sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Que Criança é Essa?


O Natal que nos Encontra


Quando Deus entra na nossa história

Que criança é esta?
Essa é a pergunta que o Natal nos obriga a responder. Não é uma pergunta poética apenas. É uma pergunta decisiva. Porque, dependendo da resposta, o Natal pode ser apenas mais uma data no calendário — ou o começo de uma nova vida.

Isaías anunciou, séculos antes, que Deus daria um sinal à humanidade: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel” (Is 7.14). Emanuel não é apenas um nome bonito. É uma declaração: Deus está conosco. O Natal não começa com o homem procurando Deus, mas com Deus vindo ao encontro do homem.

O mundo estava em trevas. Trevas morais, espirituais, existenciais. Pessoas vivendo, mas sem saber para quê. E então Isaías proclama: “O povo que andava em trevas viu grande luz” (Is 9.2). Essa luz não é uma ideia, nem uma filosofia, nem uma religião melhorada. Essa luz é uma Pessoa. Jesus nasce para iluminar consciências, confrontar o pecado e oferecer redenção.

O profeta vai ainda mais longe: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is 9.6). Aqui está o coração do Evangelho. Um menino nasce — plenamente humano. Um filho é dado — plenamente divino. Deus não enviou um discurso do céu. Ele enviou o seu Filho. O Natal é Deus se doando, não apenas se manifestando.

Mas como esse Filho veio? Isaías responde com sobriedade: “Cresceu como renovo… sem aparência nem formosura” (Is 53.2). Ele não nasceu em palácio, mas numa manjedoura. Não foi recebido pelos poderosos, mas por pastores. O Salvador do mundo entra pela porta da humildade, porque veio salvar pessoas reais, feridas, cansadas e pecadoras.

E aqui está a boa notícia do Natal: Jesus não veio apenas para nascer; veio para buscar e salvar o que se havia perdido. Ele nasceu para viver entre nós, morrer por nós e ressuscitar para nos dar vida nova. A manjedoura aponta para a cruz, e a cruz aponta para o túmulo vazio.

Por isso, o Natal não é apenas para ser celebrado — é para ser respondido. Não basta admirar o menino; é preciso receber o Salvador. O mesmo Jesus que nasceu em Belém deseja hoje nascer no coração humano. Não como símbolo, mas como Senhor.

A pergunta permanece: Que criança é esta para você?
Se Ele for apenas parte da tradição, o Natal termina em poucos dias.
Mas se Ele for o Filho de Deus, o Príncipe da Paz, então hoje pode ser o dia da salvação.

A Bíblia diz: “Eis agora o tempo aceitável, eis agora o dia da salvação” (2Co 6.2). O Natal é o anúncio de que Deus se aproximou. Cabe a nós dar o passo da fé, do arrependimento e da entrega.

Que neste Natal, mais do que luzes nas casas, haja luz no coração.
Mais do que presentes nas mãos, haja graça na alma.
Mais do que emoção passageira, haja vida transformada.
Porque Jesus nasceu — e isso muda tudo.

Um Feliz Natal com Jesus!
Bispo Ildo Mello

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

O Natal que Confronta


O Natal que muitos celebram hoje é bonito, emotivo e bem iluminado — mas, muitas vezes, esvaziado de seu significado mais profundo. Neste vídeo, somos confrontados com a pergunta central do Natal, a mesma que atravessa a história e alcança o coração de cada pessoa: “Que criança é esta?”

Nesta mensagem, você será convidado a olhar além do presépio decorativo e do clima sentimental, para encarar o Natal bíblico — aquele que não apenas consola, mas confronta; não apenas emociona, mas exige resposta. O berço aponta para a cruz. A manjedoura anuncia o Reino. O nascimento revela guerra espiritual, arrependimento, decisão e rendição ao Rei.

Aqui refletimos sobre:

  • Natal domesticado, que transforma Jesus em um símbolo inofensivo

  • A unidade inseparável entre Berço, Cruz e Coroa

  • O Natal como avanço do Reino de Deus em território hostil

  • O chamado do Natal à decisão, não à distração

  • A verdadeira paz, que só existe para quem recebe o Rei

Esta não é apenas uma mensagem para a data, mas um convite à conversão, à obediência e à adoração genuína. Porque o Natal que vale a pena não é apenas comemorado — ele é obedecido.

Que este vídeo leve você a um encontro real com Cristo, o Deus conosco, o Salvador e o Rei.

Um abençoado Natal com Jesus.
Bispo Ildo Mello

O Natal que Confronta

 O Natal que Confronta

O Natal é, ao mesmo tempo, a história mais conhecida do mundo e a mais ignorada em seu significado real. Todo ano, repetimos imagens: luzes, presépios, músicas, família reunida, mensagens bonitas. Mas permanece a pergunta decisiva — a pergunta que o próprio Natal coloca no centro da sala, no centro do coração, no centro da história:

Que criança é esta?

Se essa pergunta não for respondida com reverência e fé, o Natal vira apenas uma decoração emocional: bonito por fora, vazio por dentro. E é exatamente isso que tem acontecido com frequência. A sociedade aprendeu a celebrar “o Natal” sem precisar lidar com Cristo. Aprendeu a manter o ambiente agradável, mas sem permitir que Jesus seja Senhor.

1. O Natal domesticado: um Cristo “seguro” demais

A cultura moderna gosta de um Jesus que não incomoda. Um Jesus bebê, silencioso, “fofo”, que cabe numa manjedoura decorativa e não exige nada além de um sentimento leve. É um Cristo reduzido: bom exemplo, inspiração de bondade, símbolo de paz genérica — mas não o Rei que confronta o pecado, chama ao arrependimento e exige obediência.

É o “Jesus suavizado”:

um Jesus que não entra na agenda,

não mexe nos hábitos,

não corrige,

não governa,

não é perigoso para os nossos ídolos.

E quando o comércio assume o comando, essa redução ganha força. Jesus é tratado como um elemento de marketing: um tema, um símbolo, um detalhe de vitrine. O “sucesso do Natal” passa a ser medido por filas, volume de compras, números fechando, metas batidas.

Mas aqui está a ironia: é possível defender “Feliz Natal” em letras enormes e ainda assim perder o Natal real. Porque o verdadeiro adversário do Natal não é apenas a secularização; muitas vezes é o comercialismo, que enche as mãos e esvazia o coração.

Há uma frase que precisa ser ouvida com seriedade:

Se o Natal não está no coração, ele nunca será encontrado debaixo de uma árvore.

2. A verdade do Natal: Berço, Cruz e Coroa

O Natal bíblico não é um conto romântico. É o início de uma intervenção divina na história humana. Deus entrou no nosso mundo. E Ele entrou de um modo que revela tanto a Sua glória quanto a nossa condição.

A manjedoura não é um detalhe poético. É um diagnóstico.

A Escritura diz que Maria “o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2.7). Não havia lugar. Não havia espaço. E isso não foi apenas um episódio logístico; foi um símbolo profético da vida inteira de Jesus.

Ele começou em uma manjedoura emprestada.

E terminou em um túmulo emprestado.

E, no meio, o mundo deixou claro que o “lugar” preparado para Ele seria a cruz.

O Natal, quando visto com os olhos da Bíblia, nos impede de separar Jesus em “fases” agradáveis: bebê no presépio, mestre nas histórias, símbolo de paz nos cartões. O mesmo Cristo que nasceu em Belém é o Cristo que carregou a cruz e foi coroado como Rei.

Por isso, a história do Natal não termina no berço. Ela aponta inevitavelmente para:

a Cruz — onde o Cordeiro de Deus tira o pecado do mundo;

a Coroa — onde o Senhor ressuscitado reina e julga com justiça.

Se o Natal não nos leva à cruz, ele não chegou onde Deus queria que chegasse.

3. O Natal também é guerra: a noite não foi “silenciosa” no reino espiritual

Há um outro aspecto que a superficialidade cultural apaga: o Natal inaugura um confronto. A vinda de Cristo não foi apenas “um nascimento”; foi o avanço do Reino de Deus dentro de território hostil.

Basta lembrar: Herodes se enfurece, crianças são assassinadas, famílias fogem, o mal se levanta (Mt 2.16–18). Por quê? Porque o nascimento de Jesus não é neutro. A encarnação é uma declaração de guerra contra as trevas.

A noite pode ter sido silenciosa na rua.

Mas não foi silenciosa no mundo espiritual.

Onde Cristo nasce, o inferno reage.

Onde o Rei chega, as trevas tremem.

O Natal é o anúncio de que Deus não abandonou o mundo. Ele entrou nele — para derrotar o pecado, quebrar a escravidão e inaugurar a reconciliação.

4. O verdadeiro chamado do Natal: não distração, mas decisão

Aqui está o ponto que separa o Natal bíblico do Natal cultural: o Natal exige resposta.

Diante de Jesus, ninguém permanece apenas “assistindo”. A manjedoura expõe o coração. A presença do Salvador nos coloca diante de uma escolha:

eu o rejeito,

eu o ignoro,

ou eu o adoro.

Não existe Natal neutro. Não existe encontro real com Cristo sem consequências.

Porque o Natal não é um convite ao sentimentalismo; é um convite ao arrependimento. Deus se fez homem não para decorar nossos sentimentos, mas para resgatar nossa vida.

E, quando Cristo é recebido, o Natal deixa de ser uma data e se torna um caminho.

5. Natal é imitação: o Deus que veio servir chama o seu povo a servir

O Filho de Deus veio com humildade. Veio sem ostentação. Veio obediente ao Pai. Veio para servir. Ele não nasceu para ser aplaudido em vitrines; nasceu para se entregar por pecadores.

Se Ele é o centro do Natal, então o Natal verdadeiro produz marcas concretas:

(1) Obediência

Não apenas “cantar sobre Jesus”, mas viver sob o governo de Jesus. Natal não é cenário; é senhorio.

(2) Generosidade

Se Deus se deu, nós aprendemos a doar. E doar não apenas presentes entre os que já têm, mas cuidado real com os que sofrem. O Natal bíblico nos arranca do consumo e nos empurra para o amor prático.

(3) Adoração

Adorar é mais do que emoção. É reverência, rendição e prioridade. O verdadeiro Natal reorganiza a vida.

6. A paz do Natal: para quem recebe o Rei

Todo mundo fala de “paz” no Natal. Mas a Bíblia é específica: a paz de Deus não é um enfeite universal; é uma dádiva para quem se rende ao Príncipe da Paz.

Há paz, sim — mas não como slogan. Há paz como reconciliação com Deus, como perdão real, como nova vida, como esperança que não depende de circunstância.

A paz do Natal não é o silêncio das ruas; é o silêncio da culpa.

Não é a ausência de problemas; é a presença do Salvador.

Não é distração; é reconciliação.

Conclusão: o Natal que vale a pena

*O Natal que Confronta: quando o Berço vira chamada ao arrependimento*

O Natal é, ao mesmo tempo, a história mais conhecida do mundo e a mais ignorada em seu significado real. Todo ano, repetimos imagens: luzes, presépios, músicas, família reunida, mensagens bonitas. Mas permanece a pergunta decisiva — a pergunta que o próprio Natal coloca no centro da sala, no centro do coração, no centro da história:

Que criança é esta?

Se essa pergunta não for respondida com reverência e fé, o Natal vira apenas uma decoração emocional: bonito por fora, vazio por dentro. E é exatamente isso que tem acontecido com frequência. A sociedade aprendeu a celebrar “o Natal” sem precisar lidar com Cristo. Aprendeu a manter o ambiente agradável, mas sem permitir que Jesus seja Senhor.

1. O Natal domesticado: um Cristo “seguro” demais

A cultura moderna gosta de um Jesus que não incomoda. Um Jesus bebê, silencioso, “fofo”, que cabe numa manjedoura decorativa e não exige nada além de um sentimento leve. É um Cristo reduzido: bom exemplo, inspiração de bondade, símbolo de paz genérica — mas não o Rei que confronta o pecado, chama ao arrependimento e exige obediência.

É o “Jesus suavizado”:

um Jesus que não entra na agenda,

não mexe nos hábitos,

não corrige,

não governa,

não é perigoso para os nossos ídolos.

E quando o comércio assume o comando, essa redução ganha força. Jesus é tratado como um elemento de marketing: um tema, um símbolo, um detalhe de vitrine. O “sucesso do Natal” passa a ser medido por filas, volume de compras, números fechando, metas batidas.

Mas aqui está a ironia: é possível defender “Feliz Natal” em letras enormes e ainda assim perder o Natal real. Porque o verdadeiro adversário do Natal não é apenas a secularização; muitas vezes é o comercialismo, que enche as mãos e esvazia o coração.

Há uma frase que precisa ser ouvida com seriedade:

Se o Natal não está no coração, ele nunca será encontrado debaixo de uma árvore.

2. A verdade do Natal: Berço, Cruz e Coroa

O Natal bíblico não é um conto romântico. É o início de uma intervenção divina na história humana. Deus entrou no nosso mundo. E Ele entrou de um modo que revela tanto a Sua glória quanto a nossa condição.

A manjedoura não é um detalhe poético. É um diagnóstico.

A Escritura diz que Maria “o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2.7). Não havia lugar. Não havia espaço. E isso não foi apenas um episódio logístico; foi um símbolo profético da vida inteira de Jesus.

Ele começou em uma manjedoura emprestada.

E terminou em um túmulo emprestado.

E, no meio, o mundo deixou claro que o “lugar” preparado para Ele seria a cruz.

O Natal, quando visto com os olhos da Bíblia, nos impede de separar Jesus em “fases” agradáveis: bebê no presépio, mestre nas histórias, símbolo de paz nos cartões. O mesmo Cristo que nasceu em Belém é o Cristo que carregou a cruz e foi coroado como Rei.

Por isso, a história do Natal não termina no berço. Ela aponta inevitavelmente para:

a Cruz — onde o Cordeiro de Deus tira o pecado do mundo;

a Coroa — onde o Senhor ressuscitado reina e julga com justiça.

Se o Natal não nos leva à cruz, ele não chegou onde Deus queria que chegasse.

3. O Natal também é guerra: a noite não foi “silenciosa” no reino espiritual

Há um outro aspecto que a superficialidade cultural apaga: o Natal inaugura um confronto. A vinda de Cristo não foi apenas “um nascimento”; foi o avanço do Reino de Deus dentro de território hostil.

Basta lembrar: Herodes se enfurece, crianças são assassinadas, famílias fogem, o mal se levanta (Mt 2.16–18). Por quê? Porque o nascimento de Jesus não é neutro. A encarnação é uma declaração de guerra contra as trevas.

A noite pode ter sido silenciosa na rua.

Mas não foi silenciosa no mundo espiritual.

Onde Cristo nasce, o inferno reage.

Onde o Rei chega, as trevas tremem.

O Natal é o anúncio de que Deus não abandonou o mundo. Ele entrou nele — para derrotar o pecado, quebrar a escravidão e inaugurar a reconciliação.

4. O verdadeiro chamado do Natal: não distração, mas decisão

Aqui está o ponto que separa o Natal bíblico do Natal cultural: o Natal exige resposta.

Diante de Jesus, ninguém permanece apenas “assistindo”. A manjedoura expõe o coração. A presença do Salvador nos coloca diante de uma escolha:

eu o rejeito,

eu o ignoro,

ou eu o adoro.

Não existe Natal neutro. Não existe encontro real com Cristo sem consequências.

Porque o Natal não é um convite ao sentimentalismo; é um convite ao arrependimento. Deus se fez homem não para decorar nossos sentimentos, mas para resgatar nossa vida.

E, quando Cristo é recebido, o Natal deixa de ser uma data e se torna um caminho.

5. Natal é imitação: o Deus que veio servir chama o seu povo a servir

O Filho de Deus veio com humildade. Veio sem ostentação. Veio obediente ao Pai. Veio para servir. Ele não nasceu para ser aplaudido em vitrines; nasceu para se entregar por pecadores.

Se Ele é o centro do Natal, então o Natal verdadeiro produz marcas concretas:

(1) Obediência

Não apenas “cantar sobre Jesus”, mas viver sob o governo de Jesus. Natal não é cenário; é senhorio.

(2) Generosidade

Se Deus se deu, nós aprendemos a doar. E doar não apenas presentes entre os que já têm, mas cuidado real com os que sofrem. O Natal bíblico nos arranca do consumo e nos empurra para o amor prático.

(3) Adoração

Adorar é mais do que emoção. É reverência, rendição e prioridade. O verdadeiro Natal reorganiza a vida.

6. A paz do Natal: para quem recebe o Rei

Todo mundo fala de “paz” no Natal. Mas a Bíblia é específica: a paz de Deus não é um enfeite universal; é uma dádiva para quem se rende ao Príncipe da Paz.

Há paz, sim — mas não como slogan. Há paz como reconciliação com Deus, como perdão real, como nova vida, como esperança que não depende de circunstância.

A paz do Natal não é o silêncio das ruas; é o silêncio da culpa.

Não é a ausência de problemas; é a presença do Salvador.

Não é distração; é reconciliação.

Conclusão: o Natal que vale a pena

O Natal que vale a pena não cabe apenas numa agenda. Ele precisa caber no coração — e, mais do que isso, precisa governar o coração.

Que este Natal não seja apenas lembrança de uma criança, mas encontro com o Rei. Que não seja apenas um clima, mas uma rendição. Que não seja apenas uma frase bonita, mas uma conversão verdadeira.

Porque, no fim, a pergunta permanece, e ninguém escapa dela:

Que criança é esta?

E a resposta bíblica é clara:

Ele é o Deus conosco.

Ele é o Salvador.

Ele é o Rei.

E se Ele é o Rei, então o Natal não é apenas comemorado.

O Natal é obedecido.


Um abençoado Natal com Jesus!

Bispo Ildo Mello Natal que vale a pena não cabe apenas numa agenda. Ele precisa caber no coração — e, mais do que isso, precisa governar o coração.

Que este Natal não seja apenas lembrança de uma criança, mas encontro com o Rei. Que não seja apenas um clima, mas uma rendição. Que não seja apenas uma frase bonita, mas uma conversão verdadeira.

Porque, no fim, a pergunta permanece, e ninguém escapa dela:

Que criança é esta?

E a resposta bíblica é clara:

Ele é o Deus conosco.

Ele é o Salvador.

Ele é o Rei.

E se Ele é o Rei, então o Natal não é apenas comemorado.

O Natal é obedecido.


Um abençoado Natal com Jesus!

Bispo Ildo Mello

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

A Santa Ceia não é mero memorial


A Santa Ceia: Presença Real e Meio de Graça em Wesley e Calvino


Por Bispo Ildo Mello


A Santa Ceia, também conhecida como Eucaristia, é um sacramento central na fé cristã, porém diferentes tradições cristãs possuem compreensões distintas sobre sua natureza. A Igreja Católica defende a transubstanciação, segundo a qual o pão e o vinho se transformam substancialmente no corpo e no sangue de Cristo, embora mantenham suas aparências externas. Por outro lado, Ulrico Zwinglio e algumas igrejas, como as batistas, ensinam que a Ceia do Senhor não é um sacramento, mas sim um memorial dos sofrimentos e morte de Jesus Cristo.

Martinho Lutero, em contraste, propôs a doutrina da união sacramental, acreditando que o corpo e o sangue de Cristo estão presentes "em, com e sob" o pão e o vinho, sem que ocorra uma transformação das substâncias, rejeitando, assim, a ideia da transubstanciação.

João Calvino e John Wesley enfatizaram a Santa Ceia como um meio de graça e uma ocasião de presença real de Cristo, embora de forma espiritual e misteriosa, considerando o sacramento essencial para a vida cristã e a comunhão dos fiéis com Cristo.



Fundamentação Bíblica


A base para essa compreensão encontra-se nas Escrituras:


João 6:51-56: Jesus declara ser o “pão vivo que desceu do céu” e enfatiza a necessidade de comer Sua carne e beber Seu sangue para ter vida eterna.

1 Coríntios 10:16-17: Paulo pergunta: “O cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?”.

1 Coríntios 11:23-29: Paulo relata a instituição da Ceia do Senhor e destaca a importância de participar dela de maneira digna, discernindo o corpo do Senhor.


Essas passagens apontam para uma realidade que vai além de um simples ato simbólico ou memorial, indicando uma presença real e uma participação efetiva na vida de Cristo.


João Calvino e a Presença Espiritual


João Calvino defendeu a presença real de Cristo na Santa Ceia, entendida de forma espiritual. Para Calvino, a Eucaristia não é apenas um símbolo vazio, mas um meio pelo qual os fiéis participam verdadeiramente de Cristo. Embora Cristo esteja fisicamente no céu, pela obra do Espírito Santo, os crentes são elevados espiritualmente para comungar com Ele.


Calvino afirmou que:


A Ceia é um mistério divino:

“Se alguém me perguntar como isso acontece, não terei vergonha de confessar que é um segredo demasiado elevado para a minha mente compreender ou as minhas palavras declarar. E, para falar mais claramente, eu o experimento mais do que o entendo.”


(Institutas da Religião Cristã, Livro IV, Capítulo XVII).

Rejeição da Transubstanciação: Calvino negou que os elementos se transformem na substância do corpo e sangue de Cristo, enfatizando em vez disso a presença espiritual real.

Comunhão com Cristo: Através da fé, os crentes são unidos a Cristo na Ceia, recebendo os benefícios de Sua morte e ressurreição.


John Wesley e o Mistério da Presença Real


John Wesley, fundador do metodismo, também enfatizou que a Santa Ceia é mais do que uma mera lembrança; é um meio pelo qual os fiéis experimentam a graça e a presença real de Cristo. Wesley acreditava que:


A Ceia é um Meio de Graça: Um canal ordenado por Deus através do qual Ele comunica Sua graça aos participantes.

Presença Real, mas Mística: Embora os elementos permaneçam pão e vinho, Cristo está verdadeiramente presente de forma misteriosa. Wesley não tentou explicar o “como”, mas encorajou os fiéis a experimentarem essa realidade.


Em um de seus sermões, Wesley afirmou:


“Eu quero e busco o meu Salvador Ele mesmo, e me apresso a este Sacramento pelo mesmo propósito que São Pedro e João se apressaram ao Seu sepulcro; porque espero encontrá-Lo ali. […] ‘Isto é o Meu corpo’ me promete mais do que uma figura; este santo banquete não é apenas uma mera memória, mas pode de fato conceder tantas bênçãos a mim quanto traz maldições ao receptor profano. De fato, de que maneira isso é feito, eu não sei; é suficiente para mim admirar.”


(Sermões, Sermão 101 - O Dever da Comunhão Constante).


Os Hinos Eucarísticos de Wesley


John e seu irmão Charles Wesley compuseram inúmeros hinos que expressam profundamente sua teologia e espiritualidade em relação à Santa Ceia. Um dos hinos mais significativos sobre a Eucaristia reflete o mistério e a profundidade desse sacramento:


“Oh, profundidade do amor divino,

Ó graça insondável!

Quem dirá como pão e vinho

Transmitem Deus ao homem?”


“Como o pão transmite Sua carne,

Como o vinho transmite Seu sangue,

Preenchem os corações

Do Seu fiel povo

Com toda a vida de Deus!”


Neste hino, os Wesleys expressam admiração pelo modo como Deus, através de elementos simples como pão e vinho, comunica Sua presença e graça aos fiéis. Eles reconhecem que, embora não possam compreender totalmente o mistério envolvido, podem experimentar e se maravilhar com essa realidade divina.


A Eucaristia como Sacramento e Mistério Divino


Ambos os reformadores concordam que a Santa Ceia é um sacramento instituído por Cristo e um mistério divino. Eles ressaltam que:


Não é Apenas um Memorial: Embora seja uma lembrança do sacrifício de Cristo, a Ceia é também uma participação real em Sua presença.

Rejeição de Explicações Racionais Plenas: Tanto Wesley quanto Calvino reconheceram que o modo como Cristo está presente é um mistério além da compreensão humana.

Ação do Espírito Santo: A presença de Cristo na Eucaristia é mediada pelo Espírito Santo, que torna real a comunhão com Cristo durante a celebração.


Implicações para a Vida Cristã


A compreensão da Santa Ceia como sacramento e presença real de Cristo tem várias implicações práticas:


Comunhão e Unidade: A Ceia é um meio de fortalecer a unidade entre os crentes, promovendo amor e solidariedade na comunidade.

Meio de Santificação: Participar da Eucaristia é um meio de crescimento espiritual, fortalecendo a fé e promovendo a santidade de vida.

Obediência ao Mandamento de Cristo: Celebrar a Ceia é obedecer à ordem de Jesus: “Fazei isto em memória de mim” (Lucas 22:19).


Conclusão


A compreensão da Santa Ceia como sacramento e presença real de Cristo, conforme defendida por John Wesley e João Calvino, destaca a profundidade e o mistério desse ato central na fé cristã. Mais do que um simples memorial, é um meio pelo qual os crentes participam da vida divina, recebendo graça e renovação espiritual.


Ao nos aproximarmos da mesa do Senhor, somos convidados a reconhecer tanto o sacrifício de Cristo quanto a Sua presença viva entre nós. É um chamado à fé, à adoração e à profunda comunhão com Deus e com a comunidade de crentes.


Bibliografia


Bíblia Sagrada:

João 6:51-56

1 Coríntios 10:16-17

1 Coríntios 11:23-29

Lucas 22:19

João Calvino:

As Institutas da Religião Cristã. Trad. Waldyr Carvalho Luz. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2006.


John Wesley:

Sermões. Trad. Eliel Vieira. São Paulo: Editeo, 2006.

Sermão 101 - O Dever da Comunhão Constante

Os Meios da Graça

Rattenbury, J. Ernest. Os Hinos Eucarísticos de John e Charles Wesley. Londres: Epworth Press, 1948.

Outras Referências:

Outler, Albert C. Teologia de John Wesley. São Paulo: Editeo, 2005.

Aulén, Gustaf. A Fé Cristã. São Paulo: ASTE, 1965.



Nota sobre as Reflexões de Wesley e Calvino


John Wesley enfatizou que, embora não possamos entender plenamente como Cristo está presente na Eucaristia, podemos experimentar essa realidade pela fé. Seus hinos e sermões frequentemente expressam admiração pelo mistério divino presente na Ceia. Através de linguagem poética, Wesley destaca que elementos simples podem transmitir a graça divina de maneira profunda.


João Calvino também reconheceu o mistério envolvido, afirmando que é mais importante experimentar a presença de Cristo do que entender completamente o “como” dessa presença. Para ambos, a Eucaristia é um meio pelo qual Deus comunica Sua graça aos crentes, fortalecendo-os em sua caminhada espiritual.


Ao valorizarmos a Santa Ceia como sacramento e presença real de Cristo, alinhamos nossa fé com a rica herança teológica de líderes como Wesley e Calvino. Isso nos convida a aprofundar nossa compreensão e experiência da graça divina em nossas vidas. Somos chamados a participar desse mistério com reverência, fé e gratidão, reconhecendo na Eucaristia um dos meios mais profundos de comunhão com Deus e com a comunidade de fé.

Fé em tempos de escassez


A seguir está o texto transformado em artigo, com linguagem pastoral, fluidez argumentativa e estrutura adequada para leitura, publicação em blog ou revista cristã, mantendo integralmente o conteúdo teológico e a progressão do raciocínio.


Fé em Tempos de Escassez

Confiando no Deus que sustenta quando a vida se estreita

O que fazemos quando o chão aperta?
Como reagimos quando a vida entra em “lugares apertados”, quando o dinheiro não fecha, a saúde falha, o emprego desaparece ou os relacionamentos se rompem? Será que a obediência a Deus nos poupa desses momentos? E, quando eles chegam — porque chegam — para onde corremos: para Deus ou para o Egito?

Essas perguntas não são apenas contemporâneas; elas atravessam a história da fé. Também tocaram a vida de Abraão, o patriarca da promessa. Em Gênesis 12, aprendemos que a fé não é um caminho largo e confortável, mas, muitas vezes, o caminho estreito da confiança diária.

A provação inesperada de Abraão

Abraão partiu obedientemente quando Deus lhe disse: “Sai da tua terra…” (Gn 12.1). Ele deixou tudo para trás sustentado apenas por uma palavra. Caminhou rumo à terra prometida confiando na promessa de Deus. No entanto, o texto bíblico apresenta uma surpresa desconcertante: “Havia fome na terra” (Gn 12.10).

Como assim? Abraão estava no centro da vontade de Deus — e ainda assim a fome o alcançou.

Aqui aprendemos uma das verdades mais maduras da fé cristã: estar na vontade de Deus não nos isenta de provações. Às vezes, o caminho da obediência é exatamente o mais apertado. A obediência não é um seguro contra crises; é um convite para confiar em Deus dentro delas.

O erro de Abraão: a descida ao Egito

Diante da fome, Abraão faz o que muitos de nós fazemos quando a vida aperta: entra em pânico. Em vez de confiar que Deus poderia sustentá-lo na terra prometida, ele “desceu ao Egito” (Gn 12.10).

Essa foi mais do que uma mudança geográfica; foi uma descida espiritual. Ao longo das Escrituras, o Egito simboliza o recurso fácil, o atalho, a autossuficiência. É o lugar para onde corremos quando o medo fala mais alto que a fé.

Com medo de morrer, Abraão pediu a Sara que dissesse ser sua irmã. Era uma meia verdade — e uma mentira completa. Ele se dispôs a expor a própria esposa ao risco para preservar a si mesmo. Quando o medo governa, a fé se cala.

Curiosamente, no Egito tudo pareceu funcionar. Faraó deu riquezas a Abraão por causa de Sara. Mas nem toda prosperidade é bênção. Há ganhos que nos afastam de Deus. Há portas que se abrem — mas não foram Ele que abriu. Sucesso aparente não é sinônimo de aprovação divina.

As consequências do desvio

Embora Deus tenha intervindo soberanamente para proteger Sara, as marcas do Egito permaneceram.

Primeiro, houve perda de testemunho. Abraão foi repreendido por um rei pagão e expulso do Egito. Como falar de fé quando até os ímpios percebem nossa incoerência? O desvio sempre compromete o testemunho.

Segundo, houve influência negativa sobre Ló. Ele viu o brilho das riquezas do Egito e nunca mais foi o mesmo. Mais tarde, escolheria as campinas de Sodoma, movido pela aparência de prosperidade. Nossas decisões falhas nunca afetam apenas a nós; elas respingam em quem caminha conosco.

Terceiro, surgiu o peso de Agar e, mais tarde, o nascimento de Ismael. No Egito, Abraão adquiriu Agar. Décadas depois, ela se tornaria o centro de um conflito familiar profundo, cujas consequências atravessariam gerações. Toda ida ao Egito tem um preço — mesmo quando parece vantajosa no momento.

A restauração: de volta ao altar

Mas, graças a Deus, a história não termina no Egito. Abraão voltou para Betel, ao lugar onde havia edificado seu primeiro altar (Gn 13.3–4). Ali, ele invocou novamente o nome do Senhor.

O caminho de volta existe. A restauração é possível. Deus sempre nos espera no lugar da adoração. O altar continua de pé, mesmo depois das nossas fugas.

Três lições para nossa vida hoje

A primeira lição é clara: o Deus que salva é o Deus que sustenta. Abraão creu que Deus poderia fazer dele uma grande nação, mas teve dificuldade em crer que Ele poderia prover o pão de cada dia. Muitas vezes, é mais fácil confiar nas promessas futuras do que na provisão diária. No entanto, o Deus da eternidade também é o Deus do hoje. Ele poderia ter sustentado Abraão naquela fome, assim como sustentou Isaque depois, quando este permaneceu na terra e prosperou (Gn 26.1–12).

A segunda lição é profundamente consoladora: Deus não nos abandona quando O deixamos. Abraão errou, mentiu, fugiu e omitiu — mas Deus o protegeu, guardou Sara e o conduziu de volta. Nem mesmo nossas fugas frustram os planos de Deus. Ele permanece fiel, mesmo quando somos infiéis.

A terceira lição é confrontadora: toda crise é um teste de confiança. As fomes da vida revelam onde está nosso coração. Abraão acreditou que Deus faria dele uma grande nação, mas não conseguiu confiar que Deus o sustentaria naquela semana específica. As crises expõem não apenas nossas circunstâncias, mas nossas prioridades e o nível real da nossa fé.

Conclusão: o Deus que leva nossos fardos

Encerramos com uma imagem simples e profunda. Em um aeroporto, uma mulher carregava um bebê no colo e uma mala pesada. Alguém se ofereceu para ajudá-la, mas ela recusou — porque não conhecia aquela pessoa.

Assim somos nós com Deus. Carregamos pesos que não precisamos carregar. Sustentamos ansiedades que Ele já nos convidou a entregar. Muitas vezes, não confiamos porque ainda não O conhecemos o suficiente.

A Palavra nos chama com clareza e ternura:
“Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês” (1Pe 5.7).

Seja qual for a fome que você enfrenta hoje, o Deus que te chamou é o Deus que te sustenta. Confie, mesmo quando o caminho for estreito. Permaneça na terra que Ele te deu. E, se você já desceu ao Egito, volte para o altar. Deus está lá — esperando para restaurar tudo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Redação do Dane e Canção do Same na Consagração do Primeiro Bispo do...


Segue redação escrita por Daniel quando tinha 10 anos de idade, a pedido da professora da quarta série, que solicitou que os alunos escrevessem sobre uma pessoa. Daniel escolheu escrever sobre seu pai:

“Meu pai se chama José Ildo Swartele de Mello.
Ele usa óculos, é magro, é alto, tem olhos pretos, cabelos pretos e curtos, com entradas no cabelo. Tem trinta e cinco anos.
É esperto, joga bem futebol, tem três filhos.
Meu pai é bem alegre, é bem-humorado, é uma pessoa generosa.
Ele reclama demais, ele é mandão e é muito corajoso.
Eu gosto muito do meu pai,
porque ele sempre me deu muito carinho.
Meu pai é pastor.
Eu acho que ele gosta muito da sua profissão,
porque, na sua profissão, ele está ajudando as outras pessoas que não conhecem a Palavra de Deus.
Meu pai age do mesmo jeito que pensa.
Eu nunca tive surpresas desagradáveis com meu pai.”

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

A Urgência e o Amor na Evangelização: O chamado para uma fé que transborda!


A gente vive num tempo onde o silêncio... o silêncio de muitos que conhecem a Verdade, chega a ser ensurdecedor.

Para pra pensar um pouco. A gente olha pro mundo ao nosso redor: nossos vizinhos, o pessoal do trabalho, a nossa própria família... E, muitas vezes, a gente esquece da realidade espiritual que envolve essas pessoas.

Olha, deixa eu te dizer uma coisa: evangelizar não é tarefa só de "especialistas". Não é um programa da igreja pra aumentar número de membros. Não. A evangelização é o transbordar natural de uma vida que foi resgatada pela graça!

Se o amor de Deus está em nós... ele precisa fluir através de nós.

Eu quero conversar com você sobre quatro pontos rápidos, mas fundamentais.

Primeiro: A urgência da realidade eterna.

A primeira coisa que a gente precisa recuperar é a visão da eternidade.

Se a gente crê na Bíblia, a gente sabe que a condição humana longe de Cristo é desesperadora. O pecado não é só um erro de comportamento ou uma falha de caráter. Pecado é separação de Deus. E, se nada mudar... essa separação se torna uma eternidade sem esperança.

Nós não podemos viver como se céu e inferno fossem apenas figuras de linguagem, metáforas bonitas. A cada minuto, pessoas entram na eternidade sem nunca terem conhecido verdadeiramente o Salvador.

Pensa comigo agora: se você tivesse a cura garantida pra uma doença mortal... você não correria pra entregar essa cura a quem estivesse doente?

Quanto mais nós, que recebemos de Deus a mensagem da vida eterna!

A verdade é simples e dura: a indiferença diante do destino eterno do próximo... não combina com o amor cristão.

Quem ama, avisa. Quem ama, aponta o Caminho.

O segundo ponto é: A dependência do Espírito.

Eu sei que muita gente trava na hora de falar de Jesus porque só enxerga a própria incapacidade.

A pessoa pensa assim: "Ah, mas eu não sei responder todas as perguntas...", ou "Eu não tenho facilidade com as palavras...".

Mas entenda: a evangelização não é uma obra meramente humana. Ela é uma parceria com Deus.

É o Espírito Santo quem convence o coração do pecado, da justiça e do juízo. Sem Ele, as nossas palavras são vazias. Mas com Ele? Com Ele, até um testemunho simples, uma frase sincera, pode quebrar um coração de pedra.

Deus não está pedindo de nós uma "sabedoria de palavras" impressionante. Ele quer vasos disponíveis. O nosso papel é sermos canais fiéis; o papel de convencer... é de Deus.

Por isso, guarda isso: antes de falar com as pessoas sobre Deus, fale com Deus sobre as pessoas.

Apresente nomes diante do Senhor. A evangelização começa de joelhos.

Terceiro ponto: Mais do que decisões... fazer discípulos.

Jesus não nos chamou apenas pra conseguir "decisões" rápidas, sabe? Levantar a mão num culto e pronto. Ele nos chamou para fazer discípulos.

O alvo não é só um momento de emoção, mas uma vida inteira de transformação.

Então, a gente precisa abandonar aquela mentalidade de tiro curto: "Preguei, a pessoa aceitou, agora pronto, acabou meu papel". Não.

Evangelizar inclui caminhar junto. É ensinar a guardar tudo o que Jesus ordenou. É vida na vida.

E tem mais: o nosso caráter precisa confirmar a nossa mensagem.

O mundo tá cansado de discursos bonitos. O mundo tá cansado de ouvir sermões. O mundo precisa ver o Evangelho encarnado em nós... no nosso jeito de viver, de tratar as pessoas, de perdoar.

E por fim, o quarto ponto: O Amor é a chave que abre portas.

Doutrina correta é importante, claro. Mas uma ortodoxia fria nunca ganhou ninguém pra Cristo. A verdade precisa ser dita em amor.

As pessoas não se importam com o quanto nós sabemos... até perceberem o quanto nós nos importamos com elas.

Jesus tocava os intocáveis. Ele comia com os pecadores. Ele construía pontes, e não muros.

Às vezes, um ato de bondade, um ouvido atento, ou uma mão estendida... falam muito mais alto do que um tratado teológico inteiro.

A nossa missão é amar as pessoas até a cruz. Conduzi-las, com paciência, até Jesus.

Concluindo...

Não espere um "sentimento extraordinário" pra começar a obedecer. Na vida cristã, muitas vezes a obediência vem antes do sentimento.

A ordem de Jesus já foi dada: "Ide".

O que está faltando não é oportunidade. O que está faltando são trabalhadores dispostos.

Que a sua oração hoje seja simples:

"Senhor, aqui estou. Usa a minha vida. Começa hoje, onde eu estou, com o que eu tenho nas mãos."

Não retenha a Boa Nova. O mundo... inclusive o mundo que começa dentro da sua casa... precisa desesperadamente do que você recebeu do Senhor.

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