sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Caminhos para a Evangelização na Igreja Primitiva


Quais foram os caminhos da Evangelização nos primeiros anos de vida da Igreja?

Como os Apóstolos, pastores e evangelistas se valeram de elementos culturais, infra-estrutura e muitos outros recursos que encontraram à sua disposição para pregação do Evangelho?

Paz romana
império unidade, estradas, livre trânsito

Cultura grega
língua, pensamento filosófico, termos teológicos, busca do monoteísmo

Religião judaica
a dispersão, privilégios, influência, atração, monoteísmo, ética, Escrituras, sinagogas, ênfase na conversão

Quais são os recursos que estão ao nosso dispor nos dias de hoje e como usá-los para a difusão do Evangelho de Cristo?

Grande Celebração do Coração Aquecido


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21 de Maio no Ginásio do Ibirapuera!
 
12 mil membros de igrejas de origem wesleyana estarão reunidos no Ginásio do Ibirapuera no dia 21 de Maio para celebração da experiência que transformou a vida de Wesley e o mundo ao seu redor. Participe!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cabe aos pais decidirem a religião dos filhos?


Pais e filhos

Qual é o papel dos pais em relação a espiritualidade dos filhos?
Cabe aos pais decidirem a religião dos filhos?

Quando oramos mal


Certa vez, os discípulos de Jesus se aproximaram dele e lhe fizeram a ele o seguinte pedido: "ensina-nos a orar" (Lc 11.1). Hum... Até os apóstolos precisaram aprender a orar. Orar não é algo que a gente já nasce sabendo. Jesus considerou tão relevante aquela solicitação que passou imediatamente a ensinar-lhes a orar, apresentando-lhes uma oração que lhes serviria de modelo por conter os princípios fundamentais da boa oração.

Alguém poderia aqui conjecturar: "Então, quer dizer que existe oração má?" Sim, existe oração má, quer por não glorificar a Deus, quer por estar completamente fora dos propósitos divinos. Vejamos:

1. Oramos mal por ignorância, pois "não sabemos orar como convém" (Rm 8.26-27); porque nosso conhecimento sobre todos os fatores e implicações futuras é limitado, de modo que "o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem do Senhor" (Pv 16.1); 

2. Oramos mal por ambição carnal como bem apontou o Apóstolo Tiago: "Pedis e não recebeis, porque pedis mal para esbanjardes nos vossos deleiteis e prazeres" (Tg 4.3); 

3. Oramos mal por orgulho, egoísmo e presunção espiritual tal como o fariseu que orava sentido-se superior ao publicano (Lc 18.9-14); 

4. Oramos mal por desconhecermos a verdadeira natureza de Deus: “Vós adorais o que não conheceis” (Jo 4:22). 

5, Oramos mal quando agimos como os pagãos que se valem de vãs repetições acreditando que por muito falarem é que serão ouvidos (Mt 6:7,8); 

6. Oramos mal quando usamos a oração como instrumento de autopromoção como faziam muitos fariseus que gostavam de orar para alcançar prestigio espiritual em suas comunidades (Mt 6.5); 

7. Oramos mal quando estamos, ao mesmo tempo, tratando indignamente as pessoas do nosso convívio: Quanto a isto Pedro adverte: “tratai vossas esposas com dignidade para que não se interrompam as vossas orações” (1 Pe 3.7); 

8. Oramos mal quando somos impiedosos como aquele credor incompassivo da parábola, que tendo sido imensamente perdoado, na sequência, não usou de misericórdia para com aquele que lhe devia (Mt 18.21-35 e Mt 6.35); Pois quem depende da misericórdia divina deve também tornar-se misericordioso e perdoador.

9. Oramos mal quando conservamos mágoa e não estamos abertos a reconciliação, não atentando para a seguinte exortação do Apósto Paulo: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja em vós alguma raiz de amargura..." (Hb 12.14,15); 

10. Oramos mal quando oramos sem fé, pois devemos pedir "com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa” (Tg 1.6,7; ver também Hb 11.1 e Mc 11.24); 

11. Oramos mal quando não estamos dispostos a produzir frutos para a glória de Deus e nem buscamos o seu Reino em primeiro lugar, pois Jesus nos vocacionou para sermos frutíferos e para que o nosso "fruto permaneça; a fim de que tudo o que pedirmos ao Pai em nome de Jesus, nos seja concedido...” (Jo 15.16; Mt 6.33); 

12. Oramos mal quando não oramos diretamente ao Pai em nome de Jesus, como ensinava ele dizendo ao seus discípulos, que: “... se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome” (Jo 16.23); 

13. Oramos mal quando dirigimos nossa oração aos santos que já morreram, algo que foi terminantemente proibido por Deus, que disse ao seu povo: “não acharás entre ti quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor" (Dt 17.10,11) e, no mesmo sentido também falou através do profeta Isaías, questionando: "a favor dos vivos se consultarão os mortos?" (Is 8.19); 

14. Oramos mal quando solicitamos a mediação de qualquer outra pessoa que não seja Jesus, “porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Tm 2.5; ver também At 4.12; Hb 9.15 e 12.24); Jesus é nosso único advogado perante Deus (1 Jo 2.1); Jesus é também o único caminho para Deus (Jo 14.6); Ele é o nosso supremo sumo sacerdote que, por tudo que sofreu, sabe exatamente como nos sentimos, sendo capaz de compadecer-se de nós, de modo que, em parceria com o Espírito Santo (Rm 8.26), nos socorre em nossas fraquezas, vivendo a interceder a nosso favor  diante do trono de Deus (Hb 4.14-16; 7.25).

Vemos aí que o Senhor Jesus não apenas nos ensina a orar, como também intercede por nós. Com um reforço deste, os cristãos sinceros têm esperança de que suas orações imperfeitas, mesmo as do tipo que produzem os gemidos inexprimíveis do Espírito, alcançarão o trono da graça. 

E, como oração não é monólogo, mas, sim, diálogo, neste processo de orar, estamos também ouvindo a Deus, o que propicia o desenvolvimento de nosso relacionamento com ele, nos levando a conhecê-lo melhor, a admirá-lo mais, e ao desejo profundo de nos tornarmos cada vez mais parecidos com nosso grande Pai. Portanto, quando não nos conformamos com este mundo, mas buscamos a transformação pela renovação do nosso entendimento (Rm 12.1), alcançamos a mente de Cristo (1 Co 2.16; Jo 15.7) de modo a orarmos cada vez  melhor de acordo com aquela que é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm 12.2). E já podemos começar orando assim: "Jesus, ensina-nos a orar!"

Em um próximo programa, estaremos estudando a oração do "Pai Nosso" para aprender de Jesus os princípios de uma boa oração.

Oro para que o Senhor o ajude em sua caminhada cristã. Até breve se o Senhor assim o permitir. Um grande abraço e fique na paz do Senhor.
Bispo Ildo Mello
metodistalivre.org.br

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Perfeição Cristã



A Perfeição Cristã

Romanos 12.1-2
Qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para nossas vidas?

"Sede Perfeitos como é perfeito o vosso Pai Celestial" (Mt 5.48)

Renovação da imagem de Deus é o modo preferido de caracterizar a santificação por englobar as dimensões individual e social

"Renovados à imagem do Criador" (Co 3.10)
"Predestinados para serem conformes à imagem de seu Filho" (Rm 8.29 e Ef 1.4)
"segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior" (2Co 3.18)
"novo homem, criado para ser semelhante a Deus" (Ef 4.24)

"A fé que atua pelo amor" é o comprimento, a largura, a profundidade e a altura da perfeição cristã". (Wesley)
"amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a nós mesmos".
"Deus nos concedeu todas as condições necessárias para a vida e a piedade" (2 Pe 1.3);
para "escaparmos da corrupção deste mundo" (2 Pe 1.4).
"Por isso, façam todo o esforço" (2 Pe 1.5)

1) Recebemos (Rm 5.5; Ez 36.27; At 1.8)
2) Participamos (2 Pe 1.4, 1 Jo 3.9)
3) Refletimos (Mt 5.14; 1 Pe 1.15; Fp 2.15)

Bispo Ildo Mello
metodistalivre.org.br

Perfeição Cristã

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Segredo da Paz!

A ansiedade é um dos grandes males deste século! As pessoas estão com muito medo do futuro. Estão preocupadas com o que possa vir a acontecer. Sofrem por antecipação. Se angustiam muito. Fazem uma tempestade num copo d'água e quando se deparam com uma verdadeira tempestade, imaginam que é o fim. Buscam solução em remédios, muitos acabam até se viciando, agravando, assim, os seus problemas.

Mas aonde estaria a solução?
É possível ter paz em meio as pressões e tribulações da vida?
Qual é o segredo da paz?
Onde reside a paz?
Como vencer a ansiedade e o temor?

As pessoas não nascem preocupadas e angustiadas. Isto é algo que elas vão aprendendo no decorrer de sua existência. Assim como se aprende, pode-se também desaprender. É claro que não é algo fácil. Estamos realmente à mercê de muitos perigos. Precisamos de ajuda para lidar com tantas ameaças. E se pudéssemos contar com uma forte proteção divina?! Sim, e se pudéssemos confiar em Deus a ponto de lançar sobre Ele todas as nossas ansiedades?! Puxa, como seria bom!

O Apóstolo Paulo nos ensina uma grande lição em sua Carta aos Filipenses, nos versículos que vão de 4 a 8.

"Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se! Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor. Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp 4.4-8 )”.

Sabia que Paulo estava aprisionado quando escreveu tais palavras de ânimo? Paulo se dirige aos seus irmãos de fé que possivelmente estavam entristecidos com a sua prisão e com tantas outras perseguições injustas que os cristãos sofriam naqueles dias, e, da cadeia, os exorta, dizendo: "Alegrem-se no Senhor, outra vez digo: Alegrem-se"! Deus não está morto! Jesus ressuscitou! Ainda há esperança! A alegria no Senhor é a nossa força! E tal alegria pode ser experimentada em toda e qualquer circunstância!

Conta-se que Lutero estava muito triste e preocupado por conta das perseguições da “Santa Inquisição”, ficou deprimido por dias, até que sua mulher se apresentou diante dele vestida de luto. Ele reagiu espantando: “O que é isto, mulher? Por que estás vestida assim?” Ao que ela, ironicamente, respondeu: “É que Deus deve ter morrido para você estar assim tão triste”. Que lição não foi aquela, hein?!

Você já ouviu falar do Travesseiro Marinho? Trata-se de um fenômeno que se dá em lugares profundos dos Oceanos, que permanecem calmos e tranqüilos mesmo que a superfície esteja sendo abalada por um tremendo furacão. Isto serve para exemplificar a paz interior que um Cristão pode sentir mesmo em meio as maiores tormentas.

Certa feita, Jesus disse aos seus discípulos: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (Jo 14.27). Veja que a paz de Jesus é especial! O mundo só conhece paz derivada de circunstâncias favoráveis. Uma paz muito instável e passageira. Tal paz é tão frágil a ponto de levar o indivíduo, mesmo em meio ao bem bom, a se preocupar só de pensar em tudo de ruim que ainda pode vir a acontecer para por fim a festa.

Enquanto isto, vemos nas Escrituras Sagradas que a gente pode experimentar paz, mesmo numa situação de cadeia. Mesmo no meio de um temporal. Certa vez, os discípulos acompanharam a Jesus numa viagem de barco, quando, de repente, se viram surpreendidos por uma tempestade daquelas. A situação era desesperadora do ponto de vista humano. Eles ficaram apavorados. Descrentes, imaginaram o pior dos mundos. Sentiram-se abandonados por Deus e por Jesus. Não compreenderam o significado do sono tranqüilo de Jesus. Viram isto como um sinal de indiferença. De modo que eles questionam a Jesus: "O Senhor não se importa que morramos?" (Mc 4.38). Jesus acalma o tempo e depois pergunta aos discípulos “Onde está a vossa fé”? (Lc 8.25).

Como aqueles discípulos, nós também temos muito que aprender a confiar em Deus. Precisamos aprender a dizer como o Salmista: "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum!" (Sl 23.4).

O Salmo 23 ilustra que o caminhar com o bom pastor não é sempre garantia de pastos verdejantes, pois estamos sujeitos aos vales sombrios. Mas, independente das circunstâncias, podemos contar sempre com a presença salvadora do Bom Pastor, que diz "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". (Jo 16.33).

Por isto é que Paulo costumava exclamar de júbilo: "Se Deus é por nós quem será contra nós?!" (Rm 8.31). Ele também afirmava com toda confiança: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus"! (Rm 8.28).

Por este motivo é que podemos dar graças a Deus por tudo que nos acontece. Pois sabemos que não somos como um joguete nas mãos dos homens e nossa vida não está à mercê da sorte ou do azar. Podemos ter alegria e paz por saber que nossa vida e futuro estão nas mãos de Deus.

Por isto é que da boca do crente deve sair o louvor e as ações de graças, por isto também seus pensamentos devem estar concentrados em tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, em coisas excelentes e dignas de louvor! (Fp 4.8).

É intrigante observar os cristãos crendo no poder de Deus para ressuscitar os mortos e para conceder a vida eterna enquanto vacilam em crer que Ele cuidará de nós em coisas simples do cotidiano. Por acaso, aquele que cuida dos pássaros não cuidará também daqueles que nele confiam? (Mt 6.26).

Eu era um adolescente pobre que trabalhava de dia como office-boy e estudava à noite em uma escola pública. Comparado aos ricos de minha idade, minhas perspectivas de futuro não eram muito animadoras. Mas, sabe duma coisa? Eu não era invejoso e triste. Eu não agasalhava nenhuma amargura ou revolta em meu coração, e sabe o porque? Porque eu tinha Jesus em meu coração. Lembro-me bem de uma ocasião em que caminhava a pé alguns quilômetros para economizar o dinheiro da condução enquanto cumpria um serviço como mensageiro. Eu caminhava sobre um viaduto em São Paulo, chorando e saltando de tanta alegria, cantarolava uma canção que diz: "louvarás bem alto ao teu Pai celeste quando a glória entrar no coração!" Quem tem a glória de Deus no coração não tem porque se preocupar com o amanhã!

Por falar em canção, eu me lembrei da primeira vez que ouvi aquele conhecido cântico que diz: "A alegria está no coração de quem já conhece a Jesus, a verdadeira paz só tem aquele que já conhece a Jesus!". Foi por ocasião de uma visita que fazia ao Lar Betel em Corumbá de Goiás. Lá estavam 350 órfãos louvando a Deus com toda alegria! Ainda que tais crianças tivessem sido abandonados por seus pais, contavam com a alegria de possuírem um Pai Celeste! A alegria não está no coração de quem tem isto ou aquilo, mas, sim, de quem já conhece a Jesus!

Lembro-me do dia em que meu pai chegou em casa com o bolso de sua calça rasgado, salário do mês roubado e coração despedaçado. Naquela noite, eu vi os semblantes de meu pai e minha mãe caídos de tanta dor e preocupação. Como pagariam as contas? Como sustentariam as crianças? Eu gostaria de poder voltar no passado para poder dizer algo aos meus pais naquela noite tão triste. Eu gostaria de poder mostrar o futuro para eles. “Pai, mãe, não fiquem assim tão tristes. Deus não nos abandonou! A gente vai sobreviver, a gente vai crescer, a gente vai vencer! Alegrem-se no Senhor! Confiem na bondade e fidelidade de Deus.”

“Lancemos sobre Deus a nossas ansiedades, pois ele tem cuidado de nós” (1 Pe 5.7)! A paz de Deus que excede a todo entendimento humano guarde sempre o seu coração e a sua mente (Fp 4.7).

Bispo José Ildo Swartele de Mello

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Santidade e Unidade

Palestra do Dr. Kevin Mannoia ã Fraternidade Wesleyana de Santidade no dia 03/02/11 no Espaço Metodista 24 H

Santidade e Unidade from Ildo Mello on Vimeo.

Palestra do Dr. Kevin Mannoia à Fraternidade Wesleyana de Santidade em 03 de Fevereiro de 2011 no Espaço Metodista 24 H em São Paulo.

Dez características de quem vive em santidade

Dez Características de quem vive em santidade from Ildo Mello on Vimeo.

Palestra do Dr. Kevin Mannoia ã Fraternidade Wesleyana de Santidade no dia 03/02/11 no Espaço Metodista 24 H