quarta-feira, 12 de abril de 2017

O Caminho da Cruz

Condenado à morte injustamente


"Disse-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado! O governador, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado! Então, Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; considerai isso. E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos. Então, soltou-lhes Barrabás e, tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado." (Mt 27:22-26).

Aquele que regressará um dia para julgar o mundo se vê ali humilhado e indefeso diante de um juiz terreno. Pilatos sabe que Jesus é inocente e até procura um meio de absolvê-lo, mas diante da pressão, ele opta por ver o seu lado, para não comprometer sua imagem pública. Assim, a justiça foi espezinhada pela covardia e pelos interesses pessoais, que acabaram sufocando a voz da consciência. A mais severa pena foi aplicada ao homem mais justo da história. Deste modo foi que se deu a maior de todas as injustiças.


Sofrimento e humilhação à caminho da cruz


“Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório, reuniram em torno dele toda a corte. Despojando-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate; tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! E, cuspindo nele, tomaram o caniço e davam-lhe com ele na cabeça. Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado.” (Mt 27.27–31).

Ao Rei dos reis deram uma coroa de espinhos, a ele, cujo cetro é de justiça (Sl 44.7), deram um caniço por cetro. O Filho de Deus foi tremendamente ridicularizado pelo mundo. “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.” (Is 53.7). O Rei Jesus entrou em Jerusalém, manso e humilde, montado em um jumentinho, pois o verdadeiro Rei não reina por meio da violência, mas do amor que o move ao sacrifício da cruz, caminho este repleto de sofrimento e humilhação. Quão diferente são os reis e poderosos deste mundo que agem apenas em função dos seus próprios interesses.

Seguir o verdadeiro Rei é morrer para si mesmo e carregar a humilhante e dolorosa cruz em um mundo de tanta corrupção, injustiça e violência.

Ildo Mello

quinta-feira, 16 de março de 2017

Como resolver conflitos e acabar com a fofoca na igreja



Reagir com fofoca e maledicência não é uma atitude cristã, traz condenação e só aumenta a gravidade dos problemas.
“… não deem ao adversário ocasião favorável de maledicência” (1Tm 5.14).
“Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se… Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum!.” (Tg 1.19 e 26). 
Jesus advertiu: “Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado". (Mt 12:36,37).

Vejamos as orientações de Nosso Senhor Jesus Cristo ao cristão que se sentir ofendido:

"Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano.” (Mt 18:15-17).

Destacam-se aí 3 princípios para a resolução de conflitos. Em primeiro lugar, o cristão que foi ofendido por alguém, não deve falar mal do ofensor e nem ficar esperando que este venha até ele para pedir desculpas, (1) mas deve, o mais rápido possível, tomar a iniciativa de procurar o ofensor para (2) uma conversa pessoal a respeito do assunto. (3) Se não houver reconciliação, deve tentar mais uma vez, só que, agora, na companhia de um mediador neutro, alguém que conte com o respeito por ambas as partes envolvidas no conflito, e se, mesmo assim, não houver conserto, o assunto deve ser levado à Igreja para abertura de um processo disciplinar contra o ofensor impenitente.

Resumindo, o cristão ofendido não deve sair falando mal do ofensor, antes, deve tomar a atitude de buscar diálogo com ele:

  1. O mais rápido possível
  2. Com o menor número de pessoas possível
  3. A partir da menor instância possível


Falar um com o outro em vez de falar um sobre o outro, é o melhor jeito de resolver conflitos.

“Põe guarda, Senhor, à minha boca;
vigia a porta dos meus lábios.” 
(Sl 141.3).

Bispo Ildo Mello

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