BENJAMIN TITUS ROBERTS
(1823–1893)
Vida e Ministério do Principal Fundador da Igreja Metodista Livre
Uma biografia baseada nas principais fontes históricas
Por
Bispo José Ildo Swartele de Mello
Introdução
O que leva um pastor promissor, formado em universidade, dotado de talento jurídico e apreciado pelo povo, a ser expulso de sua denominação aos 35 anos de idade? E o que faz com que esse mesmo homem, em vez de amargurar-se, funda um movimento que hoje alcança dezenas de países? Que combinação de santidade pessoal, coragem profética e sensibilidade social explica a vida de Benjamin Titus Roberts?Estas perguntas orientam esta biografia. B. T. Roberts, como era conhecido, ou simplesmente BTR nos círculos metodistas livres, viveu quase setenta anos que atravessaram as grandes revoluções políticas, sociais e tecnológicas do século XIX americano, incluindo a Guerra Civil. Sua vida entrelaça três correntes que marcaram profundamente o cristianismo norte-americano daquele século: o avivalismo, o abolicionismo e o perfeccionismo wesleyano (a busca da santidade). Howard Snyder, seu principal biógrafo, chamou B. T. e sua esposa Ellen de “santos populistas” — populistas no sentido mais nobre do termo: um cristianismo de e para o povo, todo o povo, especialmente os pobres e oprimidos.
A história que segue foi construída a partir das fontes primárias e secundárias mais confiáveis: a biografia escrita por seu filho Benson H. Roberts (1900), a biografia dupla de Esther M. Roberts, O Bispo e sua Esposa (1962), e a monumental obra de Howard A. Snyder, Populist Saints (2006), além dos escritos do próprio Roberts.
1. Raízes e conversão (1823–1845)
Benjamin Titus Roberts nasceu em 25 de julho de 1823, no oeste do Estado de Nova York. Seus pais, Titus e Sally Roberts, eram cristãos ativos e dedicados. A família viveu primeiro perto de Forestville, no norte do condado de Chautauqua, e mudou-se depois para Gowanda, pequena cidade aninhada no vale formado pelo riacho Cattaraugus, que serpenteia rumo ao lago Erie. Era a região que os historiadores chamariam de “distrito queimado” (burned-over district), assim apelidada pela intensidade dos avivamentos que a varreram repetidamente na primeira metade do século XIX.
Desde cedo, o menino demonstrou capacidade intelectual notável. Aos 16 anos já lecionava enquanto estudava Direito. Por volta dos 15, estudou latim com o pastor presbiteriano local, John Preston, que se ofereceu para custear sua formação para o ministério. A resposta do adolescente é reveladora de sua honestidade: “Não posso aceitar, pois ainda não me converti.” Como observa Snyder, o jovem Roberts já havia se convertido à causa antiescravagista — mas ainda não a Jesus.
Roberts fez um estágio de dois anos com um advogado em Little Falls, Nova York, sustentando-se como professor, e voltou para casa em 1844 para preparar-se para o exame da ordem. Concordava intelectualmente com o cristianismo, mas nunca havia se entregado a Cristo. Por volta de seu vigésimo primeiro aniversário, amigos o convidaram para uma reunião de oração num domingo à tarde. No meio do culto, um tanoeiro analfabeto levantou-se e, com lábios gaguejantes, contou como Deus o havia transformado. A humildade simples daquele operário tocou profundamente o jovem advogado. Ele se viu como pecador perdido, necessitado da graça de Deus (Rm 3.23–24). Seguiu-se uma luta interior: Roberts estava disposto a ser cristão, desde que pudesse continuar sua carreira jurídica. Mas a questão se pôs, afinal, como uma escolha entre a advocacia e Deus. Ele mesmo resumiu o desfecho:
“Cristo exigiu uma rendição incondicional. Eu a fiz. As alegrias do perdão e da paz fluíram para a minha alma. Meu cálice transbordou; minha felicidade era indizível.”
A conversão redirecionou tudo. O futuro advogado começou imediatamente a preparar-se para o ministério metodista.
2. Formação: do seminário à Universidade Wesleyana (1845–1848)
O primeiro passo foi o Seminário Wesleyano de Genesee, perto de Rochester, onde ingressou em abril de 1845 para preparar-se para a universidade. Dali seguiu para a Universidade Wesleyana, em Middletown, Connecticut — instituição metodista onde completou uma rigorosa formação de quatro anos em artes liberais. Para sustentar-se, lecionou em escolas distritais, chegando a participar do sistema de “hospedagem ambulante”, em que o professor morava por rodízio na casa das famílias dos alunos. No último ano, uma bolsa de estudos permitiu-lhe dedicar-se integralmente aos estudos.
Três influências daquele período merecem destaque. Primeiro, o Dr. Stephen Olin, reitor da universidade, cujo conselho manteve Roberts no rumo do pastorado: convidado a dirigir o Seminário Wyoming, na Pensilvânia, Roberts consultou Olin, que respondeu: “Há mais gente para ensinar do que para pregar.” Roberts recusou o convite. Segundo, o evangelista John Wesley Redfield, sob cujo ministério houve um poderoso avivamento na universidade — ocasião em que Roberts experimentou uma obra mais profunda da graça em sua vida espiritual. Ao presenciar aquele mover, exclamou: “Isto é o metodismo!” Terceiro, amizades duradouras, especialmente com William C. Kendall, que mais tarde compartilharia com ele os trabalhos e as lutas do Concílio de Genesee.
Roberts graduou-se em 1848. E foi exatamente ali, no verão da formatura, que sua história ganhou um capítulo decisivo — e romântico.
3. Ellen Lois Stowe: um amor e uma parceria de ministério
Pouco antes da formatura, Roberts conheceu Ellen Lois Stowe, uma jovem de Nova York que visitava o campus. Ellen anotou em seu diário: “Gostei do tom da mente dele.” No dia seguinte à formatura, os dois caminharam até o bosque de Pameacha; Roberts subiu num galho de árvore e recitou “alguns belos versos” de poesia. Despediram-se — e Ellen temeu nunca mais vê-lo. Mas uma densa neblina forçou o vapor em que ele viajava a retornar ao porto, e na manhã seguinte ele estava de novo à sua porta, pedindo permissão para escrever-lhe. Ela disse sim.
Ellen nascera em 4 de março de 1825, em Windsor, Nova York, filha de Stoddard Stow e Dorcas Lane. Passou dez anos em Manhattan, na casa dos tios George e Lydia Lane — George Lane era o publicador oficial da Igreja Metodista. Estudou no Rutgers Female Institute e cresceu espiritualmente sob influências notáveis: morava perto de Phoebe Palmer, figura central do nascente movimento de santidade, e via na tia Lydia um modelo de piedade e de serviço aos pobres da cidade. “Como ela orava! Ela trazia o céu para baixo”, escreveu Ellen sobre a tia.
Separados por cerca de 650 quilômetros — ele iniciando seu pastorado no extremo oeste de Nova York, ela em Manhattan —, os dois cultivaram o relacionamento por cartas. Só voltaram a se ver no dia do casamento, em maio de 1849, celebrado na casa do tio de Ellen, em Manhattan. Foi um casamento notavelmente feliz e igualitário para os padrões da época: Roberts afirmava que o casamento devia ser uma parceria de iguais, e ambos procuraram viver assim. Já no fim da vida, ele comentava sorrindo com a esposa: “Ainda não tivemos a primeira briga, não é mesmo?” Ellen seria intercessora, conselheira, administradora e colaboradora indispensável em tudo o que ele construiu — a ponto de a história de um não poder ser contada sem a do outro.
4. Dez anos como pastor metodista episcopal (1848–1858)
Roberts começou a pregar em 1848, num momento de grande transição do metodismo americano, que se tornava a maior denominação protestante do país. A figura do pregador itinerante de circuito dava lugar ao pastor profissional estabelecido; igrejas metodistas prósperas nas grandes cidades contrastavam com o metodismo pobre da fronteira — e esse contraste alimentava disputas sobre a própria identidade do movimento. Como os pastores metodistas só podiam servir dois anos em cada igreja, Roberts serviu sete igrejas em dez anos, todas no Concílio (Conferência) de Genesee, oeste de Nova York.
4.1. Caryville, Pike e Rushford
Sua primeira nomeação foi Caryville, a noroeste de Batavia. No primeiro domingo, 17 de setembro de 1848, pregou de manhã e à tarde e dirigiu uma reunião de oração à noite; percebeu “um estado geral de frieza e torpor” entre os membros, mas não desanimou. Seu primeiro sermão tratou da pureza de coração, a partir de Mateus 5.8 — “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5.8) —, tema que se tornaria a nota dominante de toda a sua pregação: a necessidade e a possibilidade da santidade de coração e vida (Hb 12.14). Naquele primeiro ano, cerca de 40 novos membros foram recebidos na igreja. Em Pike, encontrou uma congregação em declínio, mas perseverou e viu renovação. Foi nesse período, durante um acampamento, que teve uma visão espiritual decisiva: diante dele se abriam dois caminhos — um de popularidade e facilidade, outro de fidelidade à verdade com aflição e perseguição. Escolheu conscientemente o segundo. Em Rushford, um grande avivamento floresceu sob seu ministério.
4.2. Buffalo, Brockport e a primeira grande dor
Ordenado presbítero, Roberts foi enviado em 1852 à Igreja da Rua Niagara, em Buffalo — uma congregação urbana marcada, em sua avaliação, pela apatia espiritual e pelo apego às convenções sociais. Ali enfrentou de perto o sistema de aluguel e venda de bancos (pews), que reservava os melhores lugares do templo a quem pudesse pagar. Propôs eliminar as dívidas da igreja sob a condição de que os assentos se tornassem livres para todos; a congregação recusou, e o templo acabou sendo vendido. Em Brockport (1853–1855), cidade do canal Erie, o ministério foi frutífero: Roberts liderou um avivamento vigoroso e fundou o acampamento de Bergen, que se tornaria tradicional. Mas ali também o casal provou sua maior dor: a única filha, Sarah Georgiana, nascida em janeiro de 1855, adoeceu e morreu em agosto do mesmo ano. “Às vezes parece que meu coração vai partir”, escreveu Ellen. Sustentados pela graça, prosseguiram (2Co 1.3–4).
4.3. Albion e os artigos sobre “Igrejas Livres”
Em Albion (1855–1857), Roberts começou a publicar na imprensa metodista. Em abril e maio de 1856, publicou três artigos no Northern Christian Advocate sob o título “Igrejas Livres” (Free Churches), argumentando em bases bíblicas, teológicas e práticas contra o aluguel e a venda de bancos — expediente popular de arrecadação, especialmente nas igrejas urbanas que erguiam templos imponentes de pedra e tijolo. “Que cada um contribua como nos dias apostólicos, segundo as suas posses, e a Igreja poderá sustentar-se com muito mais facilidade do que sob o sistema de bancos”, escreveu. Para Roberts, tratava-se de uma questão evangélica elementar: um sistema que humilha o pobre à porta do templo nega o evangelho que Jesus anunciou aos pobres (Lc 4.18; Tg 2.1–9). Os artigos, porém, indignaram o grupo influente de pastores mais velhos que controlava os negócios do Concílio de Genesee — um grupo em boa parte ligado a sociedades secretas e ao establishment eclesiástico. As nuvens se acumulavam.
5. O conflito: “Metodismo da Nova Escola”, dois julgamentos e a expulsão (1857–1858)
Seis dias antes do Concílio Anual de Genesee de 1857, Roberts publicou um artigo em duas partes intitulado “Metodismo da Nova Escola” (New School Methodism) — o estopim direto de sua expulsão. Sem citar nomes, o artigo denunciava o aluguel de bancos e os desvios teológicos em relação ao metodismo histórico: afirmava que um grupo de cerca de trinta pregadores difundia no Concílio uma “nova teoria de religião”, que colocava as boas obras no lugar da fé em Cristo e confundia justificação com santificação — algo “muito diferente do ensino dos pais do metodismo”. O texto contrariava o “pedido afetuoso” do Concílio de 1856 de que os pregadores não publicassem artigos implicando membros da conferência.
No Concílio daquele ano, líderes poderosos apresentaram acusações formais contra Roberts: “conduta não cristã e imoral” — por causa de um artigo de opinião. Instaurou-se um julgamento eclesiástico completo, presidido pelo bispo Osman Baker. Roberts usou suas habilidades de advogado para refutar as acusações, mas foi condenado por 52 votos a 43 e sentenciado a receber uma repreensão do bispo. Aceitou a repreensão, mas não a sua justiça, e anunciou que apelaria ao Concílio Geral de 1860.
O caso poderia ter morrido ali. Mas leigos indignados espalharam a notícia, e um homem do Concílio, George Estes, sem o conhecimento de Roberts, republicou e distribuiu amplamente o artigo “Metodismo da Nova Escola”, prefaciado por um relato inflamado do julgamento, com os nomes dos que votaram contra Roberts. Isso levou ao segundo julgamento, em 1858. Enquanto isso, Roberts pastoreava Pekin, congregação de 160 membros, onde conduziu um poderoso avivamento com o evangelista John Wesley Redfield — “de dez a vinte pessoas ao altar cada noite”, registrou.
O segundo julgamento foi longo e complexo, e seu desfecho, praticamente predeterminado. Acusado de ter participado da republicação do artigo — o que não era verdade —, Roberts defendeu-se habilmente, mas foi condenado por 62 votos a 32 e, em seguida, expulso do ministério e da denominação por 54 votos a 33. Como observa Snyder, o julgamento tratava, na verdade, da direção que o metodismo estava tomando e da audácia de Roberts em desafiar a estrutura de poder do Concílio. Quando a conferência se encerrou, em 22 de outubro de 1858, Roberts viu-se sem igreja, sem denominação, sem nomeação e sem casa pastoral. Ellen reagiu com serenidade surpreendente: sentia vontade de rir — “o riso de uma criança inocente que não tem preocupação alguma”. No domingo seguinte, o casal assentou-se humildemente entre o povo na igreja de Pekin, agora conduzida por um pregador local.
Vale registrar: leigos de todo o Concílio apoiaram Roberts, e até o bispo Janes via nele um futuro brilhante. Outro pastor, Joseph McCreery, foi expulso no mesmo movimento. As chamadas Convenções de Leigos (Laymen’s Conventions) organizaram-se para sustentar financeiramente os dois e pleitear sua reintegração.
6. Entre a expulsão e a nova igreja (1858–1860)
Os dois anos seguintes foram um tempo liminar, de espera e discernimento. Roberts fixou residência em Buffalo — providencialmente, ele e Ellen haviam comprado uma casa ali cinco anos antes — e passou a viajar extensamente, pregando onde era convidado. Muitos metodistas, descontentes com os rumos da denominação e com a expulsão de Roberts, deixaram suas igrejas e iniciaram reuniões independentes; algumas congregações locais desligaram-se por completo e começaram a se chamar “metodistas livres”.
Dois acontecimentos desse período foram decisivos. Primeiro, em janeiro de 1860, Roberts fundou a revista The Earnest Christian (“O Cristão Zeloso”), que circulou amplamente pelo nordeste dos Estados Unidos, pelo Canadá e além; durante a Guerra Civil, chegou às mãos de soldados da União nos acampamentos e campanhas. Roberts a editaria por 33 anos, até a morte, fazendo dela o principal veículo de suas convicções: santidade bíblica, evangelho aos pobres, justiça social.
Segundo, a fundação da primeira igreja metodista livre — não em Nova York, mas em St. Louis, Missouri, onde ainda havia escravidão e leilões de escravos. Redfield conduzia ali um avivamento e pediu que Roberts viesse organizar uma “igreja livre”. Chegando no início de 1860, Roberts testemunhou a escravidão de perto, vendo “uma leva de escravos atravessando as ruas, provavelmente a caminho do Sul”. Escreveu: “A praga da escravidão estende-se a tudo. Sentimos sua influência esmagadora até em nossas pequenas reuniões. Deus me ajude a fazer tudo o que puder em favor da pobre humanidade sofredora.” A igreja organizada em St. Louis proibia estritamente a posse de escravos. Ali o termo “livre” ganhou seu sentido mais amplo: não apenas bancos livres e liberdade do Espírito no culto, mas liberdade dos escravos e libertação da própria instituição escravagista (Gl 5.1).
Em maio de 1860, o Concílio Geral da Igreja Metodista Episcopal reuniu-se justamente em Buffalo. B. T. e Ellen assistiram a algumas sessões como observadores, esperando que a expulsão fosse revertida e ele pudesse retomar o ministério como metodista. O Concílio negou o apelo. Estava claro que uma nova denominação teria de nascer.
7. A fundação da Igreja Metodista Livre (1860)
A Igreja Metodista Livre teve, na verdade, uma dupla fundação no verão de 1860. Em 2 de julho, metodistas “livres” de Illinois realizaram uma Convenção de Leigos no condado de DuPage, a oeste de Chicago, junto ao acampamento independente de St. Charles, sob a presidência de Roberts. Essa convenção pôs a nova igreja em operação em Illinois e Missouri, nomeou pregadores para onze campos e elegeu Roberts, por unanimidade, Superintendente Geral, com Redfield como superintendente da região de Illinois. Sete semanas depois, em 23 de agosto de 1860, realizou-se a convenção organizadora do leste, numa fazenda perto de Pekin, Nova York — data tradicionalmente lembrada como a da fundação da denominação. Ali também Roberts foi entusiasticamente eleito Superintendente Geral.
A convenção afirmou “inabalável apego às doutrinas e aos usos próprios da Igreja Metodista Episcopal”: a nova igreja não pretendia inovar doutrinariamente, mas manter o metodismo original. Suas marcas distintivas eram práticas: assentos gratuitos em todas as casas de culto; proibição da posse de escravos; proibição de filiação a sociedades secretas (como a maçonaria); representação igual de ministros e leigos em todos os níveis de governo da igreja; simplicidade no vestir; canto congregacional (naquela época, sem instrumentos); e liberdade para o Espírito Santo agir no culto público — com ordem e decência, segundo a diretriz paulina (1Co 14.40). Anos mais tarde, no livro Why Another Sect (“Por que outra denominação?”, 1879), Roberts defenderia historicamente a legitimidade dessa fundação, respondendo aos que acusavam o movimento de cisma.
Roberts sintetizou a missão da nova igreja numa frase que repetiria a vida inteira e que permanece o lema informal do metodismo livre: “Manter o padrão bíblico do cristianismo e pregar o evangelho aos pobres” (cf. Lc 4.18; Mt 11.5).
O crescimento foi imediato. “De todas as direções chegam pedidos para o estabelecimento de igrejas livres”, relatou Roberts em junho de 1861. As atas de 1864 registram três concílios anuais (Illinois, Genesee e Susquehanna), 3.655 membros e 67 pregadores; seis anos depois, os membros eram 6.556, o número de pregadores quase dobrara e novos concílios haviam sido formados em Michigan e no Kansas. Durante os 33 anos de sua liderança (1860–1893), organizaram-se cerca de trinta concílios anuais.
8. Superintendente geral: viagens, missão urbana e vida familiar
Como superintendente geral, Roberts viajou incansavelmente, aproveitando a rápida expansão das ferrovias: Nova York, Buffalo, Cleveland, Chicago, St. Louis, Filadélfia e, mais tarde, com Ellen, até a Califórnia, o Oregon e Washington. Por muitos anos dependeu de ofertas voluntárias que nem sempre cobriam as despesas de viagem; só tardiamente a igreja votou um salário fixo para os superintendentes gerais e nomeou um auxiliar.
Mesmo em meio às viagens e à edição da revista, B. T. e Ellen mantiveram um ministério urbano em Buffalo. No verão de 1861, com outros obreiros, iniciaram uma missão no bairro de Five Points, o coração do movimentado porto onde o canal Erie encontrava o lago Erie — região em que, dizia Roberts, “quase todo prédio tem um bordel e um bar”. Pregavam nas docas; em junho de 1862, Roberts alugou por dez dólares mensais um salão sobre um bar na Canal Street e ali instalou a obra. “Não precisávamos de sino”, escreveu; “o som do louvor e da oração bastava para atrair uma grande congregação.” Mulheres exploradas pela prostituição convertiam-se, e o casal as acolhia em sua própria família até que pudessem sustentar-se dignamente — e Roberts apelava às “irmãs cristãs” que fizessem o mesmo. Sua conclusão pastoral é preciosa: “Você não pode ir aonde o amor de Deus já não tenha ido antes de você, pelo seu bendito Espírito, para conduzir pecadores a Cristo.”
A vida familiar carregava as marcas dessa agenda. O casal teve sete filhos: Georgiana morreu ainda pequena em Brockport (1855), e outro pequeno faleceu de escarlatina em poucos dias; sobreviveram cinco filhos — George (que se tornou advogado e auxiliou o pai em seus projetos de reforma agrária), Benson (educador e biógrafo do pai), Charles, Samuel e Benjamin. Ellen, além das obrigações de mãe, das responsabilidades com a escola e com a revista, acolheu no lar quatro crianças órfãs. “Creio que fui abençoada um pouco demais com crianças”, escreveu ela, bem-humorada, ao marido. As cartas de Roberts à esposa revelam ternura constante: “Você é mais preciosa do que casas e terras. Deus me deu você, e eu quero cuidar de você o melhor possível.”
9. O reformador social: abolição, igualdade racial e a causa dos fazendeiros
Um episódio dos anos 1870, contado por seu filho Benson, ilustra o homem. Um grupo de jovens negros bem-vestidos embarcou no trem em que Roberts viajava e entrou em seu vagão. Um passageiro, furioso, exigiu que o condutor os transferisse para a segunda classe. “Eles têm bilhetes de primeira classe”, explicou o condutor. Diante da insistência insultuosa do passageiro, Roberts levantou-se e defendeu os jovens, que tomaram seus assentos. Ao chegar ao destino, eles o cercaram, agradeceram-lhe e lhe cantaram “uma belíssima canção”. Eram os famosos Jubilee Singers da Universidade Fisk, o coral que apresentou os spirituals ao mundo. “Ele tomava o partido do oprimido”, resumiu Benson.
A mesma sensibilidade estendeu-se aos agricultores esmagados por monopólios, ferrovias e intermediários. Roberts frequentava o Clube de Fazendeiros do condado de Monroe e proferiu uma palestra intitulada “Uma conspiração contra os fazendeiros”, depois publicada e amplamente distribuída, defendendo a organização política dos agricultores. Foi o principal articulador da Aliança dos Fazendeiros do Estado de Nova York, que serviu de modelo para a Aliança Nacional dos Fazendeiros — movimento de significativo peso político nas décadas de 1880 e 1890. Ainda no campo das reformas, quando uma taverna instalou-se em North Chili, perto de sua escola, Roberts organizou um comício de temperança, levantou cerca de 500 dólares, comprou o estabelecimento e o fechou.
10. O educador: do Seminário Chili à Roberts Wesleyan University
Pouco depois da fundação da igreja, Roberts começou a falar de uma escola “onde meninos e meninas pobres pudessem ser ajudados a obter educação”. Em 1866, ele e Ellen compraram uma fazenda de 145 acres (cerca de 59 hectares) em North Chili, perto de Rochester, onde já florescia uma forte igreja metodista livre, e começaram a escola na própria casa da fazenda: o Seminário Chili (Chili Seminary). Roberts contratou a primeira professora, Delia Jeffries, ensinou ele mesmo algumas classes e formou um conselho de dezesseis curadores.
Ao anunciar a escola na Earnest Christian de maio de 1866, expôs sua filosofia educacional: “As crianças devem ter formação religiosa; o seu bem-estar em ambos os mundos o exige.” A Escritura devia ocupar lugar de destaque, e a educação devia abranger corpo e mente: “As crianças devem também ser treinadas na prática do trabalho, pois o trabalho é bênção, não maldição.” Os alunos trabalhavam de três a cinco horas diárias na escola ou na fazenda — educação integral, piedade e labor (2Ts 3.10; Cl 3.23).
A escola cresceu: 56 alunos em 1869–70, 102 no ano seguinte. Em 1876, Benson Roberts, recém-formado em Dartmouth, assumiu a direção, e no ano seguinte casou-se com Emma Sellew; os dois serviram como codiretores. Em 1885, um legado de 30 mil dólares do espólio de Abram Merritt Chesbrough deu à escola o nome de A. M. Chesbrough Seminary e um fundo permanente de bolsas para alunos carentes. Em outubro de 1892, meses antes da morte de Roberts, três novos edifícios foram dedicados no mesmo dia — entre eles o Cox Hall e o que hoje se chama Roberts Hall —, com uma vibrante mensagem missionária de A. B. Simpson, fundador da Aliança Cristã e Missionária. A instituição tornou-se, com o tempo, o Roberts Wesleyan College e, hoje, a Roberts Wesleyan University — a primeira instituição norte-americana de ensino superior batizada em honra de B. T. Roberts. Ellen foi alma espiritual do campus: liderava a reunião de classe das terças-feiras à noite e carregou, nas longas ausências do marido, boa parte do peso administrativo e financeiro da escola.
O impulso educacional e missionário multiplicou-se: a denominação formou uma Junta Geral de Missões, e missionários metodistas livres partiram para a Índia (1880), África (1885 — Moçambique, África do Sul e Libéria), República Dominicana (1889) e, depois da morte de Roberts, Japão (1895), Egito (1899) e China (1904). Para Roberts, as missões estrangeiras eram a extensão natural da missão primária da igreja. Seu livro Fishers of Men (“Pescadores de Homens”, 1878) destila sua paixão evangelística.
11. O defensor das mulheres no ministério
Desde cedo Roberts destoou da maioria quanto ao ministério feminino. Já no Concílio de Genesee (ainda metodista episcopal), quando se apresentaram resoluções contra a pregação de mulheres, seu diário registra: “Falei contra elas. Entretanto, foram aprovadas por grande maioria.” Décadas depois, a questão voltou ao Concílio Geral metodista livre de 1890: havia mulheres atuando pastoralmente, sem ordenação, em distritos fortes de quase todos os concílios, e Roberts sustentava que, se faziam o trabalho, deviam receber a mesma ordenação e o mesmo reconhecimento que os homens. Após acalorado debate, o Concílio votou primeiro a favor e, reconsiderando, votou contra. Foi uma das maiores decepções de sua vida: “Não sei se desejo assistir a mais outro Concílio Geral”, desabafou a Ellen.
Sua resposta foi um livro: Ordaining Women (“Ordenando Mulheres”, 1891), uma das defesas mais vigorosas da ordenação feminina produzidas no século XIX, fundamentada em textos como Gl 3.28, At 2.17–18 e Rm 16. Dois parágrafos resumem seu ponto de vista: “A Igreja não tem o direito de proibir o livre exercício da capacidade concedida por Deus de fazer o bem. Fazer tal coisa é usurpação e tirania.” E, com a ironia santa que lhe era própria: “Seria melhor que os homens se ocupassem da edificação do templo de Deus, em vez de gastarem o seu tempo empurrando suas irmãs para fora dos andaimes, sendo elas tão capazes quanto desejosas de trabalhar lado a lado com eles.” A dedicatória do livro revela a raiz existencial da convicção: Ellen, que por 42 anos permanecera fielmente ao seu lado no ministério do evangelho. A Igreja Metodista Livre só concederia a ordenação plena às mulheres décadas mais tarde — mas, quando o fez, colheu o que Roberts semeara.
12. Teologia e espiritualidade: a santidade wesleyana
Que teologia sustentava tudo isso? Roberts foi, do início ao fim, um wesleyano convicto. Sua bandeira doutrinária não era nova: era a doutrina da inteira santificação — o amor perfeito — tal como ensinada por João Wesley. Ele insistia em que, embora imperfeito em conhecimento e realizações, o cristão pode ser perfeito no amor (Mt 5.48; 1Jo 4.17–18); que a santidade é obra da graça, recebida pela fé, e não conquista moral; e que a experiência do novo nascimento deve ser seguida de uma obra mais profunda do Espírito, purificando o coração (At 15.8–9). Sua polêmica contra o “Metodismo da Nova Escola” foi precisamente a defesa da justificação pela fé e da santificação como obras distintas e reais da graça, contra a diluição de ambas em mera respeitabilidade religiosa.
Três acentos caracterizam sua espiritualidade. Primeiro, a simplicidade: culto simples, vestes simples, templos simples, para que o pobre nunca se sentisse estrangeiro na casa de Deus. Segundo, a liberdade do Espírito: cultos fervorosos, testemunhos, oração espontânea — sempre, porém, “com decência e ordem” (1Co 14.40). Terceiro, o evangelho aos pobres como teste de fidelidade da igreja: para Roberts, uma igreja que se organiza para agradar aos ricos já apostatou na prática, ainda que sua doutrina formal permaneça ortodoxa (Tg 2.5–6). Como escreveu a Ellen em 1891, com o otimismo da graça que Wesley lhe legara: “Deus está transtornando, transtornando, e em breve veremos harmonia por toda parte. Amém.”
13. Os últimos anos, a morte e a reparação póstuma
| B. Titus e Ellen Roberts |
O Concílio Geral de 1890 deixou Roberts esgotado — “em tal estado espiritual e físico que sinto que já não sirvo para muita coisa”, confidenciou a um amigo. Ele sabia que seu coração estava seriamente doente e, com serenidade, pôs em ordem contas e negócios. Ainda assim, nos dois anos seguintes organizou o Concílio Anual do Sul da Califórnia e viajou ao Sul e à Nova Inglaterra, embora passasse mais tempo em casa, na “casa da colina” construída em 1880 em frente ao campus da escola.
Na sexta-feira, 24 de fevereiro de 1893, partiu para Cattaraugus, Nova York, a fim de dirigir um concílio distrital. Pernoitou em Gowanda, visitando a mãe, que aos noventa anos ainda gozava de boa saúde. Na manhã seguinte, ao fazer baldeação em Dayton, sofreu um ataque cardíaco. Amigos o acolheram em Cattaraugus e chamaram seu médico; ele não permitiu que avisassem a família, para não a preocupar. Durante dois dias, recitou promessas bíblicas e hinos. Na segunda-feira, 27 de fevereiro de 1893, após uma última crise de dores, exclamou: “Louvado seja o Senhor! Amém!” — e com estas palavras partiu, aos 69 anos. Ellen e Benson, avisados por terceiros, viajavam para encontrá-lo e estavam em Buffalo, à espera do trem, na hora de sua morte. “Que pena que eu não pude estar com ele!”, lamentou Ellen.
O funeral realizou-se na quinta-feira, 2 de março, no auditório do recém-concluído Cox Memorial Hall, no Seminário Chesbrough, com mais de quarenta pastores presentes; os estudantes encerraram a cerimônia junto à sepultura cantando e lançando ramos de sempre-vivas. Por toda a denominação perguntava-se: “Quem poderá preencher o seu lugar?” Edward Payson Hart, seu colega na superintendência geral, escreveu: “Nosso irmão foi manifestamente levantado para liderar um movimento inaugurado para manter o padrão bíblico do cristianismo e pregar o evangelho aos pobres.”
Ellen sobreviveu-lhe quinze anos, mantendo vasta correspondência e profunda vida de oração — “nunca tive tal espírito de oração como nesta noite”, anotou no diário aos 79 anos. Faleceu em paz em 28 de janeiro de 1908, aos 82 anos, na casa da colina. E em 1910 veio a reparação histórica: o Concílio de Genesee da Igreja Metodista Episcopal reconheceu a injustiça cometida contra Roberts e devolveu as credenciais de ordenação (os “pergaminhos”) a seu filho Benson H. Roberts — dezessete anos depois da morte do pai, cinquenta e dois anos depois da expulsão. A história, como tantas vezes, absolveu o profeta que a instituição condenara (cf. Mt 5.10–12).
14. O legado
Seguindo a análise de Howard Snyder, o legado de B. T. e Ellen Roberts pode ser organizado em quatro dimensões. Primeiro, o legado de suas vidas e testemunho: uma paixão integrada por Jesus, pelos pobres, pela igualdade, pela justiça e pela santidade, vivida com coerência no lar, no púlpito e na praça pública — movidos pelo serviço, não pelo status. Segundo, o legado institucional: a Igreja Metodista Livre, hoje presente em dezenas de países (inclusive o Brasil, onde a IMeL chegou em 1928 pela obra missionária japonesa e norte-americana), a Roberts Wesleyan University e a rede de escolas, hospitais, orfanatos e missões urbanas que o movimento gerou. Terceiro, o legado de esperança: o “otimismo da graça” herdado de Wesley, a confiança de que Deus renova a sua igreja e faz avançar o seu Reino. Quarto, o legado de seu “populismo santo”: a convicção de que o evangelho é de e para todo o povo — escravos e ex-escravos, mulheres, agricultores, pobres das cidades — não como ideologia política, mas como aplicação direta das boas-novas do Reino (Lc 4.18–19).
Roberts não foi um homem sem defeitos — tinha, como todos, os seus “pés de barro”. Podia ser polemista duro, e a jovem denominação sofreu com tensões e rigores que ele nem sempre conseguiu moderar (no Concílio de 1890, aliás, ele lutou por moderação e perdeu). Mas a grandeza de sua vida está exatamente na combinação rara que Snyder chamou de “paradoxo gracioso”: um espírito de alma larga unido a um compromisso radical com Jesus e seu Reino.
15. Reflexão pastoral
Que palavra a vida de B. T. Roberts dirige a nós, pastores e igrejas de hoje? Destaco quatro lições.
Primeira: a fidelidade custa, e vale o custo. Roberts viu, ainda jovem, os dois caminhos — popularidade ou verdade com perseguição — e escolheu o segundo. Sua expulsão foi injusta; sua reabilitação, póstuma. Quem serve a Cristo precisa estar pronto para ser justificado apenas pela história — ou apenas pela eternidade (1Co 4.3–5).
Segunda: santidade e justiça são inseparáveis. Roberts não conheceu a dicotomia moderna entre piedade pessoal e compromisso social. O mesmo homem que pregava a pureza de coração (Mt 5.8) comprava tavernas para fechá-las, organizava fazendeiros, defendia negros no trem e escrevia em favor da ordenação de mulheres. A santidade wesleyana é amor perfeito — e o amor não é perfeito enquanto não alcança o próximo oprimido (1Jo 3.17–18).
Terceira: a igreja se mede pelo lugar que dá ao pobre. A questão dos bancos alugados parece distante, mas sua lógica é atualíssima: toda vez que a igreja se estrutura para o conforto dos que podem pagar, ela trai o evangelho que anuncia (Tg 2.1–9). Vale perguntar: quais são os nossos “bancos alugados” de hoje?
Quarta: ninguém constrói sozinho. Sem Ellen — sua intercessora, conselheira e cooperadora — não haveria B. T. Roberts. Sem os leigos que o sustentaram, não haveria Igreja Metodista Livre. O ministério frutífero é sempre parceria: no lar, na igreja, no Reino (Ec 4.9–12; Rm 16.3).
Para nós, da Igreja Metodista Livre do Brasil, conhecer Roberts não é exercício de nostalgia, mas de identidade: somos herdeiros de um movimento que nasceu para manter o padrão bíblico do cristianismo e pregar o evangelho aos pobres. Enquanto formos fiéis a essa dupla vocação, o velho bispo continuará vivo entre nós.
Cronologia essencial
Ano Acontecimento
1823 Nasce em 25 de julho, no oeste do Estado de Nova York (região de Forestville/Gowanda), filho de Titus e Sally Roberts.
c. 1844 Conversão, por volta do 21º aniversário; abandona a carreira jurídica pelo ministério.
1845 Ingressa no Seminário Wesleyano de Genesee; em seguida, na Universidade Wesleyana (Middletown, CT).
1848 Gradua-se; conhece Ellen Lois Stowe; inicia o pastorado em Caryville, NY.
1849 Casa-se com Ellen, em maio, em Manhattan.
1848–1858 Serve sete igrejas do Concílio de Genesee: Caryville, Pike, Rushford, Buffalo (Niagara St.), Brockport, Albion e Pekin.
1855 Morte da filha Sarah Georgiana, em Brockport.
1856 Publica os artigos “Igrejas Livres” contra o aluguel de bancos.
1857 Publica “Metodismo da Nova Escola”; primeiro julgamento; condenado e repreendido.
1858 Segundo julgamento; expulso da Igreja Metodista Episcopal (conferência encerrada em 22 de outubro).
1860 Funda a revista The Earnest Christian (janeiro); organiza igreja livre em St. Louis; apelo negado pelo Concílio Geral (maio); fundação da Igreja Metodista Livre (2 de julho, Illinois; 23 de agosto, Pekin, NY); eleito Superintendente Geral.
1861–62 Missão urbana em Five Points, Buffalo.
1866 Funda o Seminário Chili (futura Roberts Wesleyan University), em North Chili, NY.
Década de 1870 Organiza a Aliança dos Fazendeiros de Nova York; episódio dos Jubilee Singers.
1879 Publica Why Another Sect.
1885 Escola renomeada A. M. Chesbrough Seminary.
1890 Concílio Geral rejeita a ordenação de mulheres.
1891 Publica Ordaining Women.
1893 Morre em 27 de fevereiro, em Cattaraugus, NY, aos 69 anos. Últimas palavras: “Louvado seja o Senhor! Amém!”
1908 Falecimento de Ellen Roberts (28 de janeiro).
1910 O Concílio de Genesee devolve as credenciais de ordenação de Roberts a seu filho Benson: reparação histórica.
Fontes e bibliografia
SNYDER, Howard A. Populist Saints: B. T. and Ellen Roberts and the First Free Methodists. Grand Rapids: Eerdmans, 2006. (A biografia acadêmica definitiva, 976 p.; há versão condensada: B. T. and Ellen Roberts and the First Free Methodists, 248 p.)
SNYDER, Howard A. B. T. Roberts and the Founding of Roberts Wesleyan University. Free Methodist Church USA, 2022. Disponível em: fmcusa.org.
ROBERTS, Benson H. Benjamin Titus Roberts: A Biography. North Chili, NY: The Earnest Christian Office, 1900. (Biografia escrita pelo filho.)
ROBERTS, Esther M. O Bispo e sua Esposa (The Bishop and His Lady). Winona Lake, IN: Light and Life Press, 1962. Tradução portuguesa revisada por Pr. Nilson Campos P. Santos, Guarulhos, 2006.
ROBERTS, B. T. Why Another Sect. Rochester, NY: The Earnest Christian Publishing House, 1879.
ROBERTS, B. T. Ordaining Women. Rochester, NY: Earnest Christian Publishing House, 1891.
ROBERTS, B. T. Fishers of Men. Rochester, NY: Earnest Christian Publishing House, 1878.
ZAHNISER, Clarence H. Earnest Christian: Life and Works of Benjamin Titus Roberts. Circleville, OH, 1957.
MARSTON, Leslie R. From Age to Age a Living Witness: A Historical Interpretation of Free Methodism’s First Century. Winona Lake, IN: Light and Life Press, 1960.
Marston Historical Center / Free Methodist Church USA: historical.fmcusa.org e fmcusa.org/history.
