sábado, 13 de outubro de 2012

Oração do Pacto


Uma consideração sobre a doutrina da Trindade

A Bíblia ensina a existência de um único Deus (Deuteronômio 6.4; Isaías 45.22; 1 Timóteo 1.17). Só Deus é Senhor, só Ele é Criador e só Ele deve ser adorado. Deus disse que não repartiria sua glória com nenhum outro (Isaías 42.8). Daí, temos que Jesus é igualmente denominado Senhor, Criador e também é adorado (João 1.1-3; 9.38; 20.28). Jesus também afirma ter poder para perdoar pecados, ressuscitar os mortos e que será o juiz de todos no dia final, atribuições destinadas única e tão somente a Deus. Além de tudo isto, Jesus é também claramente chamado de Deus verdadeiro e todo poderoso por seus Apóstolos em distintas passagens do Novo Testamento (1 João 5:20; Isaías 9:6; João 1.1-3; 9.38; 20.28; Apocalipse 1.8; Hebreus 1.1-8; Colossenses 1.15-20).

Se concordamos com o ensino bíblico de que Jesus é Deus e de que existe apenas um único Deus, teremos apenas duas saídas: Jesus e o Pai são a mesma pessoa ou são duas pessoas distintas pertencentes a mesma divindade. Ora, seria Jesus uma encarnação do Pai? Bem, existem várias passagens que impedem tal conclusão, pois Jesus e o Pai interagem entre si de muitas maneiras, conversando um com o outro, sentando-se lado a lado, um amando e honrado ao outro, etc. (Mateus 27.46; Lucas 9.35; João 8.54; 1 Pedro 3.22; Hebreus 10.12; Atos 7.55). 


Ficamos, portanto, diante de um impasse misterioso. Como é que Jesus pode estar com Deus e ao mesmo tempo ser Deus? (João 1.1). Começa aí a doutrina da Trindade, pois o Espírito Santo também é descrito como um ser pessoal que partilha de atributos puramente divinos (Atos 5:3-4; 1 João 5:7; Hebreus 9.14; Romanos 8.2,11; Salmo 139:7; 1 Coríntios 2.10; 12.11; Jó 33.4 e Gênesis 1.-3). O Espírito Santo está associado ao Pai e ao Filho em condição de igualdade (Mateus 28.19 e 2 Coríntios 13:14).

A mente humana não é capaz de compreender a natureza divina, mas temos a promessa de um dia sermos capazes de conhecer a Deus como Ele realmente é! "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos"(1 João 3:2, cf. 1 Coríntios 13.13).

Bispo José Ildo Swartele de Mello

Jesus disse que o Reino de Deus chegaria com poder ainda durante a vida dos primeiros discípulos

Jesus prometeu aos seus discípulos que alguns deles presenciariam a chegada do Reino de Deus (Mt 9.1). Lembramos que Judas morreu e não viu o Cristo ressuscitado e, portanto, não participou do Pentecostes. 

Jesus iniciou o seu ministério terreno proclamando que o Reino estava prestes a chegar (Mc 1.15) e o concluiu declarando já ter recebido todo o poder no céu e na terra (Mt 28.18). Após isto, subiu aos céus e assentou-se no trono, acima de todo o principado e potestade (Ef 1.20-22). 

Jesus disse que o príncipe deste mundo havia sido expulso (Jo 12.31) e que Satanás já estava amarrado! (Mt 12.29). Disse também que se Ele expulsava demônios pelo Espirito de Deus era chegado o Reino de Deus! (Mt 12.28).

Jesus já reina no presente século colocando seus inimigos debaixo dos pés! (1Co 15.25) O Reino veio com poder através do derramamento do Espirito Santo sobre a Igreja! "E recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo..." (At 1.8). A Igreja recebeu poder para triunfar sobre o inferno e recebeu também as chaves do Reino (Mt 16.13-19).  A Igreja recebeu a missão de fazer discípulos de todas as nações, e será bem sucedida no cumprimento desta missão (Ap 7.9 e Mt 24.14), pois foi enviada pelo Rei que tem todo o poder nos céus e na terra (Mt 28.18-20).  A igreja recebeu autoridade para pisar todo o poder do mal (Lc 10.19) e já está assentada nas alturas, reinando juntamente com Cristo sobre todo o principado e potestade! (Ef 2.4-6) 

Bispo José Ildo Swartele de Mello

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O conceito de Brunner sobre a eleição não soa armínio-wesleyano?

Ele diz:
É Seu livre propósito que coloca-nos pecadores, por meio da fé, na realidade do Filho do Seu Amor, como é Seu propósito enviar-nos Seu Filho, revelar-nos a nós e partilhar a Si mesmo conosco (...). Em si mesmo, o Filho significa Eleição. Onde o Filho está há eleição. Mas onde o Filho não está não há eleição. Mas o Filho só está presente onde há fé, por isso no Novo Testamento os eleitos e apenas eles são aqueles que crêem. Por esta causa só a fé é decisão na qual o prêmio é a salvação ou a ruína. Não é uma decisão falsa onde tudo já foi decidido de antemão. As conseqüências podem ser sérias, se a fim de escapar da doutrina da dupla predestinação tomarmos o caminho errado e acabarmos no Universalismo [1]. 
Alguém de fato lê na Bíblia como um todo, como também em Paulo, muito acerca daqueles a quem Deus rejeita ou rejeitou (por ex. Rm 11.15), mas nunca sobre aqueles aos quais Ele rejeitou desde a eternidade. Alguém encontra que Deus endurece os homens (Rm 9.18),mas nunca que Ele os predestinou desde a eternidade para a dureza do coração. Está escrito na Epístola aos Romanos que Deus tem o direito de fazer com sua criatura o que desejar – e se desejar, pode também fazer vasos de ira (Rm 9.22), mas não diz que Ele predestinou homens desde a eternidade para serem vasos de ira e os tenha criado como tais. Pelo contrário, é precisamente aqueles a quem Paulo descreve no nono capítulo como vasos de ira (9.22) de quem ele diz, no décimo primeiro capítulo que já estão salvos(11.23ss) (...) por um lado, ninguém se aproxima tão intimamente do pensamento de um “duplo decreto da predestinação, um para a salvação e outro para a perdição” como o nono capítulo da Epístola aos Romanos. Por outro lado, ninguém se aproxima mais da doutrina da salvação universal como o final do capítulo onze. (...). Se perguntarmos a razão disso, então estes são justamente os capítulos que nos fornecem uma resposta: apenas o fiel pode saber a respeito da eleição. A fé, porém, embora sendo dom de Deus é requerida de nossa parte. Nós também devemos crer (1 Co 16.13; Cl 2.7; Ef 6.16), A Palavra de Cristo está sendo proclamada em todas as nações, com a exigência da obediência (Rm 15.18). O que mais importa é a decisão da fé (Rm 11.20) [2].
[1] BRUNNER Emil. Dogmática I, p. 412.
[2] BRUNNER Emil. Romanos, p.257-258.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Venha fazer parte de Teologia para Formação Espiritual, com Don Thorsen em Faculdade de Teologia Metodista Livre


Líderes segundo o coração de Deus
FTML
FTML convidou voc"e para o evento 'Teologia para Formação Espiritual, com Don Thorsen' em Faculdade de Teologia Metodista Livre
 
Conferir "Teologia para Formação Espiritual, com Don Thorsen" em Faculdade de Teologia Metodista Livre

FTML

Teologia para Formação Espiritual, com Don Thorsen Horário: 5 novembro 2012 a 9 novembro 2012
Local: Ftmlbr
Organizado por: FTML

Descrição do evento:
O módulo III do doutorado será com o professor e doutor Don Thorsen, de Azusa (EUA), com o tema: Teologia para Formação Espiritual. Ocorrerá entre os dias 5 e 9 de novembro, das 8h30 às 17h.


Ver mais detalhes e RSVP em Faculdade de Teologia Metodista Livre:
http://ftmlbr.ning.com/events/event/show?id=2204381%3AEvent%3A25104&xgi=15bY346bvpjS5D&xg_source=msg_invite_event

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