Ressurreição geral e o Juízo Final

Só existe uma ressurreição física e geral de todos, quer sejam eles crentes ou incrédulos (Dn 12.2, At 24.14,15), vindo após isto, o Juízo Final e o estado eterno, “porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5:10). Os que não tiverem os seus nomes escritos no livro da vida serão condenados (Ap 20.11-13).


Por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, todos mortos ressuscitarão (Dn 12.2)! "Todo olho o verá, até mesmo os que o traspassaram" (Ap 1.7,) o que só será possível se a ressurreição física e geral de todos os mortos acontecer no dia da Segunda Vinda de Cristo. 


Jesus também ensinou que haveria apenas uma única ressurreição geral e que esta aconteceria logo após a Sua Segunda Vinda: 
"Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda... E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna" (Mt 25.31-33 e 46).

Em Apocalipse 20, após a descrição da Ressurreição Física de todos os mortos, temos o Juízo Final: 
"O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito" (v.13). "Aqueles cujos nomes não foram encontrados no livro da vida foram lançados no lago de fogo" (v.15).  


Daniel e Jesus ensinaram que a ressurreição dos mortos é geral e acontece exatamente antes do Juízo final (Dn 12.2Mt 25.31-46Jo 5:28-29;  Jó 19:23-27Is 26:19At 24:15Rm  8:11, 23Fp 3:20 e 1Ts 4:16)


Há também um outro importante texto em que Jesus ensina claramente que a ressurreição será geral, para todos, crentes e não crentes, uns para vida e outros para a condenação: 
“Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5.28,29).
Assim como a Ressurreição, o Juízo também será geral, abarcando os vivos e os mortos, o salvos e os perdidos. Pois, todos compareceremos perante o Tribunal de Deus (2 Co 5.10Rm 14.10-12). Os que não tiverem os seus nomes escritos no livro da vida serão condenados (Ap 20.11-13).


Paulo afirmou possuir a mesma esperança dos profetas do Antigo Testamento; de que haverá ressurreição geral tanto de justos como de injustos:
"Confesso-te, porém, que adoro o Deus dos nossos antepassados como seguidor do Caminho, a que chamam seita. Creio em tudo o que concorda com a Lei e no que está escrito nos Profetas, e tenho em Deus a mesma esperança desses homens: de que haverá ressurreição tanto de justos como de injustos" (At 24.14,15).

Paulo também ensina que Jesus virá como um ladrão à noite e que juízo e destruição é o que as nações receberão e não um milênio:
"Pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite. Quando disserem: “Paz e segurança”, a destruição virá sobre eles de repente, como as dores de parto à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão" (1Ts 5.2,3).
O Profeta Joel também ensina que o Dia do Senhor é dia de Juízo Final e não de milênio terrestre. 
"Tocai a trombeta em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; tremam todos os moradores da terra, porque o dia do SENHOR vem, já está perto;Dia de trevas e de escuridão; dia de nuvens e densas trevas, como a alva espalhada sobre os montes; povo grande e poderoso, qual nunca houve desde o tempo antigo, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração.Diante dele um fogo consome, e atrás dele uma chama abrasa; a terra diante dele é como o jardim do Éden, mas atrás dele um desolado deserto; sim, nada lhe escapará.A sua aparência é como a de cavalos; e como cavaleiros assim correm.Como o estrondo de carros, irão saltando sobre os cumes dos montes, como o ruído da chama de fogo que consome a pragana, como um povo poderoso, posto em ordem para o combate.Diante dele temerão os povos; todos os rostos se tornarão enegrecidos.Como valentes correrão, como homens de guerra subirão os muros; e marchará cada um no seu caminho e não se desviará da sua fileira.Ninguém apertará a seu irmão; marchará cada um pelo seu caminho; sobre a mesma espada se arremessarão, e não serão feridos.Irão pela cidade, correrão pelos muros, subirão às casas, entrarão pelas janelas como o ladrão.Diante dele tremerá a terra, abalar-se-ão os céus; o sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor.E o SENHOR levantará a sua voz diante do seu exército; porque muitíssimo grande é o seu arraial; porque poderoso é, executando a sua palavra; porque o dia do SENHOR é grande e mui terrível, e quem o poderá suportar?" (Joel 2:1-11)
Note também que as descrições deste Dia se assemelham as descrições da Segunda Vinda encontradas no Novo Testamento, tais como: "Tocai a trombeta" (Mt 24.311Co 15.521Ts 4.16), "diante dele um fogo consome" (2Ts 1.7), "a sua aparência é como a de cavalos" (Ap 19.11,21), "como um povo poderoso", "diante dele tremeram os povos" (Mt 24.30), "diante dele tremerá a terra, abalar-se-ão os céus; o sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor" (Mt 24.29), "porque o dia do Senhor é grande e mui terrível" (1Ts 5.3 e 2 Pe 3.10). Confirmando assim que a Segunda Vinda desencadeará o Juízo Final. 


Pedro também ensina que a Segunda Vinda de Cristo trará o julgamento final:
"O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada. Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor" (2Pe 3.10-12).
O Novo Testamento sempre diz que o Juízo Final se seguirá a Segunda Vinda de Cristo (2 Ts 1.7-10Mt 16.2725.31-32Jd 14-15 e Ap 22.12). E o Credo Apostólico também estabelece esta mesma relação ao dizer: “de onde há de vir pra julgar os vivos e os mortos”. Note que não diz “de onde há de vir para inaugurar seu reino milenar”. Seguindo este raciocínio, o Milênio só poderá acontecer antes da Segunda Vinda de Cristo, pois o juízo final acontecerá após a sua Segunda Vinda.


Portanto, concluímos que o texto de Apocalipse 20 não está ensinando nada de novo, como duas ressurreições físicas separadas por um período de mil anos, mas, sim, estaria falando de modo simbólico, como é característico da literatura apocalíptica, do tema da ressurreição de modo a concordar com todos os vários outros textos bíblicos do Antigo e do Novo Testamento, que são unânimes no ensino de uma única ressurreição geral, tanto de crentes como de incrédulos, seguida do Juízo Final. Veremos a seguir um estudo mais acurado sobre a natureza do Reino de Deus em sua íntima relação com a natureza e a missão de Jesus e do Espírito Santo.


Os eventos registrados nos capítulos 19 e 20 não estão em ordem cronológica como querem os pre-milenistas. Pois o capítulo 19 não termina com uma descrição da Segunda Vinda, mas, sim, com uma clara descrição do juízo final, culminando com a destruição de todos os inimigos de Deus. Se o capítulo 19 conclui com a morte de todos os habitantes da terra cujos nomes não estavam escritos no livro da vida, quem restou das nações para um reinado milenar na terra? 

Além disso, o milênio descrito em Apocalipse 20 não descreve Jesus reinando de Jerusalém, mas do céu. Não faz também sentido algum supor um motim generalizado contra Jesus no final dos mil anos. É absurda a ideia de exércitos marchando sobre a terra para atacar com armas a Jesus e os salvos com corpos glorificados e indestrutíveis.


Soa no mínimo estanho que Jesus careça de um fogo vindo do céu para destruir seus inimigos, quando bem sabemos que é Jesus mesmo quem desce do céu no meio de labaredas de fogo para destruir seus inimigos. Temos aqui uma alusão a Segunda-Vinda de Cristo em socorro a sua igreja que sofre perseguição no período da Grande Tribulação. Paulo ensinou que Jesus Cristo retornaria em meio a chamas flamejantes para julgar a humanidade (1Ts 1.6-10) e o mesmo disse Isaías: "Vejam, O Senhor virá num fogo, e seus carros são como um turbilhão! Transformará em fúria a sua ira, e em labaredas de fogo, a sua repreensão. Pois com fogo e com a espada o Senhor executará julgamento sobre todos os homens" (Is 66.15-16). Jesus não é ajudado por labaredas de fogo, Ele retorna a terra em labaredas de fogo!


Diante da Segunda Vinda de Cristo, os pecadores não tem esperança de um reino milenar, mas sim, uma terrível expectativa do juízo final. Jesus claramente ensinou que a Segunda Vinda precipitaria imediatamente o Juízo Final: "Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes... Então dirá aos que estiverem à sua esquerda: 'Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos'... E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna" (Mt 25.31-46). A Parábola das Dez Virgens ensina que não há esperança de vida e nem de salvação para os perdidos após a Segunda Vinda de Jesus. Ficando, assim, descartada a ideia de uma segunda oportunidade de vida e salvação para os não salvos após o Arrebatamento da Igreja.


Todos estes textos ensinam que a Segunda Vinda de Cristo é o Grande e terrível Dia do Senhor em que Jesus vem para julgar a terra. Os inimigos de Deus serão condenados e o mal terá fim. Já, os remidos do Senhor receberão a vida eterna em um lar celestial.

Comentários

  1. Ildo,
    Também tenho repudiado o dispensacionalismo há alguns anos...só não sabia como lidar com a questão do milênio...pois tinham pessoas que me perguntavam sobre a questão da Palavra de Deus que não pode voltar atrás (Nm 23:19).
    Sendo assim,como então posso explicar a um aluno de estudo que me pergunte se a palavra de Deus não voltou atrás com respeito a Israel? Fica como se Deus tivesse mudado de idéia?
    A questão de Jesus "voltar em duas etapas" é claro que é absurda. A passagem de 1Ts 4:13-18 é a mais usada para Arrebatamento. Mas nela sabemos que não há respaldo para duas etapas.Será que o único respaldo deles é o significado dos termos 'Epiphanéia' e 'Parousia'? E tenho olhado para tais palavras,e nem respaldo são...
    Grato,
    Em Cristo.

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  2. Irmão Ildo, olá.

    Permita-me discordar. João deixou bem claro que a ressurreição dos justos será separada da dos injustos. Apocalipse 20:5 "Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição". Note que João diz "a primeira ressurreição", subtendendo que haverá ao menos uma "segunda ressurreição". Não há como discordar deste texto, ele é direto e portanto sem necessidade de argumentação teológica nem subjetivismo.
    Outro ponto importante: há uma grande diferença entre uma parábola ou simbologia profética e entre um texto objetivo ou direto. No texto objetivo há a inclusão de nomes próprios, nomes de pessoas. Já nos textos simbólicos há alegorias como "a mulher vestida de sol", "a besta com sete cabeças", etc. O capítulo 20 de Apocalipse é, portanto, uma narração direta, um texto objetivo e não simbólico, já que existe nele nomes como Jesus, Satanás, almas dos mortos, testemunhas de Jesus, etc. Todo texto objetivo é cronológico.

    Acesse o link para mais detalhes:
    http://filhodoreino.blogspot.com.br/2011/09/o-cristao-vai-mesmo-morar-no-ceu.html

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