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Paulo e algumas considerações sobre a santidade

Com a frase: "assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus." (Rm 6.11), Paulo ensinou que aquele que já morreu para a velha vida precisa considerar-se realmente morto para o pecado a fim de viver de modo adequado à sua nova realidade de vida em Cristo. Para tanto, precisa continuamente mortificar-se, como ele disse aos Colossenses: "porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus... Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena" (Cl 3.3 e 5). Paulo, mesmo, esmurrava seu corpo e o reduzia a servidão para não ser reprovado (1Co 9.27). Aquele que está em pé deve cuidar para não cair (1Co 10.12). Karl Barth resumiu este conceito na afirmação de que o cristão deve tornar-se quem ele já é em Cristo Jesus!

O mesmo ensino Paulo dá aos Gálatas, quando traz à memória deles o significado do batismo: “os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.” (Gl 5.24). Mas, ciente de que a carne insiste em desprender-se da cruz para militar contra o Espírito (Gl 5.16–17). Paulo adverte que o cristão não deve sucumbir às obras da carne sob pena de não entrar no reino dos céus (Gl 5.21). Diante deste conflito e de tamanho risco, o apóstolo apresenta a seguinte solução: “andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl 5.16).

Ainda em Romanos 6.11, enquanto a morte aponta para um momento específico, algo que se dá em um instante, viver para Deus aponta para um processo continuo de crescimento. Conclui-se daí que a santidade se dá através de crise e processo!

Ildo Mello

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