quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Cristão banho-maria


“A vida que Ele viveu, qualificou-o para a morte que Ele sofreu. E a morte que Ele sofreu, nos qualifica para a vida que Ele viveu”. (Ian Thomas). Mas, infelizmente, existem muitos cristãos levando sua vida no banho-maria. Não são nem frios e nem quentes (Ap 3.15). Tem aqueles que até chegam a apelar para a graça de Deus para justificarem uma vida de frouxidão espiritual, convertendo em dissolução a graça divina (Jd 4; Rm 6.1; 2Co 6.1). Não priorizam o Reino de Deus e as coisas espirituais, não lêem a Bíblia e nem oram cotidianamente, não jejuam com regularidade, não estão comprometidos com o sustento e missão da igreja, e nem com sua obrigação de evangelizar e fazer discípulos; e nem dispostos a carregar os fardos uns dos outros, suportando as debilidades dos fracos para a edificação do Corpo de Cristo. Além disto, não fazem questão de participar, quando podem, de reuniões de estudo bíblico, oração, discipulado, célula, vigílias, retiros e outras programações da igreja, contentando-se em irem apenas aos cultos dominicais, e, muitos, nem isso fazem com fidelidade. Tem ainda aqueles que nem sequer fazem questão de participar da Ceia do Senhor. Uma boa parte destes, procura uma igreja maior, onde podem passar desapercebidos, evitando assim compromissos e responsabilidades, demonstrando possuírem uma mentalidade de cliente e não de membro do Corpo e de servo de Cristo. E tem ainda aqueles que optam por viverem fora do Corpo de Cristo, como se fosse possível ser cristão sem Igreja. Pelo que parece, esta modernidade líquida está realmente diluindo a fé e o compromisso de muitos para com o Senhor e Sua Igreja. “Desperta, ó tu que dormes!” (Ef 5.14).

A vida cristã não pode ser levada de qualquer jeito (Jr 48.10 e Fp 2.12). Paulo diz que, assim como um atleta treina para ser campeão, devemos nós também nos aplicarmos as atividades que promovem o nosso desenvolvimento espiritual (1Co 9.24-25). Pois, nosso crescimento espiritual não se dá à despeito da nossa vontade e dedicação. “Cresçamos na graça e no conhecimento de nosso Senhor.” (2Pe 3.18) e vivamos de modo digno do Evangelho, lutando juntos pela fé evangélica (Fp 1.27).

Bispo Ildo Mello

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

Uma crítica ao dispensacionalismo

Dispensacionalismo, o que é? O dispensacionalismo é um sistema teológico que ensina que haverá sete dispensações na história huma...