual a melhor mensagem? Todas são tão lindas...Então, resolvi falar "O que Ele é para mim". O que esse Jesus do Natal, o Deus Emanuel (significa Deus presente), nascido da Virgem Maria é para mim, para minha pessoa.

Tenho que começar dizendo que, se eu fosse escrever um livro ele se chamaria "Marcada para Viver". Isso porque várias circunstâncias procuraram tirar-me a vida, no sentido da vida em alegria, paz e esperança. E estava bem encaminhada para isso: aos 40 anos era uma pessoa controladora, manipuladora, legalista, autoritária, intolerante, desconfiada, solitária, insegura, orgulhosa de meus feitos, independente de Deus, viciada em trabalho, triste e sobretudo, com muitooooooooo Medo... Medo do amanhã, medo do que vão pensar de mim, medo de não pertencer, medo da solidão , medo de dizer "não". Medo, medo, medo..... 

Curiosamente havia conhecido Jesus na minha adolescência e tinha certeza da minha salvação para a eternidade com Ele. Porém, para o "aqui e agora" não conseguiu sentir Sua presença: sempre que "a coisa apertava", isto é, passava por situações de perda de controle, eu me sentia só, preocupada, angustiada e, muitas vezes, desesperada. O grande senhor da minha vida era, de fato, o Sr. Medo. Até que um tive um encontro especial com Jesus e aí, tudo mudou e vem mudando! Ele não é mais o "Deus que eu ouvia falar", mas o "meu Deus", presente e confiável. De controladora, agora posso suportar situações onde não conheço as respostas, porque confio Nele e sei que Ele se importa e se move em minha direção. Portanto, não preciso mais manipular, porque Ele está no controle e não eu! 

Aprendi também, através do reconhecimento das minhas falhas, defeitos, incapacidades e impotência diante da vida a não ser mais legalista e nem autoritária ou intolerante, pois todos podem falhar. Aprendi a perdoar, a ter misericórdia. Aprendi a confiar que Ele é o justo juiz! Também não preciso mais ser desconfiada, vendo da onde virá a próxima "pancada", pois o que alguém pode me fazer que o meu Deus não esteja vendo, não esteja no controle e que não mereça perdão??? Muito mais Ele fez por mim na Cruz .....Com tudo isso, não me sinto mais solitária, pois sei que Ele está comigo. Não há mais insegura, pois não estou sozinha e também não há mais orgulhoso de meus feitos, pois dependo Dele para tudo! Nunca mais quero agir independente de Deus, pois o que seria de mim sem Ele.....Estou cansada de colher consequências das minhas escolhas erradas...Procuro entender e buscar que seja feita a vontade Dele e não a minha....Quanto ao trabalho, busco que seja na proporção que ele merece, pois a minha vida não depende mais dele para ter significado, mas do meu Deus! E a tristeza? Foi-se embora!!! Agora sei que sou um projeto de Deus e que não sou obra do acaso....Como consequência de tudo isso, o Sr. Medo perdeu seu emprego de gerente de minha vida. Foi despedido!!!

Esse é o meu Jesus! Esse é o meu Natal: o Deus Emanuel, que morreu na Cruz por mim e por você. E essa é a minha mensagem de Natal para vocês.

Feliz Natal! Feliz vida com o Deus presente, Emanuel! E Feliz 2013, com Jesus!


Keyla Maia

Emocionante reencontro do anão Marquinhos do Balanço Geral da Record com seu pai

Emocionante reencontro do anão Marquinhos do Balanço Geral da Record com seu pai. Após 15 anos de separação provocada pelo vício do álcool que levava o seu pai a bater em sua mãe. O diabo só vem para matar, roubar e destruir, mas Jesus veio para que a gente tivesse vida e vida com abundância (João 10.10). Feliz Natal longe dos vícios que flagelam a vida.

Emanuel



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Natal para os pobres



A simplicidade da estrebaria e da manjedoura, cenário do Natal de Jesus, tem sido substituída por luxo, ostentação e extravagância, e Papai Noel tem usurpado o lugar de Jesus. Um Natal materialista e consumista acentua ainda mais a dor dos pobres, dos desempregados, dos sem-teto e enfermos, suscitando protestos como o daquela famosa canção que diz: "eu pensei que todo mundo fosse filho de papai noel". No entanto,  o verdadeiro Natal é boa notícia para todos, quer sejam ricos ou pobres, empregados ou desempregados, saudáveis ou doentes.

Não nos esqueçamos que o Natal chegou para o casal José e Maria, que naquela noite estavam sem-teto. Um anjo anunciou o nascimento de Jesus aos pobres pastores que tomavam conta das ovelhas durante o turno da noite. Primeiramente o anjo disse: “Não temas!”. Como é bom ouvir uma voz celestial dizendo “não temas” num mundo tão conturbado e ameaçador. E o anjo continua dizendo: “eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura” (Lc 2.10-12).

Que boa-nova! A boa-nova do Evangelho para ser redundante de propósito, pois Evangelho significa: Boa nova. O Natal do Senhor Jesus, Filho de Deus, é a melhor de todas as notícias, pois é mensagem de vida, de paz, de amor, de tremenda alegria pela esperança na justiça e na vitória do bem sobre o mal. É boa-nova para todos os povos, sejam eles judeus ou árabes, negros ou brancos, pobres ou ricos. Deus não faz acepção de pessoas.

E o anuncio termina apontando para um curioso sinal: “encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura”. Era de se esperar que o futuro Rei nascesse em berço de ouro. Lembro, que os Reis Magos, primeiramente, procuraram em vão pelo bebê no Palácio do Rei Herodes. Uma manjedoura parece um berço muito inadequado para alguém tão especial. Lucas nos informa que Maria deu a luz numa estrebaria ou estábulo, porque todas as portas das hospedarias se fecharam para o casal. Numa hora tão importante como a do parto, o pobre casal parece abandonado e em apuros. Mas esta é uma falsa impressão. José e Maria são agraciados com o nascimento de Jesus. Aquele estábulo foi palco do momento mais extraordinário da história humana. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1:14).

As hospedarias estavam cheias, Jesus encontrou lugar para nascer em um estábulo e seu berço foi uma manjedoura. Jesus continua buscando corações humildes como uma manjedoura para repousar e manifestar a Sua glória! Interessante notar que no primeiro Natal não houve lugar para Jesus nas hospedarias e lares, pois estavam todos tão ocupados com distintas outras coisas que lhes pareceram muito mais prioritárias e interessantes, que “não houve lugar para Ele”. Hoje, também corremos o risco de estarmos ocupados a ponto de não darmos lugar a Cristo em nossas vidas.

A alegria do Natal não está em presentes e mesa farta, mas em acolhermos a Jesus. Ah! Se, na época do Natal, as igrejas estivessem tão cheias como os supermercados e os centros comerciais! Ah! Se as pessoas, ao invés de se empanturrarem de comida e bebida, dessem ouvidos àquele que disse: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Ah! Se todos tivessem um coração tão humilde como uma manjedoura, onde Jesus Cristo pudesse nascer! Aí, sim, cada um poderia experimentar, de forma pessoal e profunda, o verdadeiro sentido do Natal.


Bispo José Ildo Swartele de Mello

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A profecia de Isaías sobre o Natal


A profecia de Isaías sobre o Natal

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Is 9.6).

“Um menino nos nasceu.


  • "Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, o seu nome será Emanuel” (Is 7:14).
  • “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo” (Mt 2:2).
  • “E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra” (Mt 2:11).


Um filho se nos deu”:

  • Isaías profetizou o nascimento do menino Jesus, filho de Deus que, devido ao seu grande amor por toda a humanidade, foi dado para salvação de todos os que nele creem (Jo 3.16). 
  • Filho unigênito e amado do Pai que foi dado a todos como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).
  • "Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?" (Rm 8:32).
  • "Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça..." (Rm 3:25).
  • "Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados" (1 Jo 4:10).
  • "Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo" (1 Jo 2:2).
  • "... perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos..." (1 Tm 2:3-6).
  • "Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras (Tt 2:11-14).

  •  

“O principado está sobre os seus ombros”:

  • Jesus é o Messias prometido; O Rei dos reis e o Senhor dos senhores (Ap 19.16)!

“E se chamará o seu nome”:

  1. Maravilhoso:  “E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe foi dada? e como se fazem tais maravilhas por suas mãos?” (Mc 6.2).
  2. Conselheiro: O discernimento e sabedoria de Jesus foram amplamente demonstrados nas narrativas dos Evangelhos. Ninguém jamais demonstrou tanto saber e autoridade no que dizia.  Jesus não apenas sabe o caminho, ele não apenas conhece a verdade e não é ele apenas um expert sobre as coisas da vida, pois ele próprio é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14.6)!
  3. Deus Forte: Sim, Isaías profetizou o nascimento de um menino que seria chamado de “Deus Forte”. Deus se fez carne e habitou entre nós na pessoa de Jesus e os apóstolos viram a sua glória como a do Unigênito do Pai, cheio de Graça e de Verdade (Jo 1.1-18), pois ele é a exata expressão de Deus Pai (Hb 1.3). Nele reside toda a plenitude da divindade (Cl 1.19). Jesus demonstrou seu poder acalmando tempestades, multiplicando pães e peixes, ressuscitando mortos e curando todo tipo de enfermidades. Além disto, ele mesmo ressuscitou da morte e antes de subir para os céus, proclamou possuir todo o poder sobre o céu e a terra!  Que bom que este Deus forte e único é também Deus conosco, Emanuel! 
  4. Pai da Eternidade:   "Senhor, para quem iremos nós? Só tu tens as palavras da vida eterna" (Jo 6.68). “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6:47). "
  5. Príncipe da Paz: Os anjos proclamaram o nascimento de Jesus, dizendo: "Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem Ele quer bem" (Lc 2.14). Jesus disse: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo” (Jo 14:27). Sua palavras continuam ecoando através dos séculos, chegando até nós: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso (Mt 11:28)!
Feliz Natal!
Bispo José Ildo Swartele de Mello

domingo, 9 de dezembro de 2012

Como vencer as crises





Deus tem sonhos para todos os seus filhos!

"Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos" (Atos 2:17).

José, ainda moço, teve um sonho de Deus para o seu futuro, o que o fortaleceu para enfrentar as inúmeras e imensas adversidades que assombrariam a sua árdua caminhada. O
sonho o ajudou a superar o seu cativeiro! O sonho o ajudou a vencer o desânimo. Por causa do sonho, ele não desistiu jamais!

Precisamos sonhar para enfrentar os cativeiros e desertos de nossa própria existência.

Vejamos algumas preciosas lições do Salmo 126, que nos ajudam a enfrentar as crises da vida.

Experimente o poder libertador e a alegria de Deus!


O Salmo 126 é a oração de um povo que sofre muito em meio a uma enorme crise. Diante de dificuldades tão ameaçadoras, o povo busca o socorro de Deus (v.4). A fé deste povo não existe num vazio, não é supersticiosa, superficial e abstrata, mas está fundamenta sobre dois pilares: o primeiro é a recordação de um grande evento histórico de libertação que aconteceu no passado (vs. 1-3) e o outro diz respeito à uma experiência mais próxima do dia a dia daquela comunidade agrícola, algo que se repetia todos os anos, uma lição extraída da natureza da vida, em que se pode ver a mão provedora de Deus (vs. 5-6).

O salmista está trazendo a memória aquilo que pode dar esperança (Lm 3.21). A recordação dos grandes feitos do Senhor, como a libertação do cativeiro babilônico, traz esperança, fé, ânimo e alegria: "Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isto estamos alegres!" (v.3). Aquele cativeiro e exílio haviam sido um dos piores momentos da história do povo hebreu, mas, quando tudo parecia perdido, o Senhor manifestou-se Salvador, e as lágrimas converteram-se em sorrisos de enorme alegria (v.2)!

Além disto, como já mencionado, outra inspiração para orar e trabalhar com confiança é uma lição extraída da experiência de vida cotidiana, pois, como lavradores, eles bem sabiam que, muitas vezes, a alegria de uma colheita abundante é conquistada através de um processo que exige muito esforço, perseverança, sofrimento e lágrimas (Vs. 5-6). A história ajuda a entender a vida e a vida ajuda a entender a história. Vida e fé se iluminam mutuamente!

Por vezes, o plantio se faz na penúria. Mas a esperança de uma abundante colheita inspira-os a plantar. A benção é prometida para os trabalhadores, não para os acomodados. “Aquilo que o homem semear, também ceifará” (GL 6.7-9), “Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará” (2 CO 9.6), Disse Paulo: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus dá o crescimento” (1Co 3.6). Deus dá o crescimento para aquele que, a despeito das adversidades, planta e rega com fé.

O choro aqui não é de desânimo, desespero e de covardia, e nem é o choro de um fatalista, conformado, que está prostrado nutrindo sentimentos de autocomiseração, e nem de um murmurador passivo e nem muito menos é choro e lamento de um saudosista, que está preso ao passado, como aquele que diz "no meu tempo é que era bom". "No meu tempo"? Uma pessoa viva devia ter a consciência de pertencer ao tempo presente. As memórias de um saudosista, ainda as mais gloriosas, em vez de produzirem encorajamento para encarar as dificuldades e desafios do presente, inspirando à construção de um futuro melhor, acabam por aumentar ainda mais a dor e frustração diante da crise e chegam ao ponto de até mesmo elipsar as conquistas e realizações presentes, como no caso daqueles que em vez de celebrarem a inauguração do novo templo choravam amargamente ao recordarem a glória do templo de Salomão. Em vista disto, o Senhor dirá: "A glória dessa última casa será maior do que a primeira, diz o Senhor dos Exércitos; e, neste lugar, darei paz diz o Senhor dos Exércitos ( Ageu 2: 9)!". É como diz a canção de Kleber Lucas: "O melhor de Deus ainda está por vir!".

Mas, bem diferente disto, aquele choro era o de quem segue em frente, andando e plantando a semente (v.6), de quem sofre esperançoso de que Deus irá mudar a sua sorte (v.4), comparado ao choro de uma mulher que está dando a luz à um filho (Jo 16.21). É o choro daquele que sabe que seu trabalho e sofrimento não é vão no Senhor (1 Co 15.58).

O salmista transforma o milagre do passado em medida para o futuro. Fruto da intervenção divina, a felicidade desfrutada no passado é trazida à lembrança para ser chamada de volta em oração! Há esperança de que o deserto transforme-se em um manancial de águas como as Torrentes no Neguebe. Situações difíceis e extremas são oportunidades para a intervenção milagrosa de Deus. Devemos trazer a memória apenas aquilo que nos pode dar esperança. Discernindo a boa mão do Senhor em nossa história e na vida.

O milagre da história e da vida nos inspira a orar e a trabalhar com confiança. Portanto, nada de ficar murmurando, nutrindo desespero, pessimismo e espírito de autopiedade. Não se entregue a depressão e nem fique acomodado diante da crise. Pois, o mesmo Deus que operou maravilhas no passado e que é Senhor da vida continua a operar no presente. Ele ainda liberta do cativeiro e transforma deserto em um jardim florido. Deus mudará a sorte daqueles que nEle esperam e semeiam com fé.

Bispo José Ildo Swartele de Mello

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Deus tem visões e sonhos para todos os seus filhos!


Deus tem visões e sonhos para todos os seus filhos!

"Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos" (Atos 2:17).

José, ainda moço, teve um sonho de Deus para o seu futuro, o que o fortaleceu para enfrentar as inúmeras e imensas adversidades que assombrariam a sua árdua caminhada. O sonho o ajudou a superar o seu cativeiro! O sonho o ajudou a vencer o desânimo. Por causa do sonho, ele não desistiu jamais!

Precisamos sonhar para enfrentar os cativeiros e desertos de nossa própria existência.

Neste próximo domingo, pregarei sobre as preciosas lições do Salmo 126, que nos ajudam a enfrentar as crises da vida.

Experimente o poder libertador e a alegria de Deus!

Às 18 h, na imel de Mirandópolis, Rua das Rosas, 445, São Paulo, SP.

Bispo Ildo Mello



Um extrato da mensagem:
O Salmo 126 é a oração de um povo que sofre muito em meio a uma enorme crise. Diante de dificuldades tão ameaçadoras, o povo busca o socorro de Deus (v.4). A fé deste povo não existe num vazio, não é supersticiosa, superficial e abstrata, mas está fundamenta sobre dois pilares: o primeiro é a recordação de um grande evento histórico de libertação que aconteceu no passado (vs. 1-3) e o outro diz respeito à uma experiência mais próxima do dia a dia daquela comunidade agrícola, algo que se repetia todos os anos, uma lição extraída da natureza da vida, em que se pode ver a mão provedora de Deus (vs. 5-6).

O salmista está trazendo a memória aquilo que pode dar esperança (Lm 3.21). A recordação dos grandes feitos do Senhor, como a libertação do cativeiro babilônico, traz esperança, fé, ânimo e alegria: "Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isto estamos alegres!" (v.3). Aquele cativeiro e exílio haviam sido um dos piores momentos da história do povo hebreu, mas, quando tudo parecia perdido, o Senhor manifestou-se Salvador, e as lágrimas converteram-se em sorrisos de enorme alegria (v.2)!

Além disto, como já mencionado, outra inspiração para orar e trabalhar com confiança é uma lição extraída da experiência de vida cotidiana, pois, como lavradores, eles bem sabiam que, muitas vezes, a alegria de uma colheita abundante é conquistada através de um processo que exige muito esforço, perseverança, sofrimento e lágrimas (Vs. 5-6). A história ajuda a entender a vida e a vida ajuda a entender a história. Vida e fé se iluminam mutuamente!

Por vezes, o plantio se faz na penúria. Mas a esperança de uma abundante colheita inspira-os a plantar. A benção é prometida para os trabalhadores, não para os acomodados. “Aquilo que o homem semear, também ceifará” (GL 6.7-9), “Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará” (2 CO 9.6), Disse Paulo: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus dá o crescimento” (1Co 3.6). Deus dá o crescimento para aquele que, a despeito das adversidades, planta e rega com fé.

O choro aqui não é de desânimo, desespero e de covardia, e nem é o choro de um fatalista, conformado, que está prostrado nutrindo sentimentos de autocomiseração, e nem de um murmurador passivo e nem muito menos é choro e lamento de um saudosista, que está preso ao passado, como aquele que diz "no meu tempo é que era bom". "No meu tempo"? Uma pessoa viva devia ter a consciência de pertencer ao tempo presente. As memórias de um saudosista, ainda as mais gloriosas, em vez de produzirem encorajamento para encarar as dificuldades e desafios do presente, inspirando à construção de um futuro melhor, acabam por aumentar ainda mais a dor e frustração diante da crise e chegam ao ponto de até mesmo elipsar as conquistas e realizações presentes, como no caso daqueles que em vez de celebrarem a inauguração do novo templo choravam amargamente ao recordarem a glória do templo de Salomão. Em vista disto, o Senhor dirá: "A glória dessa última casa será maior do que a primeira, diz o Senhor dos Exércitos; e, neste lugar, darei paz diz o Senhor dos Exércitos ( Ageu 2: 9)!". É como diz a canção de Kleber Lucas: "O melhor de Deus ainda está por vir!".

Mas, bem diferente disto, aquele choro era o de quem segue em frente, andando e plantando a semente (v.6), de quem sofre esperançoso de que Deus irá mudar a sua sorte (v.4), comparado ao choro de uma mulher que está dando a luz à um filho (Jo 16.21). É o choro daquele que sabe que seu trabalho e sofrimento não é vão no Senhor (1 Co 15.58).

O salmista transforma o milagre do passado em medida para o futuro. Fruto da intervenção divina, a felicidade desfrutada no passado é trazida à lembrança para ser chamada de volta em oração! Há esperança de que o deserto transforme-se em um manancial de águas como as Torrentes no Neguebe. Situações difíceis e extremas são oportunidades para a intervenção milagrosa de Deus. Devemos trazer a memória apenas aquilo que nos pode dar esperança. Discernindo a boa mão do Senhor em nossa história e na vida.

O milagre da história e da vida nos inspira a orar e a trabalhar com confiança. Portanto, nada de ficar murmurando, nutrindo desespero, pessimismo e espírito de autopiedade. Não se entregue a depressão e nem fique acomodado diante da crise. Pois, o mesmo Deus que operou maravilhas no passado e que é Senhor da vida continua a operar no presente. Ele ainda liberta do cativeiro e transforma deserto em um jardim florido. Deus mudará a sorte daqueles que nEle esperam e semeiam com fé.

Bispo José Ildo Swartele de Mello