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Romanos 9 — Será que a palavra de Deus falhou?

Romanos 9 — Será que a palavra de Deus falhou? Introdução: Quero começar esta palestra fazendo com vocês as perguntas que, imagino, já passaram pela cabeça de todo leitor atento do Novo Testamento. Se Jesus é o Messias prometido a Israel, por que a maior parte de Israel não creu nele? Por que a Igreja, em pouquíssimo tempo, passou a ser formada majoritariamente por gentios? Teria Deus voltado atrás nas promessas que fez ao seu povo? E a pergunta que costuma dominar o debate: Romanos 9 ensina que Deus predestinou cada indivíduo, desde a eternidade, para a salvação ou para a perdição? Essas perguntas são antigas, e não sou eu quem vai fingir que são fáceis. O próprio apóstolo Pedro, falando das cartas de Paulo, reconheceu que nelas “há alguns pontos difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam” (2Pe 3.16). Se Pedro admite a dificuldade, nós faremos bem em nos aproximar de Romanos 9 com humildade, com método e com muita atenção ao contexto. Antes de abrir o texto, um dado ...

Isaías 65.20 ensina que haverá morte depois da volta de Cristo?

  Isaías 65.20 ensina que haverá morte depois da volta de Cristo? Isaías declarou: “Não haverá mais nela criança que viva somente alguns dias, nem velho que não complete os seus dias. Porque morrer aos cem anos será morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado” (Is 65.20). Como devemos entender essas palavras? Isaías estaria ensinando que, depois da Segunda Vinda de Cristo, ainda haverá nascimento, envelhecimento, pecado, maldição e morte durante mil anos? Ou estaria usando uma linguagem profética para anunciar a plenitude da salvação que Deus trará ao seu povo? A resposta precisa considerar o contexto de Isaías 65 e, principalmente, a revelação mais clara do Novo Testamento sobre a volta de Cristo, a ressurreição dos mortos e a destruição definitiva da morte. 1. O contexto é a nova criação Poucos versículos antes, Deus declara: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas” ...