segunda-feira, 2 de março de 2026

Romanos 5.1–5: Do Perdão à Glória, Passando pela Tribulação

 Romanos 5.1–5: Do Perdão à Glória, Passando pela Tribulação

Por Bispo ildo Mello

Texto base: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual também obtivemos acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado." (Rm 5.1–5)


Introdução

Esse trecho maravilhoso da Palavra de Deus nos apresenta um resumo precioso do Evangelho. Nele encontramos, de modo muito claro, as três principais virtudes cristãs. Quais são? Fé, esperança e amor. O apóstolo Paulo o diz explicitamente em 1 Coríntios 13: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor" (1Co 13.13).

E encontramos esses três elementos aqui, presentes nesse pequeno trecho. Mas, além deles, há outras palavras que brilham no texto — palavras que, por si só, já dariam um sermão: justificados, paz, graça, glória. É como se Paulo estivesse reunindo, em poucas linhas, o coração da fé cristã: justificação, paz com Deus, acesso à graça, esperança da glória, sentido nas tribulações, formação de caráter, uma esperança que não decepciona e, por fim, o amor de Deus derramado pelo Espírito Santo (Rm 5.1–5).

Quero caminhar pelo texto, palavra por palavra, como a gente faz quando está com um tesouro nas mãos.


1. "Justificados": perdão, absolvição e uma justiça que não é nossa

Paulo começa dizendo: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus" (Rm 5.1). Essa primeira palavra — justificados — é fundamental.

Ser justificado significa, em termos simples, ser perdoado, absolvido, ser declarado inocente diante do tribunal de Deus. É como alguém que tinha "culpa no cartório" e de repente recebe uma sentença de absolvição.

Jesus nos mostra isso de forma muito concreta quando encontra um paralítico e, antes mesmo de falar em cura, declara: "Filho, os seus pecados estão perdoados" (Mc 2.5). A reação foi imediata: "Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?" (Mc 2.7). E Jesus responde com uma declaração que é, ao mesmo tempo, reveladora e confrontadora: "Para que saibais que o Filho do Homem tem autoridade na terra para perdoar pecados…" — e ordena ao paralítico: "Levante-se, pegue o seu leito e vá para a sua casa" (Mc 2.10–11). Ou seja: Jesus prova, com o milagre, a autoridade espiritual que já havia declarado. Ali, Deus se faz presente na pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 1.1, 14).

Quando Paulo fala de justificação, ele não está dizendo que você foi melhorando aos poucos. Não. Ele está dizendo que Deus te dá uma justiça que não é tua — uma condição diante de Deus que você não poderia produzir sozinho.

Isaías já havia profetizado isso, apontando para a cruz: o Servo do Senhor levaria o pecado de muitos, e por meio do seu sofrimento justificaria a muitos (Is 53.4–6, 11). Há substituição, há imputação, há um ato divino de graça.


2. A parábola do banquete: a roupa da dignidade e a justiça concedida

Eu gosto de explicar a justificação com a parábola do grande banquete.

Em Mateus 22, Jesus conta a parábola do rei que preparou uma festa de casamento para o seu filho (Mt 22.1–2). Ele convida pessoas que, teoricamente, deveriam valorizar o convite, mas elas fazem pouco caso: uns vão para os seus negócios, outros desprezam os servos, alguns chegam a maltratá-los e matá-los (Mt 22.3–6).

O rei reage, trata aqueles homens conforme a gravidade do que fizeram, e toma uma decisão: "A sala não pode ficar vazia. Chamem todos. Tragam todo mundo" (Mt 22.7–10). Gente das ruas, das vielas, das praças — "maus e bons" (Mt 22.10).

Pense: é uma festa real. É o casamento do filho do rei. E essa multidão chega sem roupa adequada, sem veste de honra, sem condição de participar dignamente. E o rei, para que a festa aconteça e ninguém seja humilhado, provê a condição necessária. Ele providencia a roupa.

Essa roupa, meus irmãos, é uma imagem da justificação: eu não tenho, mas Deus me dá. Eu não mereço, mas Deus concede. Eu não tenho dignidade própria para estar ali, mas o Rei me reveste. E Paulo está dizendo exatamente isso: "Justificados… pela fé…" (Rm 5.1). Não é por performance religiosa, não é por currículo, não é por reputação — é pela fé no Cristo que nos reveste.


3. O véu rasgado e os querubins: de impedidos a recebidos

Aqui entra uma cena poderosa do Evangelho. Quando Cristo morreu na cruz, "o véu do templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo" (Mt 27.51). Isso não é detalhe. Isso é uma mensagem.

Aquele véu simbolizava separação — impedia o acesso ao Santo dos Santos. E os querubins bordados no véu evocavam o Éden, quando Adão e Eva pecaram, foram expulsos, e Deus colocou querubins com uma espada flamejante para impedir o retorno (Gn 3.24). O pecado nos destituiu da glória de Deus, nos tirou a dignidade do acesso (Rm 3.23).

A mensagem era clara: "Vocês não podem entrar. Vocês não podem chegar. Vocês não podem permanecer." Por quê? Porque o ser humano pecador não sustenta a presença do Deus santo. Havia separação.

Mas quando Cristo morre, o véu se rasga de alto a baixo (Mt 27.51). Isso é Deus dizendo: o caminho foi aberto. O acesso foi restaurado. E é exatamente isso que Paulo afirma: "…por meio de quem obtivemos acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes" (Rm 5.2). Acesso a Deus. Acesso ao trono da graça. Intimidade restaurada (Hb 4.16).


4. "Acesso": intimidade de filhos e a liberdade de entrar na presença

Eu gosto muito de ser pai e avô. Quando meus filhos eram pequenos, eles vinham e pulavam no meu colo. Não ficavam pedindo licença do lado de fora, batendo na porta como se fossem estranhos. Eles entravam, chegavam, se aproximavam. Havia intimidade.

E agora, com os netos... meus netos são os mais "folgados do mundo" — no bom sentido —, respeitosos, mas com liberdade. Eles entram na minha presença e se sentem em casa.

É isso que o Evangelho faz: nos tira da posição de estranhos e nos coloca na posição de filhos. E Paulo está dizendo: "Temos acesso" (Rm 5.2). Pense naqueles convidados da parábola — chamados das ruas. Eles podem até achar que é engano: "Eu? Na festa do príncipe?" Mas não é engano. A mensagem é: "Você pode vir — porque aqui você será lavado e receberá vestes."


5. "Paz": shalom, aconchego, reconciliação e fim do medo

Paulo diz: "…temos paz com Deus" (Rm 5.1). E eu preciso falar da paz, porque isso é decisivo.

No Antigo Testamento, a palavra paz é shalom. E shalom não é apenas "parar de brigar" ou cessar hostilidade. É bem-estar, plenitude, restauração, vida ajustada com Deus.

Quando o ser humano pecou, a primeira reação foi fugir. Adão e Eva se esconderam de Deus (Gn 3.8). O pecado gera medo. O pecado afasta. O pecado cria a sensação de que a presença de Deus é ameaça.

E isso explica por que, às vezes, até a ideia da segunda vinda de Cristo assusta. A pergunta que surge é: "E se hoje fosse o dia? Estou preparado para me deparar com Deus, com o juízo, com o trono?" (2Co 5.10; Ap 20.11–12).

Mas Paulo está dizendo: "Justificados… temos paz" (Rm 5.1). Ou seja: o Evangelho não apenas perdoa — ele tira o medo. Ele reconcilia (Rm 5.10–11).


6. O filho pródigo: o abraço que substitui a bronca

Eu vejo isso representado de forma linda na parábola do filho pródigo.

O filho vira as costas, esbanja tudo, se afunda (Lc 15.11–16). Depois "cai em si" e decide voltar (Lc 15.17–20). Ele prepara um discurso: "Pai, pequei… não sou digno… recebe-me como um dos teus trabalhadores" (Lc 15.18–19). Só que, quando se aproxima, o pai não espera. O pai corre ao encontro, abraça e beija (Lc 15.20). O filho mal consegue terminar o discurso, porque a graça do pai interrompe o roteiro da vergonha.

Quero que você se coloque no lugar daquele filho. Ele esperava bronca, condenação, reprimenda. Mas o que recebe é abraço. Que sensação é essa? Aconchego. E isso, meus irmãos, é paz. Isso é shalom. É bem-estar, segurança, intimidade.

E o pai ainda ordena: "Tragam a melhor roupa, sandálias, anel, e façam festa!" (Lc 15.22–24). É restauração total. É filiação reafirmada. "Temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm 5.1).


7. "Nos gloriamos na esperança da glória de Deus": antecipação do céu no coração

Paulo continua: "…e nos gloriamos na esperança da glória de Deus" (Rm 5.2). Quando a glória de Deus visita nossa alma, é como se o céu tocasse o coração. Há uma alegria profunda, um bem-estar santo.

Aqui eu compartilho um testemunho pessoal. Eu nasci na fé, cresci no Evangelho — mas vivia "do jeito que me dava na telha". Lia a Bíblia, orava, mas sabia que não estava vivendo de modo digno do Evangelho (Fp 1.27). Eu sabia que estava fora do trilho. E a gente sabe quando está fora do trilho — a não ser que tenha mentido tanto para si mesmo que já se convenceu da própria mentira (Jr 17.9).

Eu até orava pedindo misericórdia. Tinha consciência de pecado. Sabia que o dia do encontro com Deus vem. E como é que você vai estar? (2Co 5.10).

Até que, aos 16 anos, tive uma experiência de entrega. Eu cria, mas vivia naquela lógica: "Deus lá e eu cá". Deus servia para abençoar meus planos, resolver meus problemas, livrar do mal — mas não para ser Senhor da minha vida (Lc 6.46). Até o dia em que me rendi: "Senhor, eu me entrego. Reconheço teu senhorio. Dirige meus passos. Seja feita a tua vontade" (Mt 6.10). E naquele dia experimentei uma paz que descrevi como a maior paz que um ser humano pode experimentar (Fp 4.7).

E então aconteceu: "o amor de Deus foi derramado em meu coração pelo Espírito Santo" (Rm 5.5). Senti-me amado, acolhido, perdoado, agraciado, cheio de esperança.


8. Esperança concreta: não é vaga; é certeza com penhor do Espírito

Talvez "esperança" seja a palavra que melhor resume aquele momento. Esperança da vida eterna. Esperança do amanhã. Esperança do futuro — porque o futuro estava nas mãos de Deus (Sl 31.15). Eu não sabia o que vinha pela frente, mas sabia quem estava comigo (Mt 28.20).

Aquilo foi divisor de águas. Eu não via a hora de chegar aos cultos. Lia a Bíblia com intensidade. Comungava com Deus em oração, adoração e comunhão com a igreja (At 2.42).

Era office boy, estudava à noite, trabalhava de dia, ganhava salário mínimo — e era a pessoa mais feliz do mundo. Minha namorada tinha me dado fora, e eu era a pessoa mais feliz do mundo. Depois deu tudo certo, e até hoje tem dado — mas naquele momento a alegria era real: a glória de Deus estava no coração.

A esperança cristã não é como "esperar ganhar na loteria". Não é vaga nem fantasia. É concreta. Eu uso uma ilustração simples: quando vou à rodoviária receber alguém, tenho esperança de encontrá-la. Estou lá porque espero que ela venha. E me decepcionaria se ela não viesse. Mas não é "talvez". É algo firme.

Assim é a esperança cristã: firme porque se apoia em promessa e em penhor. Temos o penhor do Espírito Santo, garantia da nossa herança eterna (Ef 1.13–14). Deus já nos deu sinais, já nos deu a presença, já nos deu o testemunho interior. Por isso a esperança não decepciona (Rm 5.5). Os que esperam no Senhor não são envergonhados (Sl 25.3; Hb 11.6).


9. "E não somente isto": tribulações — e o choque dos recém-convertidos

Mas Paulo diz: "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações" (Rm 5.3). E eu serei honesto: depois da conversão, tive muita tribulação. Decepções dentro da igreja, escândalos, pedras de tropeço. Coisas que, humanamente falando, fariam alguém desistir — mas Deus me sustentou (2Co 4.8–9).

Esse é um ponto crítico para os novos convertidos. Muitos pensam: "Agora vai ser mar de rosas." Aí vem tribulação — e vem confusão. "Parece que depois que me batizei as coisas pioraram." É por isso que Pedro adverte: não estranhem o fogo ardente, como se algo estranho estivesse acontecendo (1Pe 4.12).

E muitos não conseguem fazer o que Paulo diz: gloriar-se nas tribulações (Rm 5.3). Eles amaldiçoam a provação, entram na tentação de blasfemar, acham que Deus abandonou — como Jó, que chegou a ser pressionado pela própria esposa a fazê-lo (Jó 2.9–10).


10. A tempestade e Jesus dormindo: "Não se te dá que morramos?"

Jesus convida os discípulos para entrar no barco (Mc 4.35). Eles obedecem. No meio do caminho, vem uma tempestade tão forte que pescadores experientes temem pela vida (Mc 4.37). E o detalhe é: Jesus está dormindo (Mc 4.38).

Essa é, muitas vezes, a percepção do crente em tribulação: "Deus está dormindo. Deus tirou férias. Deus não se importa." E eles dizem: "Mestre, não te importa que pereçamos?" (Mc 4.38). Na versão mais antiga: "Não se te dá que morramos?" — isto é, "o Senhor não se importa?"

Mas então Jesus se levanta, repreende o vento, ordena ao mar que se acalme — e há grande bonança (Mc 4.39). E eles ficam tomados de temor: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?" (Mc 4.41). A tempestade se tornou sala de aula. A tribulação se tornou lugar de revelação.


11. Deus não abandona: tribulação não é descaso; é processo com propósito

As tribulações não são sinal de abandono. Deus está presente. Deus contempla. Deus vê. Deus sustenta (Sl 46.1–2).

Eu vou compartilhar algo muito pessoal. No momento da maior tribulação da minha vida, tive uma visão — a única da minha vida. Eu não sou homem de visões; Deus fala comigo prioritariamente pela Palavra (2Tm 3.16–17). Mas naquele momento tive uma visão: eu subia uma escadaria muito íngreme, difícil, e pensava em desistir. Não via o fim. E então uma voz disse: "Ei, meu filho!" Olhei — e era Jesus. E ele disse: "Eu estou aqui. Eu estou contemplando. Eu estou com você. Não desista."

No dia seguinte, fui expulso pelos líderes da mocidade da Igreja, por inveja e outras razões. Mas continuei. Deus me sustentou. Deus cuidou de mim.


12. Tribulação produz musculatura espiritual: perseverança, experiência e esperança

Paulo diz que a tribulação produz perseverança (Rm 5.3). Perseverança é paciência ativa, resiliência — você aguenta firme sem perder a fé.

Eu uso uma ilustração simples: musculação. Comecei a treinar e já está surgindo um pequeno músculo — tímido, mas surgindo. Para ter músculo desenvolvido, é preciso resistência. Sem resistência, não há fortalecimento. Sem dor, não há ganho.

E a verdade bíblica confirma isso: Deus não permite que a provação seja maior do que nossa força; e junto com ela ele dá o escape (1Co 10.13). Deus está trabalhando em nós. Paulo encadeia assim: tribulação → perseverança → experiência → esperança (Rm 5.3–4). Essa "experiência" é a bagagem espiritual que você só adquire atravessando certas tempestades com Deus.

Os discípulos nunca teriam visto Jesus acalmando a tempestade se não tivessem passado pela tempestade (Mc 4.39). Por isso é tão importante atravessá-la confiando que, a seu tempo, ele se levantará e socorrerá.


13. O "já e ainda não": já somos do céu, mas ainda gememos

Fé e esperança estão ligadas ao que ainda não vemos plenamente. "A fé é a certeza das coisas que se esperam" (Hb 11.1). A esperança é aquilo que ainda não possuímos completamente, mas aguardamos com segurança.

Nós vivemos no "já e ainda não". Já fomos justificados (Rm 5.1). Já temos paz com Deus (Rm 5.1). Já temos acesso à graça (Rm 5.2). Já temos sinais do céu no coração. Mas ainda não temos corpo glorificado. Ainda sentimos tristeza, dores, sede. Ainda choramos. Ainda gememos (Rm 8.23). Um dia Deus enxugará de nossos olhos toda lágrima (Ap 21.4) — mas ainda não é o dia final. Há consolação hoje, mas ainda provisória; um dia será plena e definitiva.

Nós já somos do céu, mas ainda não estamos no céu. Por isso esperança e tribulação convivem. Essa é a caminhada cristã.


14. "Trazer à memória": esperança baseada em experiências reais com Deus

Jeremias escreve: "Quero trazer à memória o que me pode dar esperança" (Lm 3.21). Ele está dizendo: a esperança não nasce do vazio — nasce da lembrança do que Deus já fez.

A esperança cristã não é fantasia. É uma esperança concreta que se apoia em promessa e em penhor: temos o Espírito Santo como arras da nossa herança eterna (Ef 1.13–14). Deus já nos deu sinais, já nos deu presença, já nos deu o testemunho interior. Por isso a esperança não confunde (Rm 5.5). Os que esperam no Senhor não são envergonhados (Sl 25.3). Ele é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6).


15. "O amor de Deus derramado": cura da alma e transformação total

Paulo conclui essa seção dizendo: "…porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5.5).

Esse amor é tão grande que Deus nos amou quando ainda éramos alheios, adversários, indiferentes. Ele nos amou primeiro (1Jo 4.10, 19; Rm 5.8, 10). E esse amor nos constrange (2Co 5.14).

Há uma aplicação pastoral aqui que não posso deixar de fazer: há pessoas que carregam feridas profundas, traumas, rejeições — baixa autoestima construída ao longo de anos. E há uma cura real quando o Ser mais poderoso do universo manifesta amor por nós (Rm 5.5, 8). Isso cura feridas da alma. Isso dá alívio. Isso reposiciona a vida.

"Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). Se ele nos amou quando éramos pecadores, quanto mais agora, na comunhão com ele (Rm 5.10). E esse amor santifica. Ele nos muda.


16. O olhar de Jesus para Pedro: amor que constrange e chama ao arrependimento

Mesmo depois da conversão, podemos falhar. Pedro negou Jesus três vezes (Lc 22.57–60). E então aconteceu aquela cena: Jesus olhou para Pedro (Lc 22.61). Pedro olhou para Jesus. E aquele olhar foi constrangedor — não de acusação fria, mas de amor ferido. Pedro saiu e chorou amargamente (Lc 22.62).

Como está você hoje? Contemple Cristo olhando para você. Aquele que está se entregando por você. Aquele que te ama. E de repente você percebe que tem negado a Cristo com suas atitudes, escolhas, decisões.

Esse olhar muda tudo. Esse olhar transforma tudo.


Amém.


https://youtu.be/zg8E-Wv8CNA?si=GwQdbLsSho_xI6kb 

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