sábado, 29 de novembro de 2025
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
Testemunho do início dos 40 anos de ministério pastoral
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
A DIVINDADE DE CRISTO
A DIVINDADE DE CRISTO
Quem é Jesus, afinal?
Comecemos com algumas perguntas fundamentais:
Quem é Jesus segundo as Escrituras?
Seria Ele apenas um profeta? Um mestre iluminado? Um ser criado exaltado?A Bíblia dá a Jesus atributos, nomes e obras que pertencem somente a Deus?
Se só Deus deve ser adorado (Mt 4.10), por que Jesus recebe adoração no Novo Testamento?
Se Deus não divide Sua glória com outro (Is 42.8), como explicar Ap 5, onde o Cordeiro recebe a mesma glória eterna do Pai?
Essas perguntas não são meramente acadêmicas. Nossa fé, nossa salvação e nossa adoração dependem da identidade correta de Jesus.
E se Jesus não é Deus, então:
sua morte não poderia satisfazer a justiça eterna;
sua ressurreição não teria poder para nos vivificar;
sua presença constante não seria possível;
sua adoração seria idolatria.
Mas se Ele é Deus Filho — como afirmam as Escrituras — então nossa fé repousa sobre o fundamento mais sólido possível.
Vamos à exposição.
I. SÓ DEUS PODE SER ADORADO (Mt 4.10; Ap 22.8–9)
Começamos pelo princípio básico do monoteísmo bíblico:
“Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.” (Mt 4.10)
E quando João tenta adorar um anjo, ele imediatamente é repreendido:
“Não faças isso! … Adora a Deus.” (Ap 22.9)
Conclusão inicial: adoração é exclusiva do Deus único.
Isso será essencial para entender tudo o que vem depois.
II. JESUS RECEBE ADORAÇÃO – E NÃO RECUSA
Se só Deus pode ser adorado, então qualquer ser criado que recebesse adoração cometeria blasfêmia.
Mas vejamos como o Novo Testamento descreve Jesus.
1. Os discípulos o adoram (Mt 14.33)
Depois de Jesus acalmar a tempestade:
“E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: ‘Verdadeiramente és o Filho de Deus!’” (Mt 14.33)
Jesus não corrige ninguém, não rejeita o gesto, não aponta para o Pai — Ele aceita a adoração.
2. O cego curado o adora (Jo 9.38)
“Creio, Senhor! — e o adorou.” (Jo 9.38)
Novamente, nenhuma correção.
3. Todos os anjos o adoram (Hb 1.6)
“E todos os anjos de Deus o adorem.” (Hb 1.6)
E aqui temos o ponto decisivo:
Anjos não podem adorar criaturas, mas são ordenados pelo Pai a adorar o Filho.
Se os anjos só podem adorar a Deus, e adoram o Filho, então o Filho participa da natureza divina.
III. JESUS É CHAMADO DE “DEUS” DE FORMA CLARA NAS ESCRITURAS
1. “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20.28)
Tomé declara:
“Senhor meu e Deus meu!” (Jo 20.28)
Jesus não repreende. Pelo contrário, responde:
“Porque me viste, creste.” (Jo 20.29)
A fé verdadeira de Tomé é reconhecer Jesus como Deus.
2. O Verbo era Deus (Jo 1.1)
“No princípio era o Verbo… e o Verbo era Deus.” (Jo 1.1)
A estrutura do texto afirma que:
o Verbo é distinto do Pai (“com Deus”),
o Verbo é participante da natureza divina (“era Deus”).
3. “Nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo” (Tt 2.13)
A gramática grega (regra de Sharp) mostra que “grande Deus” e “Salvador” se referem à mesma pessoa: Jesus Cristo.
4. “Deus forte, Pai da eternidade” aplicado ao Filho (Is 9.6)
Isaías profetiza sobre o Messias:
“Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz.”
IV. JESUS TEM ATRIBUTOS QUE SOMENTE DEUS POSSUI
1. Eternidade
“No princípio… o Verbo já era.” (Jo 1.1)
“Antes que Abraão existisse, EU SOU.” (Jo 8.58)
Aqui Jesus assume o nome divino revelado a Moisés (Êx 3.14).
2. Imutabilidade
“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre.” (Hb 13.8)
A imutabilidade é atributo divino (Ml 3.6).
3. Onisciência
“Senhor, tu sabes todas as coisas.” (Jo 21.17)
4. Onipotência
“Toda autoridade me foi dada no céu e na terra.” (Mt 28.18)
5. Onipresença
“Eis que estou convosco todos os dias.” (Mt 28.20)
Criaturas não têm essa presença constante.
V. JESUS REALIZA OBRAS QUE SOMENTE DEUS REALIZA
1. Criação de todas as coisas
“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele.” (Jo 1.3)
“Nele foram criadas todas as coisas…” (Cl 1.16)
“Por meio do Filho fez o universo.” (Hb 1.2)
Pergunta fundamental:
Como um ser criado pode criar “todas as coisas”, inclusive o tempo, o espaço e os anjos, sem criar a si mesmo?
2. Sustentar o universo
“Nele tudo subsiste.” (Cl 1.17)
3. Perdoar pecados com autoridade própria
“Teus pecados estão perdoados.” (Mc 2.5)
Os escribas se escandalizam, corretamente dizendo:
“Quem pode perdoar pecados, senão um só: Deus?” (Mc 2.7)
Jesua responde demonstrando poder divino.
4. Ser o Juiz final da humanidade
“O Pai a ninguém julga, mas confiou todo o juízo ao Filho.” (Jo 5.22)
Só Deus pode julgar todos os seres humanos e toda a história.
VI. JESUS RECEBE A MESMA ADORAÇÃO QUE O PAI (Ap 5)
Aqui está o ápice da revelação neotestamentária.
Em Apocalipse 5, João descreve:
o Pai no trono (v. 1);
o Cordeiro de pé, como morto, mas vivo (v. 6);
adoração conjunta:
“Aquele que está sentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder para todo o sempre.” (Ap 5.13)
Observe:
mesma adoração,
mesma glória,
mesmo louvor eterno,
para o Pai e o Filho.
Se Deus diz que não dará a outro a sua glória (Is 42.8), e o Cordeiro recebe essa glória junto ao Pai, então o Cordeiro não é outro — Ele participa da mesma glória divina.
VII. SÍNTESE TEOLÓGICA: O FILHO É DEUS, DISTINTO DO PAI, MAS UM COM ELE
A Bíblia mostra:
Distinção de pessoas
O Pai envia o Filho (Jo 3.17)
O Filho ora ao Pai (Jo 17)
O Pai glorifica o Filho (Jo 17.1)
Unidade de essência
“Eu e o Pai somos um.” (Jo 10.30)
(No grego, “um” está no neutro — uma só essência, não uma só pessoa.)
Comunhão eterna
“Glorifica-me, Pai, com a glória que tive junto a ti antes que houvesse mundo.” (Jo 17.5)
Isso é impossível para qualquer ser criado.
VIII. APLICAÇÃO PRÁTICA: POR QUE A DIVINDADE DE CRISTO IMPORTA?
Só Deus pode nos salvar.
Se Jesus não é Deus, não há evangelho.Só Deus merece adoração.
Adorar Cristo é honrar o Pai (Jo 5.23).Nossa esperança é tão segura quanto a glória eterna de Cristo.
Cristo divino significa redenção perfeita e vida eterna garantida.Nossa fé não repousa em uma criatura, mas no Deus encarnado.
Conclusão
A Bíblia, do Antigo ao Novo Testamento, revela um Cristo que:
é adorado,
é chamado Deus,
possui atributos divinos,
realiza obras divinas,
partilha da glória eterna do Pai,
e salva com poder divino.
Jesus é Deus Filho, consubstancial ao Pai, e digno de toda a adoração, honra e louvor.
“Para que todos honrem o Filho assim como honram o Pai.” (Jo 5.23)
terça-feira, 18 de novembro de 2025
Morte na Panela! Um grito de alerta.
Hoje eu quero conversar com você sobre uma cena estranha da Bíblia…
Um dia, no meio do povo de Deus, alguém gritou assim:
“Homem de Deus, há morte na panela!” (2Rs 4.38–41)
Imagine isso acontecendo num almoço da igreja…
Todo mundo senta para comer… alguém experimenta… e de repente diz:
“Tem veneno aqui. Se continuar comendo, a gente morre.”
É exatamente essa a imagem espiritual desse texto.
Lá em Gilgal, havia fome na terra (2Rs 4.38).
Tempo de escassez, de crise, de dificuldade.
Enquanto o povo comia qualquer coisa para sobreviver,
os discípulos de Eliseu estavam na escola de profetas, em um ambiente espiritual,
recebendo ensino, recebendo “pão do céu”.
Mas perceba:
até ali, naquele lugar santo, apareceu morte na panela.
Isso já nos ensina algo muito sério:
não é porque estamos na igreja,
não é porque temos boa estrutura, boa liderança, bom ensino,
que estamos automaticamente protegidos de todo veneno espiritual.
Às vezes, a morte entra justamente onde a gente menos espera.
A Bíblia diz que havia fome naquela terra.
E a fome é uma prova… e ao mesmo tempo um perigo.
Quando a fome aperta, o discernimento enfraquece.
Gente faminta aceita qualquer coisa.
Quem está desesperado, não escolhe muito o que coloca no prato.
E aqui eu quero falar com você, com muito carinho:
Quem tem alimentado o seu coração?
Em qual “panela espiritual” você tem colocado a sua colher?
Quais mensagens, quais pregadores, quais conteúdos estão formando sua fé,
a sua visão de Deus, da vida, do pecado, da graça?
Porque a fome do coração, se não for levada a Cristo,
pode nos empurrar para qualquer cozinha, para qualquer panela,
até para panela com veneno.
O texto diz que um discípulo saiu ao campo e encontrou uma planta.
Ele colheu os frutos daquela trepadeira e jogou tudo na panela,
sem saber o que era (2Rs 4.39).
Veja bem: ele não fez por maldade.
Ele queria ajudar. Ele queria contribuir.
Mas ele juntou três coisas perigosas:
fome + pressa + imaturidade.
E essa combinação virou veneno na panela.
Boas intenções não mudam a natureza do alimento.
Se é veneno, continua sendo veneno, mesmo com intenção boa.
Quantas vezes isso acontece hoje na vida espiritual?
• Gente compartilhando mensagens sem examinar nas Escrituras.
• Gente entrando em experiências espirituais só pela emoção, sem discernimento.
• Gente aceitando qualquer “revelação” porque está carente, está com fome.
Aí se cumpre o que Paulo disse:
crianças espirituais, levadas por todo vento de doutrina (Ef 4.14).
E tem algo ainda mais sério.
A panela estava na escola de profetas.
Com Eliseu.
Num ambiente de ensino sólido.
De comunhão verdadeira.
De liderança ungida.
E mesmo assim…
a panela foi contaminada.
Isso nos lembra que:
• Nem tudo o que aparece com cara de espiritual é de Deus.
• Nem toda “novidade” que entra na igreja é saudável.
• Nem toda coisa “do campo”, da internet, de fora, pode ser simplesmente jogada no meio do povo.
Basta um ingrediente venenoso para estragar toda a panela.
Mas graças a Deus, alguém provou… sentiu… e gritou:
“Há morte na panela!” (2Rs 4.40)
Esse grito foi um ato de amor.
Eles não ficaram calados.
Eles não pensaram: “Ah, deixa pra lá… não vamos causar confusão…”
Eles não disseram: “Quem é você para julgar a comida do irmão?”
Não.
Eles entenderam: se a gente se calar, todo mundo morre.
Hoje, muitas vezes, quem levanta a voz contra o veneno espiritual
é chamado de crítico, de julgador, de “causador de divisão”.
Mas a Bíblia manda:
“Acautelai-vos dos falsos profetas” (Mt 7.15),
“provai os espíritos” (1Jo 4.1),
“os outros julguem” (1Co 14.29),
“alguns ensinos são doutrinas de demônios” (1Tm 4.1),
“entrarão lobos cruéis que não pouparão o rebanho” (At 20.28–30),
e a igreja de Éfeso foi elogiada porque pôs à prova falsos apóstolos (Ap 2.2).
Ficar em silêncio diante do veneno não é amor.
É covardia.
E que venenos espirituais têm aparecido nas panelas do nosso tempo?
Vou citar alguns tipos de ingrediente perigoso que a Bíblia denuncia:
- Outro Jesus.
Um Jesus apenas mestre moral, apenas exemplo, apenas criatura.
Quando Ele deixa de ser o Deus verdadeiro, o Salvador suficiente,
quando não é mais o único caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6),
há veneno na panela. - Outro evangelho.
De um lado, o legalismo: salvação por regras, ritos, dias especiais.
Do outro, o libertinismo: graça sem arrependimento, fé sem obediência.
Mas o evangelho bíblico une Ef 2.8–9 com Tg 2.17:
somos salvos pela graça, mediante a fé… e essa fé verdadeira produz obras. - Outra autoridade.
Quando a Bíblia deixa de ser a única regra de fé e prática.
Quando revelações modernas, livros, líderes, tradições,
ganham peso maior do que a Palavra de Deus. - Outra cruz.
Quando a mensagem vira autoajuda, prosperidade, sucesso terreno.
Quando a cruz é substituída por coaching espiritual,
por “chave” para enriquecer, por promessas que Deus não fez. - Outra fé.
Quando objetos viram amuletos.
Águas, correntes, lenços, sal, pontos de contato.
Não é fé em Cristo, é superstição religiosa. - Outro culto.
Quando o culto vira espetáculo.
Muito barulho, muita emoção, pouca transformação.
Jesus não disse: “Pelos seus shows os conhecereis”,
mas: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16). - Outra batalha espiritual.
Quando se fala mais de demônios do que de Cristo.
Quando tudo é demônio, tudo é maldição, tudo é encosto…
e se esquece da carne, do pecado, da responsabilidade. - Outro caminho.
Quando se diz que todas as religiões são iguais,
que o pecado não é tão grave,
que o juízo não é real,
que Cristo é só mais uma opção.
Lembre-se:
um ingrediente venenoso estraga toda a panela.
Mas graças a Deus, a história não termina em morte.
Quando o povo grita, Eliseu não entra em desespero.
Ele não faz espetáculo, não inventa ritual, não vende campanha.
Ele simplesmente diz:
“Trazei farinha.” (2Rs 4.41)
Farinha.
Algo simples.
Algo comum.
Mas cheio de significado.
A farinha aponta para a Palavra de Deus
e para Cristo, o Pão da Vida (Jo 6.35).
Quando a Palavra entra, o veneno perde o poder.
Quando Cristo é recolocado no centro,
o erro é desmascarado,
o engano é dissipado,
a igreja é curada.
Nesse texto, vemos duas responsabilidades muito claras.
Primeiro, a responsabilidade dos líderes, representados por Eliseu:
discernir, corrigir, purificar, proteger o rebanho.
Depois, a responsabilidade dos discípulos, da igreja:
provar, julgar, examinar, alertar quando houver “morte na panela”.
Uma igreja madura não é uma igreja que engole tudo em silêncio.
É uma igreja bereana, que examina nas Escrituras se as coisas são de fato assim (At 17.11).
Então, deixa eu aplicar isso à sua vida hoje.
• Cuidado com a sua alimentação espiritual.
Não coma qualquer coisa.
Não é porque é “gospel”, porque falou de Deus, porque mostrou um milagre,
que é saudável para sua fé.
• Cuidado com decisões em tempos de fome.
Coração carente aceita relações tóxicas.
Crente faminto por experiências aceita heresias brilhantes.
Fome + pressa = perigo.
• Cresça no discernimento.
Busque maturidade espiritual (Hb 5.14).
Leia a Bíblia. Estude. Participe dos estudos, da Escola Bíblica.
Não viva de migalhas de internet.
• Cheque tudo na Escritura.
Sola Scriptura não é um slogan bonito.
É proteção para a igreja.
Volte sempre à Palavra.
• Tenha coragem de alertar.
Em amor, mas com firmeza.
Avisar que tem veneno não é falta de amor,
é exatamente prova de amor.
Quero terminar dizendo a você:
Talvez, em alguma área da sua vida,
você já tenha percebido que entrou veneno na panela.
Talvez você tenha bebido doutrinas que feriram sua fé.
Talvez tenha se envolvido em práticas espirituais confusas.
Talvez tenha sido enganado por promessas vazias.
Hoje, Jesus não está aqui para te condenar,
mas para purificar a panela.
Quando a Palavra entra, há vida.
Quando Cristo volta ao centro, o veneno é vencido.
Quando o evangelho verdadeiro é restaurado,
o povo volta a viver.
Que o Espírito Santo nos dê discernimento.
Que Ele nos faça uma igreja madura, bereana, centrada em Cristo.
Que nas nossas casas, no nosso púlpito, nos nossos grupos,
haja vida na panela.
Em nome de Jesus. Amém.
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