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O BATISMO CRISTÃO

O batismo é mais do que um ato público de fé; ele representa nossa ligação com a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo (Romanos 6:3-4). Quando nos submetemos a esse sacramento, nos unimos a Cristo e nos revestimos dele, integrando-nos ao corpo de Cristo (1 Coríntios 12:13; Gálatas 3:27).


No Novo Testamento, a crença no Batismo como purificação e redenção é reforçada por líderes cristãos. Ananias, ao instruir Saulo, enfatizou isso: "Levante-se, receba o batismo e lave os seus pecados, invocando o nome dele" (Atos dos Apóstolos 22.16, NAA). Pedro também reforçou essa ideia em Atos dos Apóstolos 2.38, proclamando que o batismo era para a remissão dos pecados e para receber o Espírito Santo.


Em Gálatas 3.27, Paulo afirma que os batizados em Cristo se revestiram dele, mostrando a transformação espiritual que ocorre através desse sacramento. Em 1 Coríntios 12.13, Paulo enfatiza que todos os cristãos, independentemente de origem ou posição social, tornam-se parte do Corpo de Cristo pelo batismo. Além disso, ele destaca um evento crucial no nosso batismo: "tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual vocês também foram ressuscitados por meio da fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos" (Colossenses 2.12, NAA). Essa passagem realça que o batismo vai além do simbolismo, representando nossa real união com Cristo em sua morte e ressurreição, marcando nossa morte para o pecado e nosso renascimento em uma nova vida em Cristo.


Alguns eventos bíblicos do Antigo Testamento oferecem paralelos significativos que destacam a importância do batismo para a remissão dos pecados. A aspersão do sangue nos umbrais para proteger os primogênitos de Israel do anjo da morte (Êxodo 12:7, 13) e a necessidade de olhar para a serpente de bronze para obtenção da cura (Números 21:8-9), e o caso de Naamã, que precisou mergulhar no rio Jordão para ser purificado (2 Reis 5:10-14), juntamente com a aspersão da água para purificação dos pecados (Ezequiel 36:25-27), simbolicamente apontam para a relevância do batismo como um ato eficaz de purificação e remissão dos pecados. 


É importante distinguir entre o batismo de João Batista e o batismo cristão. João batizava com água em um ato de arrependimento, enquanto Jesus traz o batismo não apenas com a água, mas com o Espírito Santo e com fogo (Mateus 3:11). O batismo de João era um ritual de purificação judaico, já o batismo cristão traz consigo o renascimento pela água e pelo Espírito, como mencionado em João 3:5. A característica distintiva do batismo cristão é a "Promessa do Pai" (Atos 2:39), o dom do Espírito Santo, que, poderosamente, regenera e salva o indivíduo (Tito 3:5-6), capacitando-o a viver uma nova vida como testemunha de Cristo (Atos 1:8).


A vida cristã é gerada e guiada pelo poder do Espírito Santo (Gálatas 5:25), que nos permite reconhecer Jesus como Senhor (1 Coríntios 12:1-3), integrando-nos ao corpo de Cristo (1 Coríntios 12:13) e nos tornando filhos de Deus (Romanos 8:16; Gálatas 4:5-6).


O batismo cristão é administrado com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28:19 e João 3.5). Pode ser feito por imersão, por aspersão ou por derramamento de água. Enquanto o método da imersão é o que melhor representa a identificação do cristão com a morte e a ressurreição de Cristo (Romanos 6.4 e Colossenses 2.12), os métodos da aspersão e do derramamento da água são os mais condizentes com os rituais de purificação judaicos que eram predominantemente por aspersão e com o derramamento do Espírito Santo (Êxodo 24.8, Números 8.7;  19.13;  Ezequiel 36:25; 1 Pedro 1.2; Hb 9.19; 10.22; Tito 3.5-6; Atos 1.5; 11.15-16). Para aprofundar o conhecimento sobre a forma apropriada do batismo, confira: http://escatologiacrista.blogspot.com/2009/10/qual-e-forma-correta-de-batismo.html 


Ao receberem o batismo em Cristo, os cristãos se revestem da Sua natureza (Gálatas 3:27). Tornam-se morada não apenas do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19), mas também do Pai e do Filho, conforme expresso em João 14:23.


O batismo, nos tempos do Novo Testamento, era imediato após a confissão de fé em Jesus (Atos 2:38-41; 8:13, 36-38; 9:18; 10:48; 16:14-15, 33; 19:5), requerendo fé, arrependimento e confissão de Jesus como Senhor (Atos 2:38; Romanos 10:9).


O processo de discipulado começa com a pregação que gera a fé, levando ao batismo, e se aprofunda por meio do ensino, como ordenado por Jesus em Mateus 28:19-20. Os cristãos são incentivados a buscar continuamente o crescimento na graça e no conhecimento de Deus, como indicado em 2 Pedro 3:18.

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