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Ame, sirva e não julgue!



Jesus, amigo de pecadores

“A que, pois, compararei os homens da presente geração, e a que são eles semelhantes? São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não chorastes. Pois veio João Batista, não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!" (Lucas 7:31-34; cf. Mateus 11:16-19).

Os fanáticos religiosos criticavam a Jesus por comer e beber com os pecadores e por ser amigo deles. Eles julgavam a Jesus e também as prostitutas e os publicanos por se verem numa condição de superioridade espiritual, como uma classe especial de pessoas eleitas e santas. Eles achavam que também eram justos aos olhos do próprio Deus por conta de sua conduta e obras, negando assim os textos bíblicos que expressamente afirmam que não existe nenhum justo na terra, ninguém que não tenha pecado (Sl 14:3; Is 53:3; Ec 7:20 e Rm 3:10), pois, na verdade, “todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3:23). De fato, o único justo e impecável foi o próprio Jesus (Hb 4.15; 9.28). 

Embora santo, Ele amou os pecadores. Seu convívio e amizade com pecadores não era sinal de conivência com o pecado, mas de comunhão cheia de graça e misericórdia que produz fé, arrependimento e regeneração. “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento] (Mt 9.13). Paulo, ciente desta verdade, declarou: ”a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento" (Rm 2:4). "Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles. Então, lhes propôs Jesus esta parábola: Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?" (Lc 15:1-4).

Jesus não veio para condenar, mas para salvar. “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3.17). Ele sequer condenou a mulher pega em adultério, concedendo a ela oportunidade de mudança de vida. (Jo 8.3–11). Os seguidores de Cristo são exortados a não incorrerem no pecado da soberba espiritual, que levava os escribas e fariseus a julgarem e a condenarem outras pessoas. “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados” (Lc 6.37). Que a compaixão, a graça e a misericórdia de Cristo se manifeste aos pecadores também através de seu Corpo que é a Igreja, que tem sempre o dever de amar, servir e não julgar, promovendo, assim, a salvação!

Muitos pecadores foram transformados por Jesus: Simão Pedro, a Mulher Samaritana, Maria Madalena, Levi, Zaqueu e Saulo, entre tantos outros. Jesus é o melhor amigo que um pecador pode ter, "um amigo mais chegado do que um irmão" (Pv 18:24). Sigamos o exemplo de Cristo. 

Ame, sirva e não julgue!


Bispo Ildo Mello

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