terça-feira, 31 de agosto de 2010

Orando por socorro, graça e misericórdia (Hb 4) MP3


Mensagem do Bispo Ildo sobre a importância da oração.  Orar é conversar com a pessoa mais importante do mundo, o ser mais poderoso do Universo. Quando oramos contamos com a ajuda e mediação de Cristo e do Espírito Santo que intercedem por nós com compaixão. Através da oração encontramos socorro, graça e misericórdia. Baseado em Hebreus 4.14-16.

Em busca da felicidade

Em busca da felicidade

quinta-feira, 26 de agosto de 2010


BASES DA CONVERSÃO CRISTÃ E DISCIPULADO

  1. O que é uma pessoa cristã?

É a pessoa que acredita que o Deus vivo é revelado em e através de Jesus Cristo, que aceita Jesus Cristo como Senhor e Salvador, que vive obediente em comunhão com Deus, através do poder do Espírito Santo e que assume seu lugar na comunidade da Igreja cristã.

Atos 11. 26 João 1. 1-5, 14-18 João 14. 8-11 Hebreus 1. 1-3

  1. Quem é Jesus Cristo?

A palavra Cristo vem da palavra grega que significa ungido e é comparável à palavra hebraicaMessiah. Jesus é o Cristo porque em Cristo “aprouve a Deus que nele residisse toda a plenitude”, e através de Cristo “Deus reconciliou consigo mesmo todas as coisas” (Colossenses 1.19-20). O povo de Deus no Antigo Testamento esperava por um Messias prometido que estabeleceria um reino de justiça, amor e paz para o mundo inteiro. Jesus é esse Messias.

Atos 3. 13-19 Atos 10. 36-43 Atos 4. 11-12
Colossenses 1. 15-20 João 1. 1-5, 14-18 João 14. 8-11

  1. Quem é o Espírito Santo?

O Espírito Santo procede de Deus e é um ser com o Pai e com o Filho, Jesus Cristo. O Espírito Santo convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. O Espírito guia os seres humanos à sincera resposta ao evangelho e à comunhão com a Igreja. O Espírito conforta, sustém, dá poder aos crentes e os guia em sua busca pela verdade.

João 3. 1-10 Romanos 8. 1-17 João 4. 1-30 Atos 1. 6-8; 2. 1-13, 32-39
João 14. 14-29 1 Coríntios 3. 16; 12. 13 João 15. 26-27
1 Tessalonicenses 5. 19 João 16. 12-15 João 20. 19-23

(Nota: Vários nomes são usados para o Espírito Santo. Eis alguns:: Advogado, Consolador, Espírito de Verdade, Espírito de Deus, Espírito de Cristo).

  1. O que é o convite ao discipulado cristão?

Todas as pessoas são convidadas por Deus a se arrepender, a confiar e seguir a Jesus, a aprender de suas palavras e atos e a compartilhar em sua missão, pelo poder do Espírito Santo e na companhia de outros cristãos.

Marcos 1. 16-20; 3. 13-15 João 20. 21-22 Atos 1. 8

  1. Qual é a missão de Jesus Cristo?

Proclamar as boas novas do Reino de Deus, chamar pessoas para “ver” o reino, se arrepender, “entrar” no reino e viver obedientemente nesse reino.

Marcos 1. 14-15 João 3. 1-21

  1. O que é o Reino de Deus?

Reino de Deus é Deus reinando ativa e soberanamente sobre toda a criação, sobre tudo que fez. É uma nova ordem das coisas onde antagonismos entre os povos, nações, sexos, raças e gerações são superados e um novo ambiente de justiça, amor, liberdade e paz prevalece. Apenas aquelas pessoas que se arrependem de seus pecados e aceitam a Jesus Cristo como Salvador e Senhor podem completamente “ver” e “entrar” no reino de Deus. No final, o reinado de Deus vai ser reconhecido por todos, quando Jesus Cristo retornar sobre as nuvens dos céus para julgar toda a humanidade.

1 Coríntios 15. 24-28 Apocalipse 4. 11 Marcos 1. 14-15
Mateus 25. 31-46 Filipenses 2. 5-11

  1. O que é pecado?

Pecado é a condição de alienação de Deus que afeta a raça humana inteira e resulta em rebelião contra Deus e contra o Reino de Deus. Essa rebelião leva à escravidão. Pecados são atos específicos, palavras ou pensamentos, que se originam de nossa condição pecaminosa e negam a presença e propósito do Reino de Deus.

Romanos 3. 9-18, 23 Romanos 7. 13-20 Salmo 51. 1-5

(Nota: Várias palavras são usadas na Bíblia para “pecado”.Eis algumas: ofensa, injustiça, fracasso, infidelidade, erro e palavras semelhantes).

  1. Quais são os efeitos do pecado?

O pecado corrompe nosso relacionamento com Deus, uns com os outros, conosco mesmos e com toda a criação. O resultado principal do pecado é a escravidão. Assim, pecado é mais que transgressão: ele é escravidão. Ele na somente nos desvia de Deus, mas também leva-nos à prisão. É mais do que um ato exterior ou hábito: é uma condição interna e profunda. Não é somente uma “doença contagiosa”, mas é um processo cumulativo relacionado às dimensões sociais e cósmicas do mundo. Ele polui não somente a nós mesmos, mas também todo e qualquer aspecto de nossa existência e contamina as estruturas da vida humana e também da sociedade.

Marcos 7. 21-23 Tiago 4. 1-3 Romanos 6. 23 1 João 1. 8; 3. 4; 5. 17

  1. O que são as Boas Novas (Evangelho)?

As boas novas são que Deus agiu única e decisivamente em Jesus Cristo para tratar de nossa condição pecaminosa. Deus agiu para nos salvar, oferecendo-nos amor, graça, perdão, aceitação e a nova vida em Cristo.

João 3. 16-17 Atos 10. 36-43 2 Coríntios 5. 17

  1. O que é graça?

Graça é o favor sem mérito nosso e o amor supremo de Deus para todos nós. Vem da parte de Deus e é livremente dada a pessoas não merecedoras e impiedosas.

Mateus 11. 28-30 Romanos 5. 6-8 Lucas 15 Efésios 2. 4-9 João 3. 16-17


  1. O que é salvação?

Salvação é o perdão dos nossos pecados, libertação da escravidão e o dom da nova vida em Cristo. É um processo que se inicia agora, dá a vitória sobre o pecado e morte e se completa com Deus, no céu.

Marcos 2. 1-4; 10. 28-31, 45 Romanos 5. 15-21 2 Coríntios 5. 18-21

  1. O que é conversão cristã?

É a mudança que Deus opera em nós quando respondemos à graça de Deus em arrependimento e fé. Arrependimento e fé são as respostas que tem de ser dadas para Jesus e sua mensagem do reino. Através do arrependimento e fé, a iniciativa salvadora de Deus é traduzida em experiência humana.

Atos 26. 18; 9. 1-21 Efésios 4. 22-24


  1. O que é arrependimento?

Arrependimento é voltar-se do pecado em direção a Deus. É a mudança radical de vida para obedecer a vontade de Deus. É uma resposta à graça salvadora e iniciativa amorosa de Deus.

Salmo 51. 1-14 Lucas 3. 1-14; 15. 17-20

  1. O que é fé cristã?

Fé cristã é uma resposta a Deus, centrada e pessoal, que envolve confiança e obediência. Fé em Jesus Cristo é a confiança de que, somente através dele, Deus nos dá vida eterna.

Atos 16. 29-31 Efésios 2. 4-10 Tiago 2. 14-26


  1. que fez Jesus para tornar a salvação possível?

Jesus veio para revelar Deus aos homens e para oferecer a graça de Deus. Para alcançar isso, Jesus compartilhou nossa vida e morte. Ele, sendo sendo justo, agiu em favor dos injustos, assumindo o seu castigo, morrendo numa cruz cruel, mas Deus o trouxe de volta à vida, assim derrotando morte e pecado e abrindo o Reino de Deus a todos que se arrependerem e crerem.

João 3. 16-17 Colossenses 2. 11-15 Romanos 5.19; 8. 31-39
Filipenses 2. 5 Isaías 53 1 Coríntios 15.22 2 Coríntios 5. 14-18; 8.9

  1. O que é o novo nascimento?

Novo nascimento, regeneração e conversão são termos usados para descrever o processo, tanto no aspecto instantâneo como no gradual, pelo qual somos trazidos por Deus de um estado de pecado para uma nova vida em Jesus Cristo e no qual crescemos através da inspiração e obra do Espírito Santo dentro de nós. Nascer de novo é ver e entrar no reino de Deus.

João 3. 1-8; 14-17 Efésios 2. 1-5

  1. Como somos reconciliados com Deus?

Nós somos reconciliados (isto é, justificados) quando aceitamos o perdão de Deus para nossos pecados em Cristo Jesus e quando nós, através da graça de Deus, nos tornamos filhos e filhas de Deus. Deus nos restaura para um novo relacionamento. Deus faz isso por causa do que Jesus fez por nós com sua morte e ressurreição e por causa da nossa fé. Somos reconciliados quando Deus perdoa nossos pecados, nos aceita e nos declara filhos de Deus.

Romanos 5. 1-2; 8. 1 1 Coríntios 1. 26-31

(Nota: Veja também as passagens nas questões 15 e 16).


  1. Como nos tornamos o povo santo de Deus?

Nós nos tornamos o povo santo de Deus (isto é, somos santificados) através do poder e obra do Espírito Santo em nossas vidas. Somos feitos novos em nosso interior, somos transformados pelo amor paciente de Deus para nos assemelharmos a Cristo. Recebemos o poder para realizar a vontade de Deus e, portanto, crescermos na maturidade cristã, tanto individual como comunitariamente.

Romanos 12. 1-21 Efésios 3. 14-21; 4. 12-16 1 Pedro 2. 9-10

  1. Como podemos saber que somos salvos?

A certeza da salvação nos é dada na Bíblia pelo testemunho íntimo do Espírito Santo, pela evidência em nossas palavras e ações e através da inspiração, ajuda e encorajamento de nossos irmãos e irmãs na comunhão da igreja.

João 10. 27-30 2 Timóteo 2. 11-13 Romanos 8. 14-17, 31-39
Hebreus 10. 23-25 Gálatas 5. 19-23 1 João 1. 5 – 2.6

(Nota: A Bíblia não nos encoraja a confiarmos somente em nossos sentimentos).

  1. Quais são as marcas das pessoas que são justificadas por Deus?

Elas mostram o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, mansidão, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade e domínio próprio.

João 13. 25 1 Coríntios 12. 31 – 13.13 Gálatas 5. 22-26

  1. O que é a Igreja de Jesus Cristo?

A Igreja de Jesus Cristo é a comunidade mundial daqueles que foram chamados por Deus e que vivem sob o senhorio de Jesus Cristo. É uma comunidade redimida e que redime, na qual o evangelho é proclamado e os sacramentos são oferecidos. Sob a orientação do Espírito Santo, a Igreja procura prover oportunidades para adoração, crescimento na fé e testemunho para o mundo. Os metodistas livres compartilham de uma herança comum com todos os cristãos em todos os lugares que têm Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Toda igreja é um posto avançado da comunidade mundial de crentes.

Mateus 16. 13-20 Romanos 1. 6 João 17. 18-23 1 Coríntios 1. 9; 12. 12-31
  1. O que é uma igreja metodista livre?

Igreja é uma comunidade de pessoas que aceitaram a Jesus Cristo como Senhor de suas vidas. É um lugar onde o evangelho é pregado e onde os sacramentos são celebrados. A função da igreja local, sob a direção do Espírito Santo e de acordo com as Escrituras, é ajudar as pessoas a conhecer a Jesus pessoalmente como Senhor e Salvador e a viver diariamente à luz de seu relacionamento com Deus. Congregações locais metodistas livres têm a responsabilidade de evangelizar, nutrir, servir e testemunhar para sua comunidade, sua vizinhança e o mundo inteiro.


A Igreja Metodista Livre surgiu em 1860 como um movimento de Deus para alcançar e transformar o mundo fazendo discípulos e multiplicando líderes. Não pregamos apenas a salvação das almas, mas também a transformação dos indivíduos e da sociedade. A Palavra de Deus é nosso guia e modelo.


O chamado para se tornar um movimento de Deus nos campos de colheitamundo, significa:
  • Uma igreja focada na mensagem da cruz, na ressurreição e no Reino de Deus;
  • Uma igreja com doutrina saudável, que integra fé e prática; 
  • Uma igreja com uma paixão santa, entregue aos propósitos de Deus; 
  • Uma igreja que se expande e se multiplica, cruzando todas as barreiras religiosas, étnicas e nacionais; 
  • Uma igreja que reflete Jesus.

Cremos que a igreja local é o instrumento de Deus para transformar a sociedade.


Mateus 26. 26-30; 28. 16-20 Atos 1. 6-8 Marcos 14. 22-26
1 Coríntios 11. 17-26 Lucas 22. 14-23 Efésios 4. 7-16

  1. Quais são as características distintas do movimento metodista?

Sua mensagem é resumida como:
  • Todos precisam ser salvos.
  • Todos podem ser salvos.
  • Todos podem saber que são salvos.
  • Todos podem ser salvos completamente.

Além destas características distintas, ressaltamos também:
  • A importância de valorizar o conhecimento intelectual e a piedade; possuir uma mente sagaz e um coração de anjo;
  • A importância da liderança compartilhada (leiga e clériga) na vida e missão da igreja;
  • A importância do comprometimento pessoal e da responsabilidade social; os metodistas livres sempre entenderam que o propósito da conversão cristã não é somente para tornar a alma de alguém pronta para o céu, mas também provar o primeiro fruto do céu através de uma vida de justiça, amor e misericórdia neste mundo;
  • A importância de cantar hinos de louvor e ensinar a verdade cristã;
  • A importância da pregação, do testemunho e da celebração dos sacramentos: A Ceia do Senhor e o Batismo;
  • A importância de expressar gratidão pela graça de Deus, prestando serviço amoroso;
  • A importância do desenvolvimento de congregações em grupos menores para instrução, cuidado pastoral e adoração;
  • A importância do ardor e da ordem no que diz respeito à fé e prática;
  • A importância de um sistema de interligação entre as congregações locais com os concílios regionais, Igreja Nacional e toda a comunidade mundial.
  1. Quem é bem-vindo para ser membro da Igreja Metodista Livre ou outras congregações da tradição wesleyana?
Todas as pessoas que confessarem a Jesus Cristo como Senhor e Salvador e que aceitarem o desafio de servi-Lo na vida da igreja e do mundo, são bem-vindas como membros. Se ainda não tiverem sido batizados, serão batizados antes de serem recebidos como membros.

Para saber mais a nosso respeito e também para ler estudos bíblicos e para conhecer o endereço de nossas igrejas visite os sites: metodistalivre.org.br e imel.org.br
Todos são muito bem-vindos!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quais são as características distintas do movimento metodista?

Estas são as características distintas do movimento metodista:
  1. Todos precisam ser salvos;
  2. Todos podem ser salvos; 
  3. Todos podem saber que são salvos;
  4. Todos podem ser salvos completamente.
Além destas características distintas, ressaltamos também:
  • A importância de valorizar o conhecimento intelectual e a piedade; possuir uma mente sagaz e um coração de anjo;
  • A importância da liderança compartilhada (leiga e clériga) na vida e missão da igreja; 
  • A importância do comprometimento pessoal e da responsabilidade social; pois entendemos que o propósito da conversão cristã não é somente para tornar a alma de alguém pronta para o céu, mas também provar o primeiro fruto do céu através de uma vida de justiça, amor e misericórdia neste mundo;
  • A importância de cantar hinos de louvor e ensinar a verdade cristã;
  • A importância da pregação, do testemunho e da celebração dos sacramentos: A Ceia do Senhor e o Batismo;
  • A importância de expressar gratidão pela graça de Deus, prestando serviço amoroso; 
  • A importância do desenvolvimento de congregações em grupos menores para instrução, cuidado pastoral e adoração;
  • A importância do ardor e da ordem no que diz respeito à fé e prática; 
  • A importância de um sistema de interligação entre as congregações locais com os concílios regionais, Igreja Nacional e toda a comunidade mundial.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A sabedoria de Elcesiastes (MP3)


A sabedoria de Elcesiastes (MP3)

A Sabedoria de Eclesiastes



"Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma" (Mc 8.36)

Sem Deus, o melhor da vida é vaidade. Fomos criados por Deus e para Deus, temos vocação para o Eterno de modo que nada que seja efêmero pode verdadeiramente satisfazer o homem criado a imagem e semelhança do Altíssimo.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Quando Satanás não cala o crente com a timidez, tenta destruí-lo com a presunção espiritual


Palestra proferida pelo Bispo Ildo Mello no Congresso Internacional Metodista de Evangelização, compartihando testemunhos sobre como, a princípio, enfrentou a timidez para começar a pregar e, depois,  a arrogância quando começou a se sentir mais espiritual e agraciado que os demais irmãos. Quando Satanás não cala o crente com a timidez, tenta destruí-lo com a presunção espiritual. Santidade é vital para a vida do crente e a obra de evangelização, mas devemos cuidar para não nos tornarmos legalistas, sentido-nos superiores...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A fraca e vacilante, porém eficaz oração de um pai!




A FRACA E VACILANTE, PORÉM PODEROSA ORAÇÃO DE UM PAI!

O capítulo 9 do Evangelho de Marcos relata a mais fraca, contudo, uma das mais tocantes orações registradas na Bíblia. Não é a oração de um super herói espiritual, nem é a eloquente oração de um religioso fariseu e nem a de um profeta do Antigo Testamento ou a de algum discípulo de Jesus. Na verdade, trata-se da oração de um homem que nem sequer era religioso e cuja fé era ainda muito débil. É a oração vacilante, curta e dramática de um pai sofrido e desesperado! Ele não possuía muita fé, mas não era totalmente descrente, pois procurou a Jesus. Ele não sabia orar direito, mas não esperou a conclusão de um curso para começar. Ele confessou, "eu creio", mas reconhecendo a fraqueza de sua fé, clamou ao Senhor: "ajuda-me na minha incredulidade". Talvez ele não cresse tanto, mas ele queria crer em Cristo. Jesus o ajudou em sua falta de fé. Jesus não desprezou a sua oração. Jesus teve compaixão e socorreu o seu querido filho.

Neste capítulo temos dois interessantes contrastes. O primeiro diz respeito a glória que se viu no alto do monte da transfiguração em oposição a miséria presenciada no vale sombrio povoado de demônios. Depois, temos também, a questão da ausência de oração e a falta de fé tanto dos discípulos quanto dos fariseus, em contraste com a oração, mesmo que vacilante, daquele angustiado pai em busca de socorro para seu filho.

É interessante notar que Jesus guia três de seus discípulos ao alto do monte para contemplarem a sua glória. Mas o mesmo Senhor também os guia ao vale sombrio para se depararem com a miséria humana que carece de ajuda e libertação. O Bom Pastor nos guia aos pastos verdejantes e também nos guia através vale da sombra da morte. Devemos subir ao monte, mas não é hora ainda de permanecermos ali, pois há muito o que fazer no vale. Vivemos entre dois mundos, entre duas eras. Vivemos sob à luz da ressurreição e também sob a sombra da cruz. Jesus nos leva ao cume do monte e nos refrigera a alma, mas também nos desafia a sair de nossa zona de conforto para descermos ao vale a fim de cumprirmos uma extraordinária missão.

A glória do Senhor deve ser vista tanto no monte quanto no vale, e sua vontade deve ser feita tanto no céu quanto na terra. O mundo jaz no maligno, mas Jesus veio desfazer as obras do diabo. O diabo só vem para matar, roubar e destruir, mas Jesus veio para dar vida abundante (Jo 10.10). "O Espirito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres. Enviou-me para apregoar liberdade aos cativos, dar vistas aos cegos, por em liberdade os oprimidos, e anunciar o ano aceitável do Senhor" (Lc 4.14-19)

Quando os discípulos descem do monte com Jesus, eles se deparam com uma situação caótica em que fariseus estavam discutindo com os discípulos que haviam fracassado em sua missão de libertar o moço de seus demônios. O que se via era confusão entre religiosos diante do drama de um pai desesperado em busca de cura para o seu único filho que desde a infância era dominado e oprimido por espíritos malignos.

Diante da miséria humana, os fariseus e os discípulos discutiam uns com os outros em vez de orar. No final da história, Jesus instrui aos discípulos dizendo que eles não puderam expulsar, porque aqueles tipos de demônios só saem através da oração. Os discípulos ainda estavam em formação. Eles precisavam aprender muitas lições. E uma delas era sobre a oração. Às vezes, somos tentados a agri como se fôssemos auto-suficientes, como se não dependêssemos de Deus. Passamos a confiar em nossa própria capacidade e até mesmo em nossos dons espirituais e agimos com certa arrogância. Fico curioso para saber como foi que os discípulos haviam tentado expulsar o demônio sem oração. Pode ser que tenham sido tomados por uma certa presunção espiritual, crendo que tinham autoridade em si mesmos para tanto.  Talvez, tenham feito como muitos pastores hoje em dia que não pedem mais nada a Deus, pois ensinam que o certo é "exigir" e "reivindicar". Ou talvez tenham feito como Moisés quando desobedeceu a orientação de Deus e, em vez de falar a rocha, feriu-a para que dela saísse água (Nm 20). Pode ser que tenham chamado mais a atenção para si do que para a glória de Deus. Sabemos que os discípulos ainda estavam naquela fase de querer fazer descer fogo do céu para consumir os impenitentes e disputavam entre sim pela primazia no reino de Deus. Certamente precisavam aprender a ser humildes para sempre reconhecer sua dependência de Deus. Todos precisamos admitir que nossa suficiência vem de Deus. Pois, como ensinou Jesus: "Sem mim, nada podeis fazer" (Jo 15.5).

Bem, o que sabemos, de fato, é que a única oração que se ouviu foi a daquele pai, que, em sua fraqueza, ousou buscar o socorro de Jesus. A ignorância espiritual e a fraqueza da fé deste pobre pai foi maior que a bagagem teológica dos fariseus e a experiência dos discípulos de Jesus que foram negligentes na fé e na oração. O pai do moço não sabia orar, mas orou mesmo assim, enquanto os que sabiam falharam em fazê-lo, o que nos faz lembrar o contraste entre o profeta Jonas e os pagãos que diante da tempestade, em sua ignorância, clamavam aos seu próprios deuses, enquanto o profeta de Deus permanecia indiferente e calado diante do drama daquela tempestade. A fé daquele pai foi vacilante. Ele chegou até mesmo a supor que aquele problema fosse grande demais para a alçada de Jesus, ao dizer "se tu podes", mas, mesmo assim, aos trancos e barracos, ele orou em favor de seu filho e clamou por misericórdia em relação a sua falta de fé, dizendo: "eu creio, ajuda-me na minha incredulidade".

Vemos aí, que o poder não está nem no tamanho da fé e nem na oração em si, mas, sim, no Senhor Jesus, autor e consumador da fé. Mesmo uma fé pequena pode transportar montanhas quando está depositada no Deus verdadeiro. Aprendemos com aquele pai que podemos e devemos clamar para que o Senhor nos socorra em nossa falta de fé. Os discípulos de Jesus também oraram para que sua fé fosse aumentada. O mesmo Deus que ouviu o clamor daquele pai e dos discípulos, ajudando-os em sua incredulidade pode e deseja acudir a todos que o invocam, pedindo: "ajuda-me na minha incredulidade".

Oremos!

Bispo Ildo Mello



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vigiai!

Santidade e perseverança são necessárias:
  1. Para evitar a remoção do candelabro, pois está escrito: "Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar" (Ap 2.5); 
  2. Para garantir o acesso ao fruto da árvore da vida, pois "Ao vencedor darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus" (Ap 2.7); 
  3. Para receber a coroa, pois Cristo adverte: "Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida (Ap 2.10); 
  4. Para escapar da segunda morte, pois "o vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte (Ap 2.11);
  5. Para escapar do juízo da espada, pois está escrito: "Portanto, arrependa-se! Se não, virei em breve até você e lutarei contra eles com a espada da minha boca" (Ap 2.16); 
  6. Para escapar do risco de ser vomitado: "porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca (Ap 3.16);
  7. Para não ter seu nome riscado: "O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do meu Pai e dos seus anjos (Ap 3.5; cf. Hb 6.4-8; 10.26-31; 12.14-15; 1 Co 9:27; 2 Pe 1; 3.17-18 e Jo 15.6)
  8. "Portanto, amados, sabendo disso, guardem-se para que não sejam levados pelo erro dos que não têm princípios morais, nem percam a sua firmeza e caiam. Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém" (2 Pe 3.17 e 18).

No amor do Senhor,
Bispo Ildo Mello

domingo, 1 de agosto de 2010

Jó - Como vencer a Satanás? Por que os justos sofrem?



Lições extraídas do Livro de Jó.
Por que os justos sofrem?
Como vencer a Satanás?
Aborda também o fato de Deus escolher o edomita Jó, nascido em Uz, como um exemplo para o povo de Deus que, por vezes, vive aquém da sua vocação. O testemunho de Jó se levanta contra todos que blasfemam diante de tribulações de magnitude inferior das enfrentadas por ele. Diante de exemplos de fidelidade e santidade de Jó, não temos desculpas. "Visto que estamos rodeados de uma nuvem tão grande de testemunhas, desembarace-mo-nos do pecado que tenazmente nos assedia e corramos em direção a carreira que nos está proposta" (Hb 12)