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O Senhorio de Cristo

O Senhorio de Cristo significa em primeiro lugar que Ele tem a legitima autoridade sobre nós. Ele dirige e dispõe de nós. Os servos não possuem nenhum direito próprio, não são pessoas independentes perante seu Senhor; não agem sob suas próprias responsabilidades, mas estritamente sob as dele. Os servos são propriedades de seu Senhor.

O Senhorio de Cristo é o Senhorio do Criador de nossa vida. Sendo Deus, o Seu Senhorio não se estabelece apenas sobre nossas palavras e ações, mas sobre nossos corações e consciências. O Senhorio de Cristo é eterno (Lc 1.33)!

Como Criador dos Céus e da terra Cristo é o Senhor de todo homem e do homem todo! Não podemos separar nossa existência corpórea da psíquica de maneira a tornar o Senhorio de Cristo meramente psíquico, interno, espiritual, abstrato e invisível. O Senhorio de Cristo não é apenas um assim chamado Senhorio religioso; pois é ético, sendo assim, muito mais abrangente, abarcando todas as esferas da vida humana, cujo campo é o mundo (Mt 13.38).

O Senhorio de Cristo demanda obediência, de modo que mero entusiasmo não basta. Com corações quebrantados, contritos e humildes, devemos nos render ao Senhor Jesus Cristo. O Bom Pastor de nossas almas!

O Senhorio de Cristo não é uma relação privada entre Cristo e crentes isolados, mas a prescrição de Cristo na Igreja. Na Igreja há ensino apropriado e o Batismo e a Comunhão Santa são corretamente administrados; na igreja um serve ao outro "segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um"(Rm 12.3).

Na congregação daqueles chamados para a fé cristã, Cristo é reconhecido e honrado como Senhor. O fato de Cristo tornar-se o Senhor da minha vida não é algo que eu possa ter sozinho. Somente no meio dos meus irmãos que dão ouvidos a Palavra de Deus junto comigo e que dela testemunham para mim é que sou feito cristão! É somente junto com, e em responsabilidade para com o meu próximo, que eu realmente consigo ficar diante de deus e vindicar a minha pessoa em Sua visão.

Baseado no Capítulo 6 de "Credo: Comentários ao Credo Apostólico de Karl Barth". Fonte Editorial.

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