domingo, 9 de dezembro de 2012

Como vencer as crises





Deus tem sonhos para todos os seus filhos!

"Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos" (Atos 2:17).

José, ainda moço, teve um sonho de Deus para o seu futuro, o que o fortaleceu para enfrentar as inúmeras e imensas adversidades que assombrariam a sua árdua caminhada. O
sonho o ajudou a superar o seu cativeiro! O sonho o ajudou a vencer o desânimo. Por causa do sonho, ele não desistiu jamais!

Precisamos sonhar para enfrentar os cativeiros e desertos de nossa própria existência.

Vejamos algumas preciosas lições do Salmo 126, que nos ajudam a enfrentar as crises da vida.

Experimente o poder libertador e a alegria de Deus!


O Salmo 126 é a oração de um povo que sofre muito em meio a uma enorme crise. Diante de dificuldades tão ameaçadoras, o povo busca o socorro de Deus (v.4). A fé deste povo não existe num vazio, não é supersticiosa, superficial e abstrata, mas está fundamenta sobre dois pilares: o primeiro é a recordação de um grande evento histórico de libertação que aconteceu no passado (vs. 1-3) e o outro diz respeito à uma experiência mais próxima do dia a dia daquela comunidade agrícola, algo que se repetia todos os anos, uma lição extraída da natureza da vida, em que se pode ver a mão provedora de Deus (vs. 5-6).

O salmista está trazendo a memória aquilo que pode dar esperança (Lm 3.21). A recordação dos grandes feitos do Senhor, como a libertação do cativeiro babilônico, traz esperança, fé, ânimo e alegria: "Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isto estamos alegres!" (v.3). Aquele cativeiro e exílio haviam sido um dos piores momentos da história do povo hebreu, mas, quando tudo parecia perdido, o Senhor manifestou-se Salvador, e as lágrimas converteram-se em sorrisos de enorme alegria (v.2)!

Além disto, como já mencionado, outra inspiração para orar e trabalhar com confiança é uma lição extraída da experiência de vida cotidiana, pois, como lavradores, eles bem sabiam que, muitas vezes, a alegria de uma colheita abundante é conquistada através de um processo que exige muito esforço, perseverança, sofrimento e lágrimas (Vs. 5-6). A história ajuda a entender a vida e a vida ajuda a entender a história. Vida e fé se iluminam mutuamente!

Por vezes, o plantio se faz na penúria. Mas a esperança de uma abundante colheita inspira-os a plantar. A benção é prometida para os trabalhadores, não para os acomodados. “Aquilo que o homem semear, também ceifará” (GL 6.7-9), “Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará” (2 CO 9.6), Disse Paulo: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus dá o crescimento” (1Co 3.6). Deus dá o crescimento para aquele que, a despeito das adversidades, planta e rega com fé.

O choro aqui não é de desânimo, desespero e de covardia, e nem é o choro de um fatalista, conformado, que está prostrado nutrindo sentimentos de autocomiseração, e nem de um murmurador passivo e nem muito menos é choro e lamento de um saudosista, que está preso ao passado, como aquele que diz "no meu tempo é que era bom". "No meu tempo"? Uma pessoa viva devia ter a consciência de pertencer ao tempo presente. As memórias de um saudosista, ainda as mais gloriosas, em vez de produzirem encorajamento para encarar as dificuldades e desafios do presente, inspirando à construção de um futuro melhor, acabam por aumentar ainda mais a dor e frustração diante da crise e chegam ao ponto de até mesmo elipsar as conquistas e realizações presentes, como no caso daqueles que em vez de celebrarem a inauguração do novo templo choravam amargamente ao recordarem a glória do templo de Salomão. Em vista disto, o Senhor dirá: "A glória dessa última casa será maior do que a primeira, diz o Senhor dos Exércitos; e, neste lugar, darei paz diz o Senhor dos Exércitos ( Ageu 2: 9)!". É como diz a canção de Kleber Lucas: "O melhor de Deus ainda está por vir!".

Mas, bem diferente disto, aquele choro era o de quem segue em frente, andando e plantando a semente (v.6), de quem sofre esperançoso de que Deus irá mudar a sua sorte (v.4), comparado ao choro de uma mulher que está dando a luz à um filho (Jo 16.21). É o choro daquele que sabe que seu trabalho e sofrimento não é vão no Senhor (1 Co 15.58).

O salmista transforma o milagre do passado em medida para o futuro. Fruto da intervenção divina, a felicidade desfrutada no passado é trazida à lembrança para ser chamada de volta em oração! Há esperança de que o deserto transforme-se em um manancial de águas como as Torrentes no Neguebe. Situações difíceis e extremas são oportunidades para a intervenção milagrosa de Deus. Devemos trazer a memória apenas aquilo que nos pode dar esperança. Discernindo a boa mão do Senhor em nossa história e na vida.

O milagre da história e da vida nos inspira a orar e a trabalhar com confiança. Portanto, nada de ficar murmurando, nutrindo desespero, pessimismo e espírito de autopiedade. Não se entregue a depressão e nem fique acomodado diante da crise. Pois, o mesmo Deus que operou maravilhas no passado e que é Senhor da vida continua a operar no presente. Ele ainda liberta do cativeiro e transforma deserto em um jardim florido. Deus mudará a sorte daqueles que nEle esperam e semeiam com fé.

Bispo José Ildo Swartele de Mello

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